Um repentino sucesso toma forma na Jump com o preview da próxima edição, enquanto o veterano Sorachi parece estar numa situação mais complicada. Venha ler a TOC #35 de 2026:
Weekly Shounen Jump #35 (27/07/2026):
13 – Kaigeki no Kinato c25
14 – 2-nen B-gumi Yuusha Destroyerz c14

Nesta edição tivemos uma capa para SAKAMOTO DAYS, que pode ser a última capa da série na Jump. Pelo rumo da história, que está em sua batalha final, é muito provável que a obra acabe em Agosto, quando a nova leva chegará à revista, assim como é especulado pelos rumores pela internet.
Será um problema para a revista que perderá uma das poucas obras do mercado que ainda venda acima das 100 mil cópias físicas mensais e que é um pilar do battle shonen, principal gênero da revista. Entretanto, o autor já extraiu o máximo do suco dessa fruta e os capítulos atuais estão com desenhos inacabados, reflexo do ritmo semanal afetando o autor após anos de trabalho.
O final de Sakamoto Days será ruim para a revista, mas também abrirá alas para uma nova era. Com o fim recente de Ao no Hako, o trio de pilares passará em definitivo para One Piece, Kagurabachi e Madan no Ichi, uma nova geração da Weekly Shonen Jump.
Em primeiro lugar tivemos Akane-Banashi que está recebendo melhores colocações novamente na TOC. Pode ser reflexo da grande quantidade de séries estabelecidas acabando, fazendo com que os editores elevem Akane-Banashi como uma série longa que ainda tem mais anos de lenha para queimar.
O segundo colocado é ONE PIECE, que está na sua posição de sempre na revista. Apesar de todos os problemas que existem pelo encerramento de tantos hits, o grande pilar continua aqui garantindo a estabilidade da revista como um todo.
Em terceiro lugar temos Someone Hertz que está competindo para vencer o prêmio Tsugi Manga de 2026, o que seria o Tri da Weekly Shonen Jump, que venceu as duas últimas edições com Kagurabachi e Madan no Ichi. O prêmio sempre dá um boost para o vencedor, então os editores devem estar torcendo muito. A vitória de Hertz não é uma aposta tão segura quanto as de Kagurabachi e Ichi porém, com uma competição mais acirrada para seus números.

Com página colorida, temos Exorcist no Kiyoshi-kun numa parte bem elevada da revista. Apesar dos números modestos de vendas, Kiyoshi tem um bom apoio editorial, como visto por sua página colorida sendo a mais em destaque da edição. O mangá também ganhou uma capa de aniversário recentemente. Tudo indica que Kiyoshi continuará sendo publicado sem grandes riscos, ainda mais com a onda de encerramentos naturais e a perspectiva de um anúncio de anime no próximo ano.
Em quarto lugar temos Madan no Ichi que deixou de ser o mangá colocado quase toda semana como primeiro lugar da TOC, mas que continua com enorme prestígio e importância para o futuro da revista.
Seu novo volume está vendendo similar ao anterior, mas pode ficar um pouco aquém das 100 mil cópias físicas em quatro semanas. Não é algo preocupante porque oscilações assim são normais e Ichi ainda terá mais oportunidades de crescimento no futuro, ainda mais como um pilar da Weekly Shonen Jump.
O quinto colocado é Shinobigoto que, assim como Kiyoshi, possui apoio editorial por ser um battle de vendas decentes no mercado atual. Apesar de parecer não estar mais em fase de crescimento, qualquer obra que venda acima das 15 mil cópias físicas mensais tem sua sobrevivência garantida em qualquer revista moderna.
Na sexta colocação temos Roku no Okashi na Ie com o grande choque da semana. Não por receber mais uma boa posição, mas sim pelo preview da próxima edição anunciar que a capa irá para a jovem obra.
Uma segunda capa tão cedo é praticamente garantia de que a revista já considera o mangá como um hit e está com grande expectativas para seu primeiro volume, que deve receber um foco maior de marketing. Situações similares aconteceram com séries como Kill Ao e Someone Hertz, com o primeiro tendo durado mais de 2 anos e recebido o anime e o segundo ganhando destaque como uma das principais séries da Weekly Shonen Jump.
Mas o que surpreendeu mesmo é que todas as outras séries recentes que tiveram sucesso cedo deixaram isso na cara, já que recebiam muitos elogios dos leitores e já batiam números impressionantes logo de cara. Roku porém estava com baixas visualizações na Jump+ e não “viralizou” igual os demais. Entretanto, sempre foi elogiado em fóruns como o 5ch e o matome, aonde os leitores torciam muito pelo mangá de comédia.
O caso aqui pode ser que a votação interna da revista era muito boa. Nem sempre é preciso de uma fanbase vocal na internet para ser um sucesso. Agora ficaremos atentos aos primeiros números de vendas de Roku para saber qual será o seu lugar na line-up, mas o mangá está seguro por ao menos um ano e com grandes chances de ser um sucesso longo.

Com o oneshot Nanafushigi Senpai to Tekojin-kun, Kawaguchi volta à Weekly Shonen Jump novamente depois dos cancelamentos de Red Hood e Tomoshibi no Otr.Apesar dos dois mangás não terem vendido bem ou durado muito, os editores devem ver potencial em Kawaguchi, que é um artista excelente. O novo oneshot é um sci-fi e não fantasia, como suas duas séries, e pode ser um teste para guiar o caminho futuro do autor. Caso tenham interesse no tema de autores com três tentativas na revista, recomendo esse texto que fiz recentemente no site.
Ainda sem classificação, Cannon Master está com uma recepção morna pelo público japonês. Eles elogiam muito o Bharat e a capacidade do autor de desenhar batalhas, mas não gostam nadinha do Ur, achando chato o garotinho.
No sétimo lugar temos a volta de Kagurabachi que passou por um pequeno hiato no mês passado para a recuperação do autor Takeru Hokazono, que comentou na revista que mudou de local de trabalho, agora com um espaço para quartos.
Ele disse que fez isso para melhorar as questões de saúde no estúdio já que haviam pessoas (ele ou assistentes) dormindo em sofás após o trabalho. Isso é algo comum na produção de mangá semanal, que muitas vezes pode ir até tarde da noite para cumprir prazos.
Com essa mudança, é possível que fãs e editores torçam para que Kagurabachi volte à normalidade ainda com seu anime chegando e recebendo muitos elogios nas prévias globais, que mostram o enorme potencial da obra para o mercado japonês e internacional.
Com o seu primeiro rank real chegando logo, HAL Formula ainda não é uma certeza também. Apesar de receber elogios pelos leitores mais dedicados da revista pela narrativa mais madura, o mangá não parece estar crescendo e é difícil de saber se os leitores casuais estão interessados em ver treinamentos e classificatórias tão cedo antes de uma corrida. Mesmo assim, não dá para descartar o mangá antes de vermos suas classificações iniciais.
O oitavo lugar é WITCH WATCH que é outro mangá que também pode vir a acabar em 2026.

Apesar da página colorida, Nue no Onmyouji ficou mais para baixo na revista novamente. Com vendas decentes para uma obra mediana moderna e vários produtos promocionais, a revista vê a obra como algo mais para cobrir nicho.
Essa página colorida pode ser a última antes de um anúncio de anime para a série, que já havia anunciado uma página dupla colorida para o resultado de sua enquete de popularidade, que seria revelada entre o fim de Agosto e começo de Setembro. Não demorará para sabermos.
O primeiro ranking de Animal Signal é um modesto nono lugar. Não é algo que significa morte, mas definitivamente não é um bom começo também. Pende ao negativo, mas sem ser uma sentença capital ainda.
As posições dos próximos capítulos deixarão a situação real mais clara. Se voltar a figurar embaixo, o mangá deve estar com votação interna baixa e estará em risco para as levas futuras.
Boku to Roboco e Hunter x Hunter estão na décima e décima primeira colocação respectivamente. Dá para agrupá-los como duas séries que não precisam se preocupar com a TOC. Roboco é o gag da casa, que promove as demais séries da revista, e Hunter x Hunter é basicamente um convidado de luxo da line-up.
Apesar da proximidade aqui, a situação das próximas duas séries é bem diferente. UNDER DOCTOR está em décimo segundo lugar e apesar de algumas colocações ruins, recebe páginas coloridas, como a da próxima semana, e é promovido como potencial sucesso mediano, com outra recomendação para seu volume 2. Já o décimo terceiro lugar, Kaigeki no Kinato, até saiu da última posição, mas continua sempre entre os últimos e sem ter recebido nenhuma página colorida é candidato principal para o próximo cancelamento.
Na penúltima posição, Yuusha Destroyerz engata outra classificação muito ruim. Apesar de muitos se perguntarem se isso pode ser reflexo de uma demora na entrega dos capítulos, é importante ressaltar que o mangá sempre teve muitos detratores na esfera virtual pelas piadas de banheiro. Pode ser um reflexo real de votações baixas e que colocariam a comédia de Sorachi em risco.
As vendas físicas do volume começam a se tornar necessárias para a salvação do mangá, um cenário que era difícil de imaginar meses atrás. É novamente o caso de um mangá com pouco hype (Roku) indo melhor que o de um veterano, ao menos de início.
Em último, Natsu to Mushikago só não será cancelado na próxima leva se não precisarem de mais espaço, mas os editores deixam claro que o mangá não é bem recebido pelo público. Há falta de interesse e críticas nas redes.
