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Análise – TOC Weekly Shonen Sunday #40 (Ano 2026).

Lucca 03/09/2026

“E como vai a Sunday?”, muitos se perguntam. Afinal, a revista que não conta com seus maiores sucessos, Conan e Frieren, com tanta frequência tem o que para sobreviver nessa indústria tão complicada? Eis aqui que a TOC da Sunday aparece, em típico retorno sazonal, trazendo um pouco do que é e o que acontece com cada mangá da revista mais dominical das quarta-feiras japonesas. 

TOC Weekly Shonen Sunday #25 (02/09/2026)

Kaiten no Albus c100
02 – Futari Bus c44
03 – Silver Mountain c55
04 – Ogami Tsumiki to Kinichijou c113
05 – Momose Akira no Hatsukoi Hatanchuu c96 (23 páginas)
06 – Red Blue c206
07 – Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi c217
08 – Kamibiki no Monarch c17
09 – Maou-jou de Oyasumi c451
MAO c334 (Página Colorida)
11 – Shippo to Gekirin c20
12 – Parashoppers c77 (23 páginas)
13 – Utsuranain desu c112
14 – Kaihen no Mahoutsukai c41
15 – Tonikaku Kawaii c358
16 – Musai no Shoukanshi c9
17 – Hōkago Voca-ken De c28
18 – Adabana (Oneshot, Página Colorida)
19 – Paradon c26
20 – Kimi wa Akeboshi c20
21 – KaguRai: Kagura to Raito c62
22 – Agakimi Chiruran c40
23 – Shibuya Near Family c174

Ausentes: Detective Conan c1167, Major 2nd c335, Mizu Polo c113, Aozakura: Bouei Daigakukou Monogatari c384, Sousou no Frieren (hiato), Magic Kaito (hiato), Ad Astra Per Aspera (hiato).

Ichinose Runa

Falar de Weekly Shonen Sunday é falar de dificuldade. Apesar de ser vista como a terceira grande revista shonen semanal, é bem claro que a Sunday possui dificuldades maiores para vender em relação às rivais Jump e Magazine. Inclusive, a maior revista em circulação da editora Shogakukan, a casa da revista dessa TOC, é a Corocoro.

Dito isso, a Sunday tem o nome e a história para se manter como um dos pilares do mangá, tanto como indústria quanto arte. Mas falando de pilares, um dos principais desafios dos editores é contornar a ausência de seus principais títulous. Conan, o Titã dessa publicação, volta de tempos em tempos para manter a saúde do autor Gosho Aoyama — completamente merecido para um mangá de mais de 1000 capítulos. Porém quem deveria ocupar o trono nessas horas é Sousou no Frieren, mas o mangá de fantasia se encontra em hiato por mais de ano já. Nessas horas, para onde correr?

Quadro de Kaiten no Albus

Na falta da grandiosidade do herói Himmel e da jornada milenar de Frieren, os leitores de fantasia da Sunday seguem a aventura secular do herói Albus em Kaiten no Albus. Contando a história de um protagonista com o poder de voltar o tempo, o mangá faz diversos twists para trazer um sabor único à premissa clássica de derrotar o Rei Demônio.

Recém começando um novo grande arco, Albus é um dos mangás da revista com mais apoio editorial e ganha as páginas coloridas de abertura da edição para celebrar a marca de 100 capítulos. O mangá já até havia ganhado uma capa antes por seu segundo aniversário, mas nada é demais para essa obra que bate mais de 12 mil cópias vendidas ao mês. Parece pouco? Ledo engano, está acima da média do mercado!

Não dá para comparar com os números de Frieren, um dos mangás mais populares da indústria inteira, mas Albus ainda cumpre seu papel de trazer uma aventura de fantasia e ação para os leitores da Sunday. É um dos mais prováveis de ganhar um futuro anime e pode chegar mais às massas com ele no futuro.

Quadro de Futari Bus

O sucesso recente mais promissor porém é a comédia romântica Futari Bus. Mostrando o cotidiano de dois jovens no interior do Japão que compartilham o caminho de ida e vinda da escola num ônibus, o mangá cresce continuamente pela recepção incrível que teve do público.

A atmosfera leve que captura aquele sentimento puro de amor juvenil, os personagens fofos e o cenário do interior do ônibus que é quase uma dimensão própria para o casal, tudo é muito elogiado. Cada volume do mangá ganha diversos reprints e o mais novo já bateu as 12 mil cópias em apenas duas semanas. Além disso, o mangá foi nomeado ao Tsugi Manga e possui grandes chances de estar entre os mais bem votados. Esse ônibus não tem freio.

Quadro de Silver Mountain

Com Silver Mountain, a Sunday tem um novo mangá de batalha de grande sucesso que vende mais que todos os lançamentos do gênero em 2025 na Jump e na Magazine. Claro, o fator X aqui é o autor: Kazuhiro Fujita, um dos nomes sinônimos de Weekly Shonen Sunday, entregando hit atrás de hit desde 1990, com séries como Ushio to Tora e Karakuri Circus.

Dito isso, nem todo autor consegue se manter atualizado e interessante para velhos e novos leitores, mas os elementos malucos da história e a ação incrível fazem de Silver Mounain um querido do público que também o nomeou para o Tsugi Manga desse ano.

Com o número cada vez maior de anime por temporada, é possível que Silver Mountain ganhe um anime mais cedo, diferente das demais obras de Fujita.

Quadro de Ogami Tsumiki

Outro queridos dos Sundayzeiros é Ogami Tsumiki, uma comédia romântica sobre uma escola que atende crianças de espécies fantásticas e crianças humanas. O mangá adota um tom mais “realista” em explorar um mundo dentro desse contexto e as implicações sociais. Tudo isso num tom mais leve e de compreensão, algo que conquistou o coração de milhares.

Vendendo acima das 17 mil cópias mensai e tendo conseguido a medalha de bronze do Tsugi Manga de 2024, Ogami Tsumiki é uma rara publicação da Sunday que você pode ter 99% de certeza que ganhará um anime e ficará ainda mais popular, sendo importantíssimo para os próximos anos da revista.

Página Colorida de Momose Akira na Edição #39

Mais um romance de sucesso é Momose Akira que recebeu a abertura da edição anterior para celebrar seu segundo aniversário. A história aborda a relação de dois jovens que secretamente estão interessados um no outro e o belo traço da autora elevou a doçura ao ponto de ebulição, é um grande sucesso!

Com o oitavo volume do mangá para sair, foi anunciado que a série chegou a um milhão de cópias em circulação, figurando assim como um dos maiores sucessos da indústria sem ter um anime ainda — algo que parece só questão de tempo agora. Como podem perceber, entre os leitores temos muito românticos.

Quadros de Red Blue

Spokon de MMA sobre um jovem que quer enfrentar seu amigo no octógono, Red Blue é um dos raros mangás de esporte a sobreviver numa revista semanal nessa década. Com mais de 200 capítulos, o mangá é mantido na revista pela recepção muito boa com leitores da revista e do aplicativo Webry, a Jump+ da Sunday.

Vendas físicas abaixo das 2 mil cópias ao mês não são o suficiente para derrubar esse mangá consistente e que já até ganhou uma série live action. A chance de receber um anime não é muito alta, mas se alguém sente falta de seguir uma spokon semanal, aqui está um mangá (bom) em segurança.

Quadro de Mikadono Sanshimai

Revistas semanais também precisam de obras de segurança para leitores que já seguem por um tempo. Mikadono Sanshimai é um romance que aborda o romance entre um garoto “sem talentos” e as três geniais irmãs Mikadono. O mangá logo celebrará seu quinto aniversário e foi um sucesso desde o seu debut pela arte da autora Aya Hirakawa com um toque que lembra a beleza das atrizes do teatro Takarazuka.

Ainda vendendo acima das 15 mil cópias mensais, o mangá já passou do seu ápice, algo que é normal para romances de longa duração. Tendo recebido um anime, o mangá é um nome mais conhecido entre o público de anime e importantíssimo para a Sunday.

Quadro de Kamibiki no Monarch

Vamos falar de série “nova”? Conheçam Kamibiki no Monarch. Esse mangá é um isekai bem tradicional, o roteiro é o seguinte: garoto morre atropelado por caminhão -> acorda em outro mundo -> um dos deuses dá um poder cheat para ele -> o poder é um gacha para invocar heróis que são automaticamente leais ao protagonista.

Não é um mangá que quer reinventar a roda, como podem perceber, mas também o seu foco é atrair o pessoal que sabe exatamente o que terá em um isekai. Inclusive, o escritor é Sugiura Jirou, que também escreve Nisemono no Renkinjutsushi, obra de fantasia que ganhará anime e que é basicamente a história “irmã mais velha” de Kamibiki no Monarch.

O volume 1 do mangá saiu e bateu 5000 cópias físicas em duas semanas, algo que poderia ser uma decepção considerando que a outra série do autor está com 1 milhão de cópias em circulação com apenas 5 volumes. Entretanto, pelos rankings da Amazon, Kamibiki no Monarch está com um desempenho decente no digital. É ver agora se isso é o suficiente para os editores da Sunday, mas eu diria que ao menos é provável que passe de um ano de publicação.

Quadro de Maou-jou de Oyasumi

E se quer falar de segurança na leitura, tem exemplo melhor que Maou-jou de Oyasumi? São mais de 450 capítulos da princesa dorminhoca no castelo dos demônios. A comédia se tornou uma daquelas obras que os leitores abrem para ler toda semana sabendo que vão dar risadas e ver muita fofura e isso é o suficiente. O grande sucesso por vários anos fala por si só.

Página Colorida de MAO

Com anime em exibição no momento, MAO ganha uma página colorida promovendo seu novo volume. Estamos falando da obra atual da Senhora Shonen Sunday Em Pessoa, Rumiko Takahashi.

A história de uma garota que pode voltar ao passado na Era Taisho do Japão e seu encontro com o misterioso exorcista Mao,, o mangá é uma delícia para os fãs da autora ao mesmo tempo que o foco maior nos mistérios e casos individuais traz algo de novo para o público.

As vendas? Estão entre as melhores da revista, mas o mangá poderia vender menos que camisa verde na torcida do Corinthians que não importaria; é a Rumiko Takahashi!

Quadro de Shippo to Gekirin

Mais mangá novo. Shippo to Gekirin é mais um mangá com um mundo no qual espécies diferentes existem e são integradas na sociedade humana. Nossos protagonistas são um homem dragão e uma menina lobo que recentemente perdeu seu pai e é adotada por ele.

O mangá usa a idéia para fazer analogias à questões como a de cuidado com crianças de necessidades especiais e as dificuldades da vida de pai para uma pessoa com mais dificuldade de interagir socialmente.

Seu primeiro volume vendeu pouco mais de 3 mil cópias físicas. É o suficiente para continuar tentando a sorte na revista, mas ainda com certo risco. É a segunda tentativa da autora Yutaka que chegou aos 70 capítulos antes com o romance Kimi to Warui Koto ga Shitai.

Página Colorida de Parashoppers na Edição #38

Mais um exemplo de que vendas físicas não são tudo, Parashoppers não deve bater 4 mil cópias físicas vendidas nesse mês na Shoseki, mas só duas edições atrás ganhou uma rara capa da Sunday. Além disso, performa bem em rankings digitais.

O mangá é a obra atual de Fukuchi Tsubasa, mais famoso por Law of Ueki, e é uma das melhores opções de battle shonen por essas bandas. Uma história sobre um battle royale com os poderes mais esquisitos possíveis, como o de mover uma palha, a criatividade é tanta que o mangá até nomeado para o Tsugi Manga desse ano foi.

Mais um para torcer já que suas vendas poderiam ser muito melhores considerando sua qualidade e recepção forte entre os leitores que o conhecem.

Quadro de Utsuranain desu

Quem lia as TOCs do saudoso DNSS (que está mais vivo que nunca agora que não precisa mais escrever textões semanalmente) sabe que o escritor tinha uma quedinha por esse tal de Utsuranain desu. E era mais que justificada, viu?

O mangá aborda as desventuras de dois adolescentes que se encontram com diversos casos sobrenaturais e mistérios, sempre misturando terror genuíno com uma pitadinha de comédia e carisma. A mistura perfeita até na arte cativou leitores, fazendo com que o mangá cresça a todo volume. Sua nova edição já bateu as 8800 cópias físicas em duas semanas e o potencial de crescimento continua grande, ainda mais se um anime chegar no futuro.

Os editores tem noção do ouro em suas mãos e continuarão promovendo o mangá que tem potencial para ser uma das obras mais importantes da Sunday pelo resto da década.

Quadro de Kaihen no Mahoutsukai

Mais um retorno triunfal de uma autora veterana. Kaihen no Mahoutsukai é o mangá atual de Yellow Tanabe que já criou um dos mangás mais icônicos da história da Sunday com Kekkaishi.

Resumir a premissa do mangá é até difícil pela riqueza e complexidade do mundo de fantasia que existe na obra. Mas é basicamente sobre um misterioso mago que vive num castelo no céu e como sua relação com um raro discípulo pode mudar o mundo.

É daqueles mangás com um mundo de fantasia bem elaborado que tantos pedem por aí, cansados de histórias urbanas. Aventura, ação, mistérios. Não é por acaso que Kaihen é um sucesso de crítica.

Apesar disso tudo e vendas decentes, perto das 10 mil cópias físicas mensais, o empecilho para o mangá se tornar pilar é ele ser lançado por “levas”, algo parecido com Hunter x Hunter na Jump. É compreensível porque a autora merece o descanso e pode preparar o mangá melhor, mas seu alcance sempre será um pouco mais limitado.

Quadro de Tonikaku Kawaii

Kenjiro Hata é mais um autor importante para a Sunday. Criador do clássico Hayate no Gotoku, ele é um daqueles nomes associados com a publicação no Japão.

Sua obra atual é Tonikaku Kawaii que conta a história de um casal recém casado. Recém naquelas já que são mais de 350 capítulos, mas é o estilo de Hata que faz o mesmo com Hayate: maioria do tempo na comédia episódica antes de ter arcos mais focados na progressão da história geral.

É mais um que já passou do seu ápice e teve anime, mas suas vendas e relevância o colocam como figura importante da line-up.

Quadro de Musai no Shoukanshi

Musai no Shoukanshi é o manga mais novo da Weekly Shonen Sunday, com apenas 9 capítulos. A história traz um mundo no qual a Terra é atacada por seres que existem numa espécie de dimensão alternativa e certas pessoas são treinadas como invocadores para controlar alguns desses seres e derrotar os invasores.

Dentro disso, somos apresentados a um garoto que é considerado um dos invocadores mais fracos, mas ele é o que mais se esforça por causa do seu desejo de se aproximar de sua amiga de infância, que é uma invocadora prodígio. Ele acaba sendo possuído pelo espírito de uma mulher que promete lhe dar muita força desde que ele tente conquistar sua amada, já que acha a situação intrigante.

É aquele tipo de mangá que mistura ação e romance e pode apelar aos mais jovens pelo tom descontraído e poderes bacanas. É o primeiro mangá serializado do autor UFO Nomura e não parece ter tanto engajamento, então acho que é mais provável que não dure muito, mas loucuras maiores já aconteceram nessa indústria.

Quadro de Hokago Voca-ken de

Com menos prioridade temos o penúltimo capítulo de Hokago Voca-ken de. E esse foi o mangá que me entusiasmou a escrever essa matéria! Explicarei.

Basicamente, estava dando uma olhada nas séries da Sunday e vi que não conhecia essa direito e que suas vendas foram fracas. Resolvi ler.

O que encontrei foi uma comédia com um traço muito bonito que aborda todos os aspectos da subcultura Vocaloid. A história é justamente sobre um clube de fãs de Vocaloid que produzem suas próprias músicas: composição, arte, ediçao de vídeo, etc. Todos os aspectos são abordados em Voca-ken.

Eu peguei o boom inicial de Vocaloid e mesmo assim esse mangá me mostrou muita coisa nova do tema e como é uma experiência comunitária que existe ao longo das gerações já.

Não sei dizer se Voca-ken foi cancelado; por ser um mangá sobre Vocaloid, é possível que a série tenha sido sempre planejada como algo curto. Inclusive, o mangá apareceu no Webry-san wo Susumetai, um mangá que existe exclusivamente para promover séries da linha Sunday. A autora também ficou grávida durante a produção do mangá e isso pode ter apressado um final.

Mas o importante é que, mesmo curto, o mangá ainda valeu a pena a leitura a ponto de achar que comentar dele ao menos uma vez aqui seria importante para mostrar o quanto até um mangá curto pode mostrar seu valor numa revista como a Sunday.

Página Colorida de Adabana

Acima temos a página colorida de Adabana, o oneshot da semana. Ele faz parte da Shonen Sunday Grand Prix, um concurso de oneshots da revista para encontrar novos autores. É basicamente a versão deles da Gold Future Cup da Jump.

Quadro de Paradon

Temos mais um spokon com Paradon, um mangá de futebol que conta a história de dois irmãos. O mais novo é um atacante genial e o mais velho é um goleiro medíocre, mas o novato parece estar tentando acender uma chama no arqueiro.

As vendas parecem estar medíocres como é o esperado para um spokon shonen atualmente, mas o mangá recebe vários elogios sobre sua narrativa e como representa o futebol. Recentemente a revista deu a página colorida de abertura para Paradon, então é possível que ganhe uma colher de chá igual Red Blue e Mizu Polo, outros mangás de esporte publicados aqui. Se as vendas não importam muito, ter uma recepção decente com os leitores semanais se torna suficiente.

Quadro de Kimi wa Akeboshi

Grande aposta da revista, Kimi wa Akeboshi bateu 5300 cópias vendidas em duas semanas para seu primeiro volume e deve estar seguro por um tempo. Mas de certa forma, decepcionou um pouco pelas circunstâncias de sua existência.

O mangá ganhou a capa da revista para seu debut, algo muito raro. A razão é pela dupla que cria a obra: a escrita é de autoria de Takenori Ichihara, que era simplesmente o editor-chefe anterior da Sunday, e a arte é de Koyama Aiko, que escrevia e desenha Maiko-san, sucesso que durou de 2016 até 2025 na revista. Então as expectativas eram altas.

Kimi wa Akeboshi é um iyashikei, aquele gênero de história que tem o foco em “curar a alma” do leitor mostrando situações rotineiras de um ponto de vista de exaltar a beleza do banal. E o mangá sucede nisso, é um roteiro interessante com personagens cativantes ao retratar a jornada de uma menina que pega uma kombi e viaja o Japão para conhecer magos pelo país, um desejo de seu recém falecido avô.

Agora a questão é como fazer uma história assim chegar ao consumidor comum, ainda mais que pelo visto nem a capa foi suficiente para atrair os leitores de Maiko-san. Por isso é sempre necessário ressaltar que qualidade pode existir independente de resultado financeiro.

Quadro de Kagurai

Mais um mangá sobre um mundo no qual pessoas meio-fera existem! Kagurai porém é um battle shonen com uma arte impressionante, das melhores das revistas semanais.

Entretanto, o mangá nunca vendeu muito bem e pelo andar da história parece que os editores já deram chances o suficiente para a série, que aparenta estar em seu arco final.

Quadro de Agakimi Chiruran

Agakimi Chiruran é a história sobre um jovem moderno que viaja no tempo e acaba se tornando um estrategista militar no período Sengoku do Japão. Bate naquelas tropes clássicas de isekai e histórias de reencarnação.

O mangá já tem mais de 40 capítulos, mas as baixas vendas parecem deixar sua situação complicada. Na Shoseki desse mês, a obra não conseguiu ranquear nem na primeira semana e provavelmente será cancelada.

Quadro de Shibuya Near Family

Fechando a edição temos Shibuya Near Family, obra do famoso Koji Kumeta, autor de Sayonara Zetsubou Sensei.

O mangá basicamente não vende nada, mas não corre risco porque ele é lido mais como uma espécie de tirinha de jornal. Kumeta usa a série para opinar e tirar sarro dos mais diversos temas sobre a sociedade japonesa, seja sobre como as estações de metrô estão cada vez mais confusas ou escândalos de corrupção ou até sobre os scalpers comprando todas as cartas de Pokémon TCG. É um mangá que a maioria dos leitores se sente satisfeito apenas com a risada semanal e não pensa em comprar os volumes físicos.

E assim chegamos ao fim desse longo texto, mas para quem pedia resumo das séries da Sunday, está aí de certa forma. E achamos solução para a falta de Conan e Frieren? Não! E como não me tornarei escritor regular da revista, essa será a minha resposta por um longo tempo.

Mas dá para se dizer que a Sunday continua um lar para mangá interessante e de qualidade e com muitas séries com um alcance decente de forma que, mesmo que a circulação da revista em si caia, é impossível negar o papel da Domingueira como a Terceira Grande. E que continue assim porque vendas não são tudo!

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