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Análise – TOC Weekly Shonen Magazine #34 (Ano 2026).

Lucca 27/07/2026

Conheça o novo mangá de fantasia e aventura, Gunyuu wo Tsuzuru, com resumo e primeira recepção dos leitores! Além disso, a abertura das lojas físicas da Magazine é o passo novo da revista e demonstra as séries consideradas estáveis. E como vai a busca por um novo sucesso battle… Tudo isso e mais na nossa análise da Weekly Shonen Magazine, a segunda maior revista shonen do Japão. Começando pela TOC:

  1. Gunyuu wo Tsuzuru (Nova série por Otemoto, Primeiras Páginas Coloridos) Ch. 01
  2. Mayonaka Heart Tune Ch. 124
  3. Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 190
  4. Mokushiroku no Yonkishi Ch. 246
  5. Zureta Kaishaku no Bokura Ch. 03
  6. Gachiakuta Ch. 172 – 1
  7. Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 230
  8. Sensen Senki (Página Colorida) Ch. 07
  9. Kakkou no linazuke Ch. 304
  10. Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 274
  11. Kanojo, Okarishimasu Ch. 433
  12. Banjou no Orion Ch. 105
  13. Ano shima no Uminesou Ch. 26
  14. Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 108
  15. Kaijin Fugeki Ch. 85
  16. Zero to Hyaku Ch. 32
  17. KILLER+SITTER Ch. 05
  18. Yowayowa Sensei Ch. 175
  19. Suruga Meteor Ch. 69
  20. Lilim Holic Ch. 10
  21. Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 51
  22. Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 17
  23. Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 179

Ausências: Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 55, Yumene Connect Ch. 87, Blue Lock Ch. 355, Sentai Daishikkaku Ch. 222, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Rina Watanabe

A capa vai para uma idol, mas as primeiras páginas coloridas são de Gunyuu wo Tsuzuru, a primeira série do novo autor Otemoto.

Otemoto é um jovem mangaka que havia feito vários oneshots diferentes sobre histórias de aventura em cenários chineses de fantasia, já até ganhando prêmios como um autor promissor. Sua obra não é diferente, sendo no mesmo estilo dos oneshot.

Gunyuu wo Tsuzuru é uma história situada numa cenário de fantasia inspirado pela China medieval. Isso é um setting comum em várias obras japonesas, que usam a estética e estrutura da época, mas sem precisar usar a história real para seu roteiro. Um bom exemplo é a franquia de RPG Suikoden, que é bem parecida com esse mangá em termos visuais e de construção de mundo.

A sociedade que vemos aqui é retratada como uma de desigualdade na qual os nobres oprimem o povo e qualquer tipo de ascenção social é praticamente impossível. Entretanto, há uma oportunidade: a de virar um escrivão/burocrata. Os testes de escrita então são importantíssimos nessa sociedade.

Somos apresentados a Haku, um jovem considerado um prodígio na escrita. Porém ele não tem interesse algum nos testes ou na idéia de virar um burocrata, seu sonho é virar um grande escritor. As pessoas ao seu redor são contra, dizendo que é loucura ele não focar em ganhar dinheiro como escrivão, tirando seu pai que o encoraja a seguir seus sonhos.

Haku decide tentar publicar uma novela, mas é avisado por um homem que é impossível, já que os nobres censuram qualquer tipo de história que possa encorajar heroísmo ou rebelião. Esse homem é Jin, um belo homem em roupas típicas de um herói militar. Logo em frente a Haku, ele salva uma pobre camponesa que estava sendo assediada por um nobre local.

O feito de Jin conquista Haku que diz finalmente ter encontrado o herói da saga que pretende escrever. Jin gosta da idéia ao ler os textos de Haku, emocionando-se com sua excelente escrita, e convida o jovem para se juntar ao seu grupo que está na luta armada para derrubar o reino vigente e colocar Jin como o imperador de uma nova dinástia.

Jin de Gunyuu wo Tsuzuru

Haku aceita a idéia, mas seu pai o proibi de seguir Jin, dizendo que não é o que ele procura. Mas contrariando seu pai, o jovem escritor se encontra com os rebeldes à noite, numa operaçãa contra o castelo local.

Jin fica feliz em encontrar o jovem e resolve demonstrar seu poder para ele. Ao usar um tesouro mágico, chamado shenbao, ele pode invocar uma fênix de fogo gigante, imediatamente acertando várias bolas de fogo no castelo. Porém, a shenbao dele é apenas uma réplica, com o tesouro real escondido no castelo sendo ainda mais poderoso.

Haku se choca ao ver o que aconteceu: pessoas saem correndo do castelo em chamas, morrendo em meio a gritos. O escritor fica assustado com o que vê, mas racionaliza como uma batalha. Isso até que uma mulher, em sofrimento, pede para que ele salve ao menos seu bebê. Haku estende a mão até que…

Jin aparece e decepa as cabeças da mãe e da criança. Com sangue no rosto, o herói diz que isso é apenas a realidade da batalha para derrubar o império, nem um bebê merece perdão já que é filho dos nobres. Haku fica chocado e perde a fé no seu idealismo.

Logo em seguida, ele encontra a shenbao, mas decide que esse poder não pode parar nas mãos de alguém disposto a matar com tanta frieza e foge. O herói o persegue tentando convencê-lo a ser o escritor de seu épico, aquele que moldará a História por meio da escrita, mas Haku não aceita.

Jin decide então matá-lo, porém o pai de Haku se revela como antigo guerreiro e protege seu filho, a quem prende a um cavalo e diz para fugir e conhecer o mundo. Jin perde Haku de vista, mas não sem matar o pai do nosso protagonista antes.

Em meio à escuridão, Haku grita enquanto a história declara que essa é a jornada na qual o jovem se tornará o Protagonista de sua própria história e conhecerá diferentes tipos de herói e suas próprias justiças.

Ufa, não consegue resumir em algo mais curto por conta dos twists, perdão. Enfim, esse é o capítulo 1 de Gunyuu wo Tsuzuru, um épico de fantasia chinesa sobre as definições de justiça. Logo de cara podemos ver que o autor pretende trabalhar essa questão das ideologias conflitantes e até questionar os heróis históricos e as nuances nesses períodos.

O primeiro capítulo teve uma recepção tímida, com o menor número de comentários de todos os estreantes do ano na Magapoke. No Twitter também tivemos pouco movimento em relação ao mangá.

Muitos perguntaram se a Magazine errou ao estrear outro mangá de fantasia medieval chinesa poucas semanas após Sensen Senki, que tem o mesmo cenário de fundo. De qualquer forma, alguns ainda elogiaram o twist da história e a questão da moralidade, mas Gunyuu wo Tsuzuru precisará convencer os leitores nos próximos capítulos após um debut tímido.

O vice da vez é Mayonaka Heart Tune que teve mais paradas que o normal recentemente, mas que não deve ser uma questão de saúde. O Igarashi, autor, anunciou que terá um capítulo novo de Mataku Saikin Tantei, sua obra mensal, depois de muito tempo com a obra parada. Então deve ter sido o caso dele não querer se sobrecarregar muito esse mês.

De qualquer forma, MayoTune continua em alta. Teve o evento presencial com os fãs aonda revelaram novas informações do anime, que volta em 2027, com um key visual novo e informações inéditas recentemente, como o anúncio que as irmãs de Yamabuki, Mito e Riina, terão as vozes das prestigiadas Hondo Kaede e Koshimizu Ami, respectivamente.

A franquia em si continua muito ativa com produtos novos a todo momento. O mangá possui boas vendas, mas sua força maior parece ser em ter uma fanbase energizada a ponto da produção de merch valer a pena para tantas empresas.

Situação similar à medalha de bronze da vez, Kanan-sama. Mesmo após o fim de seu anime, as novidades não param nas questões de mercadoria, BDs e outros produtos. A IP continua forte.

O que é diferente de MayoTune é que Kanan parece apelar ainda mais para diretamente para o nicho mais hardcore dos otaku, com a franquia tendo anunciado participação direta na Comiket, maior evento otaku e de doujin do mundo.

Embora booths comerciais oficiais sejam mais comuns na Comiket recentemente, geralmente as franquias que fazem isso são justamente as com mais apelo a esses fãs mais hardcore.

O quarto lugar vai para Mokushiroku no Yonkishi que termina o embate atual e já começa outro.

Sendo uma franquia importante para a Weekly Shonen Magazine, o mangá e seu antecessor, Nanatsu no Taizai, serão alguns dos carros chefes das novas lojas Magazine Shop.

Diferente da Jump, a Weekly Shonen Magazine ainda não tinha lojas próprias oficiais, porém foi recentemente anunciado que a revista abriria “lojas” especiais em algums Don Quijote pelo Japão. Abreviada como Donki, é uma cadeia de lojas de produtos populares que possuem lojas imensas que ocupam prédios inteiros. Na Donki você pode achar de praticamente tudo, geralmente por preços mais acessíveis: comida, roupas, acessórios, itens escolares, games, merch, etc.

A principal Magazine Shop ficará na Mega Donki de Shibuya, a maior loja da franquia. O popular distrito é também aonde está a maior loja oficial da Weekly Shonen Jump e não é por acaso, Shibuya é basicamente mel para os turistas. É possível ouvir todas as línguas do mundo só caminhando pelas ruas do local.

A Magazine falou que o foco da Shop é justamente no público de turistas estrangeiros e jovens japoneses, com destaque maior então para franquias que apelem a essas demografias. Em destaque, eles citam séries como Fairy Tail, Tokyo Revengers, Shingeki no Kyoujin. E uma dessas séries junto deles é Nanatsu no Taizai/Mokushiroku no Yonkishi.

Apesar de ser um dos mangás mais populares com o público japonês, um trunfo imenso da franquia é justamente sua popularidade internacional. Nanatsu no Taizai é um nome conhecido por fãs de séries shonen mundo afora, furando a bolha da revista.

Acredito que um dos empecilhos para a popularidade da Magazine é justamente a falta de sinergia da brand da publicação em si com suas séries mais populares, então vejo com otimismo usarem bem um mangá como Mokushiroku no Yonkishi para popularizar a marca Magazine em si.

Magazine Shop

A quinta colocação vai para o capítulo três de Zureboku. Quem leu o artigo passado sabe, mas a recepção do segundo capítulo não foi das mais positivas, com reclamações sobre uma personagem secundária.

O dessa semana foi recebido bem melhor já que o foco dele voltou para a dinâmica dos dois protagonistas. Meguri visita uma convenção para receber um autógrafo do autor de Mira Kyan, seu mangá preferido, sem saber que é seu colega de escola, Fukanose.

O rapaz percebe Meguri ali e acha que ela quer um autógrafo apenas para sua irmã, então se disfarça com uma fantasia e dá uma assinatura para ela, achando que é o suficiente para que vá embora. O capítulo termina com ele desesperado a vendo na fila do greet and meet, com Meguri ainda mais apaixonada achando que recebeu tratamente especial de seu amado autor.

Essa bola de neve de desentendimentos é a idéia do mangá em si e os leitores gostaram que o capítulo voltou para isso, muito por terem adorado o Fukanose até aqui. Provavelmente não era a idéia da autora, mas ele parece ser o aspecto mais amado pelo público até o momento.

O sexto lugar é de Gachiakuta, que publica a primeira metade um capítulo. Não é a primeira vez que a série faz isso e nem acho algo ruim, o importante é que a autora publique num ritmo saudável. Ela diz que está indo bem e deve regularizar a publicação de novo com o tempo.

As vendas do mangá continuam decentes, com mais de 9 mil cópias vendidas nos primeiros quatro dias no mercado, segundo a Oricon. Os rankings diários continuam bons também, o que deve implicar que ao menos o mangá continuará num patamar acima das 25 mil cópias físicas mensais.

Com alta popularidade internacional, Gachiakuta é uma daquelas séries que pode atrair a atenção do público na Magazine Shop, ainda mais que a revista basicamente não encontra mais sucessos no battle shonen por autores novos desde seu lançamento em 2022.

Na sétima colocação temos Kuroiwa Medaka, que apesar de seu anime não ter gerado tanta merch quanto os de MayoTune e Kanan-sama, ainda é importante pelo seu forte desempenho na Magapoke. A romcom será parte da Magazine Shop, igual todas as outras séries seguras da revista (como as outras duas citadas no parágrafo).

Com página colorida, Sensen Senki é o oitavo dessa semana que tem o lançamento de outra obra com temática chinesa.

Embora alguns leitores tenham criticado a idéia dos mangás se canibalizarem, provavelmente os editores tentaram uma estratégia de sinergia aqui: se você gosta de um, leia o outro também. Não é como se o roteiro deles fosse igual apesar de usarem o mesmo setting.

O desempenho de Sensen Senki parece morno até aqui, mas battle shonen é um gênero que pode surpreender em vendas físicas, então o mangá ainda terá sua maior chance quando lançar seu volume em Setembro. O capítulo dessa semana parece iniciar as batalhas desse primeiro arco maior que é uma oportunidade para convencer os leitores a seguirem a história. Ainda sem garantia de sobrevivência, o mangá não faz parte da Shop.

Em nono lugar, Kakkou no Iinazuke procede em calma. Às vezes penso se é possível que essa “reta final” da história vá até o ano que vem.

Na décima colocação, o pilar Shangri-la Frontier continua sendo figura de segurança da Magazine, no ritmo para bater as 100 mil cópias físicas mensais novamente com seu novo volume.

Com a queda das vendas físicas e números baixos para os novos battle shonen, esses 100k de ShanFro ficam cada vez mais impressionantes, sendo uma das duas séries da revista com a capacidade bater o número. Nem nas rivais isso é fácil de igualar, a Jump mesmo logo terá apenas 3 séries na sua line-up física nesse patamar ou acima (One Piece, Kagurabachi e Madan no Ichi), enquanto a Sunday possui apenas Conan e Frieren, que muitas vezes não estão nem em publicação contínua.

Portanto, sim, ShanFro é maior do que muitos podem pensar. E diria até que caso os novos battle desse ano falhem, será importante para o editorial olhar para ShanFro e tentar definir o que fizeram de certo com a obra. Talvez buscar mais novels de potencial para adaptação? Um foco maior em duplas de criadores? Não temos resposta, mas será importante estudar os sucessos atuais nesse período complicado que está por vir de escassez battle shonen.

O décimo primeiro colocado é Kanojo, Okarishimasu que será a segunda romcom mais em destaque nas Magazine Shop, apenas abaixo do titã Gotoubun no Hanayome. É um dos mangás mais reconhecíveis da revista.

Banjou no Orion, décimo segundo lugar, é mais um promovido como parte da line-up estabelecida e com potencial futuro.

Décima terceira colocação para Uminesou que recebeu números para os primeiros quatro dias de seu segundo volume, perto ali das 9 mil cópias.

No ranking da Shoseki, Uminesou ficou uma posição acima de Gachiakuta e no da Oricon, uma posição abaixo. Ou seja, os mangás venderam basicamente o mesmo nessa primeira semana. Entretanto, a segunda semana já pintou um cenário diferente, com Gachiakuta indo bem melhor que Uminesou nos ranking diários.

É o esperado, afinal Gachiakuta depois do anime estava vendendo acima das 30 mil cópias mensais, enquanto Uminesou vendeu 25 mil no primeiro volume. Mas significa também que o volume 2 de Uminesou deve vender igual ou um pouco menos do seu debut.

Não é o ideal, caso a pequena queda aconteça, mas ainda será um ótimo número que garante uma presença forte na Magazine dos próximos anos. Aliás, o mangá já figurou na Magazine Shop como uma das séries estabelecidas atuais.

Em décimo quarto lugar, Ao no Miburo vendeu por volta das 4800 cópias físicas nos seus primeiros quatro dias de volume novo no mercado. Os números da Shoseki devem ficar ali por perto das 8 mil cópias até que saia dos rankings. Basicamente está vendendo o mesmo por vários volumes, mas é o suficiente para o momento.

O décimo quinto da TOC é Kaijin Fugeki que é, junto de Kurotsuki no Yaergnacht, o mangá battle de mais sucesso desde Gachiakuta. A questão de não achar battles não é desmerecendo essas obras, mas sim naquilo de procurar autores novos que possam chegar ao mainstream para impulsionar a marca Magazine num todo.

Kaijin Fugeki vai bem no mercado moderno, vendendo acima das 20 mil cópias físicas, mas dá para se dizer que parte disso é da confiança dos leitores no autor Oh Great, enquanto Yaergnacht também dialoga com o público mais nicho que adora romance ecchi.

São duas obras importantes para o futuro da revista e que devem crescer com anime, mas não diminuem a necessidade da revista de encontrar mais battle tradicionais, o que explica o número grande recente de estreantes com séries de ação.

Na décima sexta posição, Zero to Hyaku subindo aleatoriamente mais uma vez. O mangá quando parece que está para se afundar na TOC de vez, mas salta como um golfinho para pegar um pouco mais de ar.

A lógica comum diria que o mangá está caminhando para o cancelamento, mas após Suruga Meteor também existe a possibilidade da revista ter diminuído a barra para as spokon, igual a Sunday fez. Dessa forma, talvez eles poderiam prezar mais por ter alguns spokon, mesmo com vendas ruins, do que um tratamento igual a gêneros como as romcom e battle.

É importante ressaltar porém que Zero to Hyaku não é presença na Magazine shop, diferente de Suruga Meteor, que tem números similares de vendas, e Uminesou, que é um mangá mais recente. Mesmo que Zero to Hyaku ainda sobreviva as próximas semanas, é claro que a revista vê a obra como um possível cancelamento.

KILLER+SITTER é o décimo sétimo da semana. Assim como o capítulo anterior, o dessa semana fez números de comentários bem modestos na Magazine Pocket. Apesar de ter ido melhor que Sensen Senki nos capítulos gratuitos, está perdendo nos capítulos pagos.

É ver nos volumes físicos. Talvez torcer pelo milagre de algumas viúvas de Sakamoto Days, prester a acabar, se interessarem por um mangá similar de um ex-assassino protegendo sua nova família.

Décimo oitavo colocado, Yowayowa Sensei tem mais uma semana comum. Ainda acredito que não deve demorar tanto para anunciar uma segunda temporada, já que todas as adaptações recentes da Magazine ganham ao menos 24 episódios.

Apesar da décima nona posição, Suruga Meteor pode ficar tranquilo sabendo que a revista o coloca entre suas séries estabelecidas a ponto de ganhar produtos em sua nova loja.

Já Lilim Holic continua naquela de ranquear mais para baixo na TOC, mas ter métricas visíveis positivas na Magapoke e redes sociais. Acredito que caso venda acima das 4 mil cópias físicas em seu primeiro volume já seja tratado como um mangá estável da line-up e ganhe ainda mais promoção.

Antepenúltimo, Dream Jumbo Girl deve continuar figurando mais perto do fim das edições, mas sem passar riscos para sua sobrevivência.

Já Ura Tokyo continua em situação complicada, sempre perto do fim e pelo visto vender acima de Suruga Meteor e Zero to Hyaku não foi suficiente para os editores, que o classificam abaixo das duas spokon.

De fato, Ura Tokyo é um battle bem mais tradicional e num estilo similar aos sucessos passados da Magazine. Ele é muito comparado a Fairy Tail pela sua estrutura e alguns personagens que remetem à figuras como Lucy e Erza Scarlet. Então seu desempenho negativo é um sinal bem ruim para a revista.

Ou o público antigo que gostava de battle na revista realmente perdeu interesse na Magazine ou eles preferem idéias diferentes agora. Como falei, Shangri-la Frontier pode ser um sinal de que eles precisam repensar como trabalhar o battle manga aqui.

Fechando a edição, Seitokai ni mo ana wa aru que está aqui apenas por uma questão de rotação. É absurdo o tanto de figures que um mangá ainda sem anime ganha, muito acima do padrão da indústria — aonde aliás, nem séries animadas costumam ganhar tanto foco assim dessas empresas.

Já o anime revelou que a voz de Tan é de Kouno Hiyori (Phil em Yakusoku no Neverland). Esse marketing de revelar cada voz individualmente mostra a popularidade desse elenco.

E é isso por essa semana. No próximo artigo falaremos do lançamento de Fairy Tail Re:Fantasia, o (curto) retorno de Hiro Mashima para um dos maiores clássicos da história da Weekly Shonen Magazine. Até lá.

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