Segundo capítulo polêmico para Zureboku? A despedida da Copa para Blue Lock! Mais um novo mangá está vindo e pode bater de frente com Sensen Senki. E como Uminesou é parte do futuro da revista. Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior publicação shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:
- Ano shima no Uminesou (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 25
- Kaijin Fugeki Ch. 84
- Kakkou no linazuke Ch. 303
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 107
- Banjou no Orion Ch. 104
- Zureta Kaishaku no Bokura (Página Colorida) Ch. 02
- Blue Lock Ch. 354
- Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 178
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 245
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 50
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su (Página Colorida) Ch. 273
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 432
- KILLER+SITTER Ch. 04
- Suruga Meteor Ch. 68
- Futsu no Hon wa arimasen! (Capítulo Especial da Bessatsu Shonen Magazine)
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 189
- Sensen Senki Ch. 06
- Lilim Holic Ch. 09
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 54
- Yowayowa Sensei Ch. 174
- Zero to Hyaku Ch. 31
- Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 16
Ausências: Yumene Connect Ch. 87, Mayonaka Heart Tune Ch. 124, Gachiakuta Ch. 172, Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 230, Sentai Daishikkaku, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Na capa temos uma modelo, mas o abre alas dos mangás é Ano Shima no Uminesou dessa vez. O mangá ganha as primeiras páginas coloridas para promover seu segundo volume, que foi lançado no dia 16 desse mês.
A comédia romântica de Seo Kouji conseguiu um excelente debut no volume 1, que bateu mais de 25 mil cópias físicas num mês, assim ultrapassando as vendas até dos “novos sucessos” recentes, como Kaijin Fugeki e Kurotsuki no Yaergnacht.
O desafio do volume 2 será mostrar que esse resultado não é fogo de palha e sim algo consistente. A explicação para essa dúvida é simples: novas séries de autores populares costumam vender bem no primeiro volume. Boa parte dos compradores não são leitores das revistas e, portanto, não sabem ainda se gostam ou não desse novo trabalho. O desempenho do volume 2 demonstra melhor se esse público gostou do que leu.
A Shoseki semanal não saiu ainda para uma comparação melhor, mas nos ranking diários Uminesou está com ótimo desempenho, ranqueando acima de Gachiakuta no dias 17 e 18. Ficou atrás no 19, o que é normal já que Gachiakuta estava vendendo acima das 30 mil cópias com o final de seu anime.
Não dá para marcar que Uminesou é garantia de bater 20 mil cópias+ novamente, mas a impressão inicial é de que deve acontecer. Para impulsionar as vendas os volumes também trazem ilustrações de Megami Café no Terrace, série anteriora de Seo Kouji, o que pode estar ajudando seus fãs a fazerem essa transição entre os dois mangás.
A vice liderança é de Kaijin Fugeki que, como comentado ali acima, é um dos mangás mais promissores para os próximos anos da revista. Vendendo na caixa das 20 mil cópias físicas mensais, a obra é um dos battle shonen de maior potencial do mercado e precisará de uma adaptação de alta qualidade para crescer ainda mais.
Fechando o pódio, Kakkou no Iinazuke agora muda um pouco o foco para Sachi. Em seu arco final o mangá vai fechando todas as narrativas da obra uma a uma. É uma recompensa por ter sido um dos maiores sucessos do mercado de mangá na década, apesar da queda nas vendas mensais.
Em quarto lugar, Ao no Miburo sobe como é o habitual para seus capítulos que abordam momentos históricos mais cruciais e conhecidos entre o público. O novo volume da série aparentemente terá seu desempenho padrão de vendas, ali perto das 8.5 mil cópias físicas mensais — número que um dia já foi “ruim” para a Magazine e agora poderia ser o suficiente para sobreviver até na Shonen Jump com alguma sorte, o declínio das vendas físicas é forte.
Quinto, Banjou no Orion não consegue colocações altas com frequências apenas pelos resultados decentes de vendas, mas também por uma questão editorial de querer mostrar que há espaço na Magazine para histórias de estilos mais sérios, como dramas. Apesar de não ter merch como as romcom, Banjou no Orion é um mangá um pouco mais sério que pode agradar leitores de longa data que gostam de ler histórias como Runway de Waratte.

Na sexta colocação, Zureta Kaishaku no Bokura (Zureboku) entrega seu segundo capítulo com uma bela página colorida, mas também uma bela polêmica.
O capítulo é basicamente o seguinte. Meguri é uma garota que ama um mangá ecchi, mas é conhecida por ser a séria presidente do conselho disciplinar de sua escola. Certo dia alguém encontra um caderno largado no corredor na escola e ele contêm ilustrações fanservice desse mangá que ela adora.
O caderno é de Fukanose, que os leitores sabem que é secretamente o autor do mangá, outro aluno do colégio. Meguri vê o nome dele lá e decide ir confrontá-lo para saber se é o autor dessas belas ilustrações. Ela adora fazer fanart do mangá, mas fica chocada com o quão melhor a “fanart” de Fukanose é, querendo conferir se ele é um fã tão hardcore quanto ela.
Porém o encontro dos dois é interrompido por outra garota do conselho, Nobuko, que idolatra a postura rígida de Meguri. A menina acha que sua “deusa” está interessada em Fukanose e começa a chamá-lo de pervertido e perguntar do caderno, com o garoto rasgando a arte para fingir que não era dele. Mesmo assim, ela dá um chutão nele antes duas saírem, com Meguri decepcionada pelo que ele fez com o desenho.
É num tom de comédia, mas muitos comentários foram negativos, reclamando de como eles acham a confusão entre Meguri e Fukanosa divertida e fofa, mas Nobuko incomoda e é chata. Alguns dizem que é um tipo de personagem ultrapassada e que uma garota batendo no protagonista, que não fez nada de errado, não tem graça.
Os comentários mais comuns e mais curtidos ainda são os que elogiam o mangá e dizem que é engraçado (que até é minha opinião), mas é inegável que tem uma porcentagem grande de comentários negativos sobre esse capítulo, falando que podem parar de ler se for por esse caminho a comédia.
É um problema já que comentários negativos são raros para capítulos iniciais. Geralmente mangá com comentário negativo possui desempenho fraco, como o caso recente de Yashou no Kito. Leitor perdido no começo quase não volta.
Zureboku precisará continuar agradando aqueles que curtiram a obra, mas os editores e a autora já devem estar trabalhando para reagir a esse feedback em capítulos futuros. O problema é se o tom for mantido nos capítulos 3 a 5, que já devem estar pontos.
Em sétimo lugar, Blue Lock se despede da Copa do Mundo 2026, que lhe deu um decente boost no último mês. É até engraçado que marcaram o filme live action e a nova temporada do anime para DEPOIS do evento, mas pode ser uma questão de querer ir enfileirando relevância para a franquia. Copa, filme, anime, etc.
Chamada de “A Copa das Estrelas” pela maior parte do evento por causa da performance incrível de craques como Mbappe, Messi, Bellingham, etc, o campeonato terminou com a coroação da Espanha, a seleção mais focada no jogo em equipe e sem uma estrela se sobrepondo muito às demais. É o que, curiosamente, é menos Blue Lock possível.
Se isso impacta as vendas? Não. Sempre ficou claro que os fãs sabem separar ficção da realidade. Há gente que não gosta do mangá por isso, mas até quando colaboram com jogadores reais, os autores deixam claro que a questão do ego é mais um exagero da fome do atacante que uma filosofia rígida para o mundo real.
Já na oitava colocação temos Seitokai ni mo ana wa aru! Desde que o anime foi anunciado oficialmente para Outubro, temos recebido pequenos teasers de animação revelando as vozes dos personagens.
Já sabiamos que o mangá teria uma adaptação forte no quesito visual, mas o elenco de seiyuu é um chamativo também. O protagonista Ume será Sakata Shougo (Aki em Chainsaw Man), a presidente Hisako é Shiraishi Haruka (Fumino em Bokuben) e a pequena Komaro é a ótima Tomita Miyu (Gabriel em Gabriel Dropout). Os anúncios estão animando bem os fãs japoneses e o anime deve ser um dos maiores destaques da temporada de Outubro, estaremos aqui esperando o boost no mangá.
A nona posição fica para Mokushiroku no Yonkishi que está ainda em momento de definir o status quo da história no momento. Em vendas, o novo volume do mangá está acima de Uminesou e Gachiakuta nos rankings diários e deve manter-se acima das 40 mil cópias mensais.
Saindo um pouco do seu padrão de ficar no fundão, Dream Jumbo Girl é o décimo da semana. Pode ser reflexo da nomeação ao Tsugimanga, visto como oportunidade de crescimento. A Shonen Magazine não teve nenhuma série no prêmio na edição de 2025, então a nomeação ganha ainda mais valor.

As páginas coloridas são apenas promocionais dessa vez para o nosso décimo primeiro colocado, Shangri-la Frontier. Uma das páginas promove o volume que saiu nesse mês e a outra o game Shangri-la Frontier The Seven Colossi.
O título é mobile, mas também sairá para o PC. Desenvolvido pela sul-coreana Netmarble, é difícil de imaginar que seja um grande sucesso no mercado japonês que, como comentei quando Nanatsu ganhou um game, é cada vez mais difícil de gerar hits no mercado mobile, já dominado por outros títulos.
Entretanto, pode ser uma oportunidade de crescimento da franquia em outros mercados asiáticos.
Na décima segunda colocação, Kanojo, Okarishimasu entrega mais um capítulo focado na Mami. Mamilovers podem sorrir.
Para o décimo terceiro lugar, KILLER+SITTER, recebemos os primeiros dados de um capítulo pago na Magazine Pocket. E o número de comentários despencou como o esperado, mas estava com uma esperança da queda ser um pouco menos brusca. Fomos de 232 no segundo capítulo para 215 no terceiro e agora 28 no quarto.
No momento, dá para imaginar que Killer Sitter agrada como leitura casual, mas ainda não se tornou indispensável a ponto do público estar disposto a comprar capítulos. Mas é bom lembrar que os usuários da Magapoke tem noção de que os primeiros 7 a 10 capítulos ficaram gratuitos em algumas semanas, como acontece com todo novo mangá da Magazine, então ainda existe a possibilidade do mangá crescer se esse pessoal no muro for convencido.
Décimo quarto colocado, Suruga Meteor lançou um tradicional capítulo de mangá de baseball no qual os personagens começam a ter flashbacks enquanto estão de pé no montinho. Viva o mangá de baseball.
Depois de uma obra promocional da Bessatsu Shonen Magazine, Kanan-sama é o décimo quinto dessa TOC. Nada de anormal no mangá em si, tirando que parece que os personagens que tiveram destaque no anime estão mais integrados às aventuras atuais.
Curiosamente, o anime enunciou que os episódios não terão censura no Blu-ray. Seria algo inédito já que o mangá não mostra nada disso até nos volumes. Pode soar engraçado, mas comercialmente é um fato relevante para o BD talvez vender mais.
Na décima sétima colocação, não há motivo para pânico ainda para os leitores de Sensen Senki. Como o mangá está apenas no sexto capítulo, a colocação atual ainda é difícil de ver como reflexo da recepção dos leitores.
O problema maior está no fato de que essa edição da revista trouxe a prévia de um novo mangá de ação e fantasia para estrear na próxima edição, Gunyuu wo Tsuzuru. Essa nova série também é ambientada num cenário de uma “China de fantasia”, assim como Sensen Senki é.
Sim, não li o primeiro capítulo ainda e o tom das histórias pode ser diferente, mas estrear duas obras de ação e fantasia numa China de fantasia em menos de dois meses é uma escolha estranha. Não é comum estrear séries similares assim em sequências, mas o mesmo ocorreu com as sinopses de Zureboku e Lilim Holic sendo parecidas.
O leitor casual pode não se aprofundar e ir atrás de uma das obras por isso.
De qualquer forma, com o número de comentários baixo na Magapoke e pouco destaque nas redes sociais, a missão de Sensen Seki será ao menos superar as vendas físicas de Ura Tokyo, pouco mais de 3 mil cópias. É possível já que a barra está baixa.
O décimo oitavo lugar é Lilim Holic, ainda com números muito bons. Os capítulos gratuitos até o 7 ficaram gratuitos e todos baterem mais de 150 comentários e os pagos também estão com performance acima da média. Não garante sucesso em vendas físicas, mas as expectativas já são mais altas.
Décimo nono da TOC, Yaergnacht só está aqui embaixo por questão de rotação. O mangá em si já recebe promoção digna das principais séries da revista, com um Voice Comic e brindes de acrílico para o novo volume que sairá mês que vem.
Antepenúltimo, tudo normal também para Yowayowa Sensei. Caso oposto de Zero to Hyaku e Ura Tokyo, que fecham a edição e são os dois prováveis próximos cancelamentos pelas vendas baixas e TOCs frequentemente ruins.

A próxima edição terá, como previamente comentado, o estreante Gunyuu wo Tsuzuru que é descrito como uma história de fantasia sobre O Confronto Entre Diferentes Tipos de Justiça. O título é algo como “As crônicas dos Generais Rivais”, de uma forma que faz referência a períodos históricos na Ásia no qual generais batalhavam pelo controle de seus países, como o período dos Três Reinos na China ou a era Sengoku no Japão.
O autor é Otemoto, um novato que já ganhou prêmios na Kodansha por seus oneshot. Eu dei uma checada neles e todos são histórias de batalha numa China medieval/de fantasia. Ele me lembra muito o tom da série de games Suikoden, que traz reinos de fantasia com elementos chineses, batalhas de grande escala e heróis que empunham bastões e lanças.
Outro elemento comum dos oneshots do autor é a presença de romance, algo que pode agradar o público fã de romcom da revista.
No próximo artigo trarei um resumo básico da série e a impressão inicial dos leitores. Imploro ao K-Manga que me ajude e traga esse em inglês já que os termos de guerra devem ser difíceis de ler no original. Obviamente também falarei das novidades das (muitas) séries que estiveram ausentes nessa edição. Até a próxima!
