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Análise – TOC Weekly Shonen Magazine #38 (Ano 2026).

Lucca 24/08/2026

A nova leva de volumes chegou às lojas japonesas. Lilim Holic se deu bem? Zero to Hyaku pode sobreviver? Shangri-la Frontier colabora com Wistoria para mostrar novos caminhos para as revistas Magazine. Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior revista shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:

  1. Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 276
  2. Kakkou no linazuke Ch. 307
  3. Fairy Tail Re: Fantasia Ch. 03
  4. Ano shima no Uminesou Ch. 29
  5. KILLER+SITTER Ch. 08
  6. Gunyuu wo Tsuzuru (Página Colorida) Ch. 04
  7. Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 233
  8. Blue Lock Ch. 357
  9. Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 181
  10. Suruga Meteor (Página Colorida) Ch. 71
  11. Kanojo, Okarishimasu Ch. 436
  12. Mokushiroku no Yonkishi Ch. 249
  13. Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 57
  14. Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 111
  15. Kanan sama wa Akumade Choroi (Color Page) Ch. 193
  16. Zureta Kaishoku no Bokura Ch. 06
  17. Sensen Senki Ch. 10
  18. Mayonaka Heart Tune Ch. 127
  19. Kaijin Fugeki Ch. 87
  20. Lilim Holic (Página Colorida) Ch. 13
  21. Zero to Hyaku Ch. 35
  22. Yowayowa Sensei Ch. 178
  23. Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 20
  24. Yumene Connect Ch. 89

Ausências: Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 54, Banjou no Orion Ch. 108, Gachiakuta Ch. 174, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Yuuki Yoda

Idol na capa, mas colaboração na abertura dos mangás: Shangri-la Frontier e Tsue no Tsurugi Wistoria, Sunraku e Will. Esse encontro promove um dos pilares da Weekly Shonen Magazine com um dos pilares da Bessatsu Shonen Magazine, uma das revistas mensais da família shonen da Kodansha.

Sendo duas obras de fantasia (embora ShanFro num contexto de VRMMO), existe um público compartilhado entre os dois mangás, muito disso também vindo da linhagem delas do mundo das novels.

No caso de ShanFro, falamos de um mangá que é a adaptação direta de um webnovel, antes mesmo dela virar uma light novel. O mangá é a adaptação original de uma história originalmente publicada na internet, algo não tão comum assim. Já Wistoria é realmente nascido como mangá, mas seu escritor é Fujino Omori, conhecido como autor da longa série Danmachi, uma das Light Novel mais influentes da década de 2010.

Apesar de terem origens diferentes, os dois mangás representam a idéia da Kodansha de trazer autores de novels para suas revistas shonen diretamente. Em um período difícil para encontrar novos sucessos de battle, esses autores que se provaram como escritores podem ser uma aposta interessante para as editoras.

Tanto ShanFro e Wistoria já ganharam duas temporadas em anime e já tem suas terceiras anunciadas. Trabalho de se elogiar dos editores e dos times de mídia.

O vice colocado é Kakkou no Iinazuke. A história vai tocando mais vezes nos elementos que devem ser relevantes no final, mas nunca parece que está realmente já para acabar.

Novamente grande destaque para Fairy Tail Re:Fantasia que os editores estão dando um tratamento de luxo pela celebração de 20 anos da icônica franquia e fecha o pódio da edição. É curioso que os capítulos saem sempre juntos dos novos capítulos de Fairy Tail 100 Years Quest, fazendo desses dias um deleite para os fãs. A curiosidade é sobre anúncios em relação ao anime, será que virá nos próximos dois meses?

Quarta posição para Uminesou que continua bem quisto pelos editores apesar do volume 2 não ter vendido tão bem quanto o 1. Mesmo assim, continua sendo um dos maiores novos sucessos shonen da indústria em 2026 e receberá destaque.

Uma decente quinta colocação para KILLER+SITTER, mas é difícil de dizer que é um reflexo de boa recepção do público já que a obra está com baixa visibilidade nas redes sociais e com números fracos nos capítulos pagos na Magazine Pocket. Os gratuitos até estão ok, então não quer dizer que haja uma rejeição do mangá, mas ele ainda não esá cativando leitores a ponto deles quererem investir dinheiro para acompanhar a história.

O volume 1 será decisivio para indicar o lugar da comédia de ação dentro da revista, mas se fosse para fazer um chute no momento: diria que é mais provável que o mangá lute para sobreviver.

Página colorida e sexta posição para Gunyuu wo Tsuzuru no capítulo que apresenta a heroína do mangá, que teve um grande destaque na página colorida de abertura do primeiro capítulo.

A aparição direta dela deve ter sido pensada exatamente para esse capítulo que receberia mais destaque com a cor, apesar dela não estar na arte.

Todos os oneshots do autor Otemoto tinham dois elementos em comum: o setting de uma China medieval de fantasia, que é realmente o cenário utilizado em Gunyuu; mas também um elemento de romance e personagens femininas fortes. Então não é surpresa alguma que já tivemos essa introdução agora da personagem Kai Yuu.

Apresentando ela como uma exímia lutadora, mas também de beleza e com uma certa química com o garoto Haku, Otemoto está trazendo a experiência dos oneshots para seu primeiro mangá.

Apesar disso tudo, os números ainda estão discretos e a fantasia precisará se virar para atrair leitores agora.

Em sétimo lugar, Kuroiwa Medaka se fixa de vez abaixo de Mayonaka Heart Tune nas vendas desse mês, com as duas romcom tendo novos volumes. Não é uma competição direta nem nada disso, até porque os mangás devem compartilhar vários leitores, mas é um ponto de comparação pela relativa queda de Kuroiwa Medaka ao longo dos anos, em parte pelo tamanho e outra pela recepção mais mista dos capítulos recentes.

Na oitava posição, Blue Lock realmente ficou de lado da guerra de titãs na bilheteria japonesa do verão. Com um pouco mais do equivalente de 4 milhões, fica bem longe de títulos como Toy Story 5 (70 milhões) e Chiikawa com mais de 60 milhões e que deve logo passar o filme da Pixar para ser o grande vencedor do cinema japonês no ano.

Como comentarem no artigo passado, ainda é lucro e tal, mas acho impossível não comentar o quão errada foi a estratégia de tentar bater de frente com essas animações populares e os novos de Spider-man e Kingdom. Poderia ser uma nova porta de entrada para a franquia, assim como ocorre com outras franquias japonesas de mangá que viram franquia de cinema, mas deve terminar apenas como um filme destinado primariamente aos fãs hardcore já existentes.

Seitokai ni mo Ana wa Aru é o nono dessa TOC e está vendendo mais que Kanokari nessa primeira semana de Shoseki. Pode ser um retorno ao crescimento graças ao marketing do anime que já até lançou o seu primeiro trailer real, com uma recepção muito positiva.

Como esperado, a adaptação é daquelas que conta com um time de primeira e tem tudo para ser um dos maiores sucessos da temporada nova de anime em Outubro. Produção boa para mangá já popular é receita de sucesso na maioria das vezes, ainda mais com um estilo que já foi provado como sucesso quando o mangá viralizou pelo trailer animado uns anos atrás.

Página colorida para o décimo primeiro do grid, Suruga Meteor. O spokon de baseball teve volume lançado na semana e recebeu artes em cor por duas semanas seguidas para a promoção.

Apesar da grande confiança que recebe dos editores, também não foi dessa vez que o mangá decolou nas vendas físicas, ficando abaixo até de Zero to Hyaku na maioria dos dias. Já no digital o mangá ficou bem melhor nos rankings da Amazon que seu “concorrente” de basquete.

É bem claro que Suruga Meteor nunca será um mangá de grandes números no mercado tradicional, mas agrada mais aos leitores da revista e do digital. Com pouca chance de cancelamento, se torna uma espécie de guardião do portão da Magazine e temos mais uma série que parece ter alcançado o feito, falaremos dela um pouco depois.

Voltando para a TOC, temos Kanojo, Okarishimasu como décimo primeiro. Pela Shoseki é possível que o mangá tenha continuado a cair nas vendas, mas não deve ser algo tão drástico e a romcom continuará sendo um dos principais títulos da revista por todas as outras métricas, como merch e sucesso no streaming de seu anime.

Mokushiroku no Yonkishi dá as caras como décimo segundo. O mangá apresentou alguns quadros inacabados, algo que não é comum do Nakaba, mas que não estava no nível rabisco ainda de alguns capítulos de Blue Lock que foram entregados sem a produção completa. Sinal para cuidarem bem do autor e evitar ter problemas com um título tão importante.

Estabilidade para o décimo terceiro da vez, Kurotsuki no Yaergnacht. O mangá está ali no centro da TOC e seu novo volume deve vender próximo dos anteriores, superando as 20 mil cópias físicas e indo melhor ainda no digital. A disput será de novo com Kaijin Fugeki para ver quem vende mais ao fim do mês, um problema bom de se ter numa revista que precisa de títulos de ação para o futuro.

Poucas novidades para Ao no Miburo, o décimo quarto lugar. Continuamos na batalha interna do Shinsengumi com o mangá mantendo seu ritmo de novela histórica.

Página colorida para o décimo quinto da TOC, Kanan-sama. Se querem um exemplo de como um anime pode influenciar um mangá, se atentem à arte colorida e à capa do volume que está aparecendo ali para promoção: todos dão muito destaque para Lilim, mãe de Kanan, que foi um sucesso entre os fãs do anime. Ela nem aparece tanto assim no mangá, mas até o bônus do volume é dela dessa vez.

Não que a autora nonco vá colocar Lilim agora o tempo todo na história (e não está fazendo isso), mas é possível que a editora e o comitê de produção do anime peçam mais artes e façam mais produtos de um personagem popular, ainda mais quando falamos de uma romcom/ecchi, gêneros tão focados em designs.

Dito isso, as vendas do novo volume seguem para os números perto das 7 mil cópias mensais como sempre, talvez exista um boost maior no digital. É uma pena não termos esses dados diretamente.

Décima sexta colocação para Zureboku que mais uma vez fica para a parte debaixo da revista. Não pode se tornar algo regular para o mangá não correr logo risco de encerramento precoce.

A recepção da comédia romântica está parecida com Killer+Sitter na Magapoke. Números ok nos capítulos gratuitos, aonda Zureboku vai melhor que Killer+Sitter, e uma queda brusca nos pagos, aonde desempenha pior.

O feedback dos primeiros capítulos deve ser importante para ajustar o mangá a algo que agrade mais ao seu público, mas é sempre um grande problema ter uma recepção controversa logo no começo de um mangá como o ocorrido com o segundo capítulo dessa obra. Leitores não costumam dar segunda chance.

Apesar de estar apenas no décimo sétimo lugar, Sensen Senki continua recebendo uma recepção mais positiva dos leitores do que os outros novatos pós-Lilim Holic. O arco atual está apresentando os poderes do grupo dos protagonistas e do vilão e caracterizando diversos personagens ao mesmo tempo que cria as dinâmicas entre eles, isso tudo está sendo bem elogiado pelos leitores que também citam o ritmo rápido, que não deixa a leitura cansativa.

Ainda precisamos ver essa melhoria na recepção sendo traduzida em vendas, mas é possível que Sensen Senki seja o battle de mais potencial do ano da Magazine até aqui.

Décimo oitavo apenas por uma questão de rotação, Mayonaka Heart Tune deve manter seu patamar pós-anime considerando seus rankings diários da Shoseki. Não dá para fazer uma grande previsão sem os dados semanais, mas continuará com números decentes para o mercado.

A idéia de manter o projeto em anime ativo mesmo entre temporadas foi uma investida inteligente para manter os fãs engajados e com interesse na compra de produtos.

Outro em uma posição baixa por rotação é Kaijin Fugeki que, como citado anteriormente, deve também continuar vendendo ali perto das 20 mil cópias mensais físicas. A consistência de muitas séries da Magazine pode mostrar que a revista sabe apelar para alguns públicos específicos, mesmo que tenha dificuldade em furar a bolha para o mainstream.

Com página colorida promocional na vigésima posição, Lilim Holic lança seu primeiro volume. Acho que faria mais sentido o mangá estar um pouco mais acima na TOC para o destaque, mas pode ser reflexo que os leitores da revista em si não sejam tão fãs da romcom quanto os leitores online.

E isso pode ter até aparecido nos resultados do mangá que parece ter ido melhor no digital que no físico. Nos rankings diários da Shoseki o mangá esteve acima de Suruga Meteor, Zero to Hyaku e Dream Jumbo Girl na maioria dos dias, mas sempre abaixo de Kanan-sama. Já na Amazon, Lilim Holic ficou muito acima desses três e próximo de Kanan.

Por exemplo, tivemos dias com Lilim ranqueando no top 250 de mangás shonen enquanto Zero to Hyaku e Suruga Meteor ficavam abaixo dos 3000.

De qualquer forma, caso o ranking semanal da Shoseki confirme o que os diários demonstraram, Lilim Holic deve vender de 3 a 4 mil cópias na semana o que seria suficiente para a sobrevivência do mangá, ainda mais com o desempenho ainda melhor no digital. O mangá só deve correr risco mesmo se a recepção dos leitores da revista estiver péssima, mas até aí se tornaria um caso mais provável para uma transferência.

Vigésimo primeiro lugar, Zero to Hyaku pelo visto tem seus fãs mais hardcore, já que nos dois primeiros dias da Shoseki até chegou a ficar perto de Lilim Holic, mas despencou dos seguintes a ponto de não estar mais aparecendo nos rankings diários de vendas.

Apesar de estar para vender mais que Suruga Meteor, é possível que o mangá já esteja no seu arco final. Partidas continuam sendo puladas e até os rivais do time dos protagonistas já foi eliminado no off-screen. A situação está esquisita para dizer o mínimo.

Antepenúltimo, Yowayowa Sensei entrega um capítulo de grande desenvolvimento. Pena que está para baixo, mas não é algo que importa tanto.

A penúltima colocação de Ura Tokyo é que é preocupante já que o mangá nunca sai desse fundão e suas vendas já caíram no volume 2. Apesar de seu debut ter vendido mais que os volumes recentes de Suruga Meteor e Zero to Hyaku, esse já esteve bem abaixo dos concorrente.

Parte do problema é justamente que o autor começou um arco longo para tentar salvar a série, mas o público não está interessado nele. Focado em um personagem adulto mentor e não nos demais estudantes do colégio de exorcista, o arco não fisgou os leitores. Deve ser o final de Ura Tokyo que ficará na contagem regressiva para a conclusão.

Yumene Connect aparece em último. Apesar disso, está seguro já que ganha muito apoio editorial, como páginas coloridas.

A próxima edição também contará com várias páginas coloridas nessa revista que está cada vez mais cheia pelo tanto de estreantes sem nada acabar. Até a próxima.

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