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Análise – TOC Weekly Shonen Magazine #30 (Ano 2026).

Lucca 30/06/2026

Um novo mangá de assassino chega à Magazine, conheça KILLER+SITTER e saiba de sua recepção! Blue Lock na mira dos haters? Entenda a situação. Nomeações do Tsugi Manga! E a sexta temporada de Kanojo, Okarishimasu é anunciada. Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior revista shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:

1. KILLER+SITTER Ch. 01 (Primeiras Páginas Coloridas, Nova Série de Akimine Kamijyo)
2. Kanojo, Okarishimasu Ch. 429
3. Suruga Meteor Ch. 65
4. Yowayowa Sensei Ch. 172 (Página Colorida)
5. Sensen Senki Ch. 03
6. Mayonaka Heart Tune Ch. 121
7. Kanan-sama wa Akumade Choroi Ch. 186 (Página Colorida)
8. Blue Lock Ch. 351
9. Kakkou no Iinazuke Ch. 300
10. Lilim Holic Ch. 07
11. Mokushiroku no Yonkishi Ch. 242
12. Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 227
13. Kaijin Fugeki Ch. 81
14. Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 175
15. Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 270
16. Ano shima no Uminesou Ch. 22
17. Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 104
18. Yumene Connect Ch. 84
19. Sentai Daishikkaku Ch. 220
20. Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 51
21. Gachiakuta Ch. 169
22. Zero to Hyaku Ch. 29
23. Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 14

Ausências: Banjou no Orion Ch. 103, Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 48, Hajime no Ippo Ch. 1516 (Hiato), Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Morihara Urumi

Apesar de termos um novo mangá, ainda mais de uma veterana, a capa vai para uma idol. As primeiras páginas coloridas apresentam o estreante KILLER+SITTER, uma nova obra de comédia e ação pela autora Akimine Kamijyo, dos hits Samurai Deeper Kyo e Code Breaker, mas que recentemente teve uma série cancelada na revista com Jyushin no Katana (que mesmo assim ganhou um lançamento no Brasil).

Em termos básicos, o mangá é um daqueles shonen modernos de assassinos. O protagonista da história é o “Log Killer”, um assassino incrível com uma força física insana, mas que tem o hábito de anotar tudo num bloquinho de notas. Somos apresentados a ele no passado numa missão num país estrangeiro derrotando tropas armadas para proteger um embaixador.

Dez anos no futuro porém aparentemente agora ele vive num apartamento simples no Japão. O governo então pede para que alguns policiais chequem a situação dele, para ver se há algo de estranho lá.

O Log Killer, agora atendendo pelo nome de Nogawa Ryuusei, porém parece estar anotando algumas coisas estranhas num caderno e chegando os níveis de decíbeis da vizinhança, fazendo de tudo para impedir que ultrapassem um limite de 50. Os dois policiais que estão verificando o comportamento dele estranham, mas logo é entendido o que está ocorrendo: o assassino agora está cuidando de um bebê e marca tudo que precisa fazer em relação a ele.

Yonouzu Takeharu, o policial que mais suspeita de Nogawa, começa a interagir com ele, falando do quanto o comportamento do ex-assassino não é normal, já que ele faz coisas como usar sua força superhumana para tarefas básicas e tem um comportamento atípico sem emoções transparentes. Em contrapartida, ele anota no caderno sobre “como ser normal”.

No final do capítulo, Nogawa enfrenta uma gangue de delinquentes no apartamento que está fazendo muito barulho e ao derrotar todos parece conquistar um pouco da confiança de Takeharu. A conclusão porém demonstra que todos os outros moradores do complexo são assassinos também e acabaram de receber uma missão cujo alvo é o bebê que o Log Killer cuida.

Como podem ver, é uma série similar à outras do gênero nos tempos modernos. Sakamoto Days, Kill Ao, Youchien Wars, etc, são muitas as obras nessa década sobre assassinos vivendo dias comuns, com batalhas acontecendo de vez em quando. O contraste conquista o público, que está apaixonado pelo subgênero desde a explosão do mega hit Spy x Family.

O primeiro capítulo tem uma atmosfera e estilo bem mais moderno que Jyushin no Katana, algo que pode agradar ao público que considerou a obra anterior da autora como “retrô” demais. Dito isso, o volume de comentários na Magapoke foi praticamente o MESMO de Ura Tokyo e Sensen Senki, os outros battle shonen recentes da revista, mostrando a difícil barreira para o gênero superar em terras de Shonen Magazine.

Seguirei atento aos números e comentários nas próximas semanas, mas por enquanto qualifico o debut como “regular” em questões de sucesso.

Continuarei a TOC pelos pontos rápidos já que esperei até o final do jogo do Brasil e Japão na Copa do Mundo para escrever o texto mais atualizado possível, assim o tempo para lançar a matéria fica mais corrido.

Kanojo, Okarishimasu: A adaptação terminou sua quinta temporada imediatamente já anunciando a sexta, marcando um grande sucesso da obra que vai superando os limites esperados. Poucos são os mangás que conseguem uma adaptação completa, ainda mais uma obra tão grande quanto Kanokari e que, apesar de vender bem, não é algo do tamanho de um Jujutsu Kaisen.

Parte do sucesso é justamente que o mangá é uma IP valiosa, que faz produtos venderem muito e possui heroínas populares. Não quer dizer que o mangá seja unanimidade entre o público japonês — a quinta temporada do anime foi uma das séries com piores avaliações no Nicovideo, serviço de streaming no país. Muita gente reclama, principalmente, do ritmo da história e progressão lenta do romance.

Porém, é como o Nicolin me disse já: o importante para um mangá não é ter aprovação geral, mas sim ter um grupo específico de fãs. Precisa apelar a alguém. E apesar do mangá ter muitos detratores, a franquia tem fãs leais o suficiente para continuar lucrativa e importante. A única chateação para o Reiji Miyajima, o autor, é a derrota do Japão para o Brasil na Copa, depois dele ter feito uma arte celebratória.

Suruga Meteor: De vez em quando os editores parecem lembrar de ressaltar que o spokon de baseball não deixará a revista por más vendas e que é apreciado pelos seus leitores semanais. Esse é um desses momentos.

Yowayowa Sensei: A página colorida celebra o final do anime do ecchi. Dentro dos padrões esperados, o anime cumpriu suas expectativas, com um pequeno up nas vendas digitais e várias campanhas comerciais e produtos novos.

A falta de um anúncio de segunda temporada não significa que não existem planos para outra, pode ser só uma questão de tempo ou de estarem pensando em promover em outro momento. Nessa década, TODOS os animes da Weekly Shonen Magazine tiveram ao menos dois cours, seja em duas temporadas separadas ou contínuas de 24 episódios. Portanto, é mais provável que Yowayowa Sensei ganhe uma continuação do que o contrário.

Sensen Senki: O terceiro capítulo da nova série é mais um introdutório, agora apresentando um novo país, com uma vida bem mais proveitosa do que a que Raika vivia. Lá as pessoas comem bem e a sociedade é livre.

Porém a ida para essa cidade é parte do treinamento de Raika que se tornou discípulo de Rourou, que está ensinando-o a como controlar os poderes da alma. Somos apresentados ao discípulo senpai do nosso protagonista, Yato — um jovem filho de uma chefe da yakuza e que possui uma personalidade explosiva, mas carinhosa. É o tipo de personagem que pode ter muitos fãs, tanto por si só quanto pela sua dinâmica com Raika.

Ainda não fomos para a ação e o mangá está colocando as peças no tabuleiro. Os comentários online também estão caindo, como é o normal para todo estreante, mas num nível ainda acima ao de Ura Tokyo — a recepção em si parece melhor.

Ainda é cedo para cravar muito do futuro de Sensen Senki, mas, no momento, parece a aposta mais segura dos três últimos battle shonen.

Mayonaka Heart Tune: Continuando com um sucesso estabelecido, temos MayoTune, outra das obras que tiveram seu primeiro anime em 2026 e já anunciaram uma continuação. O mangá continua bem promovido pelos fatores que sempre cito aqui, além de ser um dos queridos dos leitores semanais da revista, que gostam do ritmo dele em comparação a algumas outras séries — a progressão mais clara sempre foi um dos aspectos mais elogiados por seus fãs.

E para a felicidade do Igarashi, Hunter x Hunter voltou na Jump. E para sua tristeza, ele estava vendo e torcendo para o Japão contra o Brasil… Parece que a revista inteira estava vendo mesmo.

Kanan-sama: A página colorida de Kanan-sama além de celebrar o final de seu anime, também comemora o anúncio imediato de uma segunda temporada. Quando isso acontece, é porque já estava no contrato original, então a Kodansha conseguiu, junto do comitê de produção, garantir já uma segunda cour para a obra, que teve um desempenho similar ao de Yowayowa Sensei, mas com um final mais forte nas mídias digitais.

O mangá em si vai bem e a autora nonco não parece cansada dos personagens, então devemos ter muito Kanan ainda pela frente.

Blue Lock: Perdoem o comentário pessoal, mas para explicar essa situação de “Blue Lock está tomando hate no Japão” eu preciso deixar algo claro antes, mas eu detesto o Twitter. É uma plataforma que encoraja comentários ignorantes e inflamar seus usuários, o algoritmo sempre promove comportamento do tipo e amplifica qualquer conflito desnecessário.

Sim, essa semana recente tivemos muitos tweets reclamando da Associação Japonesa de Futebol promover Blue Lock porque, supostamente, o mangá desrespeita os jogadores do passado da seleção, além de promover um comportamento diferente da forma que o time, taticamente disciplinado e prestativo, joga.

O problema é que a plataforma em si já tem um algoritmo que foca em gerar comoção, mas o Twitter japonês parece ser ainda mais assim. Como eu preciso usá-lo com frequência, além dos meus gostos fora de mangá, acabo sempre lendo e acompanhando novas controvérsias da semana lá, com números absurdos de engajamento. É tipo como se toda semana alguma polêmica sem sentido e besta chegasse às 20 milhões de visualizações, mesmo que as pessoas comuns não liguem.

Parte disso são bots, mas parte é mesmo que tem gente que adora o caos da internet e, por isso, sempre se joga em qualquer polêmica dando uma opinião “neutra” que obviamente é uma crítica.

As páginas estrangeiras replicam isso como “os japoneses odeiam/amam tal coisa”, mas o ponto é que os japoneses são iguais qualquer um. Existem haters e fãs de qualquer coisa, não dá para generalizar. A maioria das pessoas não posta no Twitter ou dá opinião sobre essas “polêmicas”.

O fato é que, no mundo real, Blue Lock começou a ter volumes antigos, incluindo o primeiro, aparecendo nas Shoseki diárias. Não é um dos maiores boosts do mundo, mas é razoável para uma série tão antiga.

O desempenho positivo da Seleção Japonesa na primeira fase pode ter gerado um efeito positivo, mas como todos sabemos bem, o time foi derrotado no primeiro mata mata para o Brasil. Agora é ver se a derrota pode fazer com que a febre do futebol se acalme um pouco ou se os grandes jogos podem continuar deixando o público atento ao esporte.

Na Copa passada, o país foi eliminado nas oitavas, mas a grande jornada da Argentina causou ainda hype no público, que continuou dando um boost para Blue Lock. É ver se a situação se repete.

Poxa, Fifa, por que vocês fazem um regulamento tão idiota com seleções fortes se enfrentando tão cedo? Está prejudicando a Shonen Magazine…

Kakkou no Iinazuke: A autora Yoshizawa Miki continua na sua jornada para fechar todas as pontas do mangá e tem o tempo do mundo pra isso. Inveja, Himaten?

Lilim Holic: É, o número de comentários estabilizou numa média alta, bem acima de Ura Tokyo. Isso mesmo antes das promoções de primeiro volume. Arrisco dizer que, muito provavelmente, terá a permanência garantida com vendas minimamente decentes.

Com comentários positivos, diria que parte do apelo da obra é agradar tanto ao típico fã da Magazine, que gosta de cenários mais ecchi, quanto públicos de outras demografias, já que a escrita da autora tem um apelo um pouco mais universal com a idéia de usar um cenário de mundo de ficção para fazer pequenos comentários sobre a sociedade japonesa.

Mokushiroku no Yonkishi: O capítulo desmonta a confusão atual e faz com que as expectativas para o arco mudem completamente. Fora isso, normalidade.

Kuroiwa Medaka: No meião da revista com um capítulo comum. Esse arco da viagem escolar deveria entregar um final forte para engatar os leitores, mas pelo momento, é difícil de saber aonde a história quer chegar aqui.

Kaijin Fugeki: Outro que continua com seu habitual.

Seitokai ni mo Ana wa Aru: O tempo passou e se existia alguma possibilidade da série ganhar um anime em 2026, já era. A próxima esperança é chegar em 2027.

O mangá que é popular e teve um boost ainda maior por ter vencido o prestigiado prêmio Tsugi Manga em 2023 já está naquela fase de perder as vendas gradualmente. Os números ainda são altos, ainda mais considerando que o digital da série deve ser forte, mas a Magazine está deixando o tempo correr e essas vendas ficam mais difíceis de recuperar, apesar do mangá ainda ser bem recebido pelos seus fãs já existentes.

Shangri-la Frontier: A batalha atual já dura meses. Apesar do gênero battle obviamente implicar em longas pelejas, os leitores regularmente se cansam e/ou queixam quando duram tempo demais, o que poderia ser o caso.

Mas não, ShanFro parece ter um tipo de proteção mística que permite seus autores detalharem e criarem lutas longas sem perder vendas ou votos dos leitores semanais. A resposta é obviamente sobre a questão da execução ser interessante, mas ainda é um caminho difícil que eles escolheram e que deu certo até agora.

Uminesou: Temos um capítulo um pouco mais sério para essa obra que foi, primariamente, uma comédia até aqui. Mesmo com vendas bem decentes, o mangá precisará lidar com essas questões narrativas para manter os leitores interessados a longo prazo (obrigado pelo toque nos comentários do artigo anterior).

Aliás, o mangá não conseguiu a indicação para o Tsugi Manga mesmo com as vendas acima de Dream Jumbo Girl, que foi nomeado. Isso pode mostrar certas diferenças de interesse dos públicos do mercado físico e o digital.

Apesar dos dois serem lançados tanto fisicamente quanto digital na Magapoke, é possível que os fãs, mais velhos, de Seo Kouji prefiram comprar o mangá de forma física, enquanto a leitura casual de Dream Jumbo é feita mais pelos capítulos online.

Ao no Miburo: Um pouco menos de destaque para o mangá em semana que temos um capítulo totalmente intermediário na história. Considerando que o autor estava ansioso para a Copa e fez um mangá de futebol que é ainda promovido em canais de esporte, ele deve ter ficado decepcionado com a eliminação japonesa.

Yumene Connect: Depois de semanas de um ecchi ainda mais pesado que seu habitual, Yumene Connect decide entregar um capítulo baseado na fofura e em um romance mais leve. O mangá continua naquela zona clássica regularmente acima das obras em risco de cancelamento.

Sentai Daishikkaku: De certa forma, capítulos estranhos como o dessa semana mostram o quanto o autor Negi Haruba sente de liberdade artística de escrever o mangá como quiser. Claro, ajuda que sempre existem séries vendendo menos, mas ele também sabe da importância do seu nome na editora.

Kurotsuki no Yaergnacht: Curiosamente perto da fim da revista nessa edição, Kurotsuki no Yaergnacht consegue ser uma das duas séries da revista principal a entrar no Tsugi Manga desse ano, junto com Dream Jumbo Girl.

Após um ano ruim, no qual a revista não conseguiu nenhuma indicação, mesmo com Kaijin Fugeki, é um alívio ver que ainda existe um apelo da Shonen Magazine com o público.

Yaergnacht é considerado uma obra nicho, que apela primariamente para otakus mais velhos que adoram conceitos dos anos 2000, assim como Nue é na Jump, mas isso é o suficiente para garantir vendas acima da média de mercado (20 mil físicos mensais) e ser um dos maiores destaques da revista.

A chance do mangá ganhar o prêmio em si não é tão alta, mas a nomeação pode dar mais atenção e crescimento à obra, ainda mais se ranquear bem no final.

Curiosamente, o mangá vai muito bem na Magazine Pocket, aonde deve ser mais lido do que pelos volumes em si. O digital é cada vez mais importante para a Kodansha e os editores, até os outros nomeados que passaram pela revista são desses com uma popularidade digital muito maior que a “física”: Galaxias e Idolatry, que foram transferidos para a Magapoke, conseguiram nomeações também.

Gachiakuta: Arte fantástico e ótimo gancho para os próximos capítulos. Como sabem, as colocações mais baixas do mangá são mais resultado de uma questão de ritmo de leitura ou o tempo de entrega dos capítulos.

Zero to Hyaku: Penúltimo da TOC, esse capítulo de Zero to Hyaku também poderia facilmente ser o penúltimo da história. A cada capítulo um número minúsculo de segundos passam nessa partida que está sendo tratada como “final”. Só não vamos saber mais do futuro da série logo porque o autor terá um break na semana que vem, mas ele mesmo falou sobre parar “numa hora dessas”, passando impressão que o final pode estar próximo.

Ura Tokyo: Novamente último colocado na TOC, isso poderia ser quase uma sentença de morte para Ura Tokyo. Mas há um fio de esperança para o mangá: em duas semanas o novato vendeu mais de 3300 cópias físicas, número acima do que vendem Zero to Hyaku e Suruga Meteor.

Significa que está salvo? Não. Zero to Hyaku deve ser cancelado e Suruga Meteor deixa claro que as vendas de volumes não importam para o mangá, então isso já colocaria Ura Tokyo novamente como próximo da fila do cancelamento.

Será uma questão de timing com levas, encerramentos naturais e outros cancelamentos para saber se Ura Tokyo terá uma chance de sobrevivência. Pende ao negativo, mas ainda não está sepultado.

Bom, ficamos por aqui. Falarei mais da nomeação de Dream Jumbo Girl na próxima edição, além de, claro, mais comentários sobre nossas novas obras. Até a próxima.

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