Conheça o novo mangá de fantasia e batalha: Sensen Senki! Introdução da série, que possui arte de um assistente de Gachiakuta, e um pouco da sua recepção inicial. Além disso, as novas chegadas podem estar indicando final para outras séries. Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior revista shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:
- Sensen Senki (Nova Série de A-10 (História) e Kawasaki Ryuuga (arte), Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 01
- Blue Lock Ch. 349
- Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 173
- Banjou no Orion (Página Colorida) Ch. 101
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 428
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 268
- Kanan-sama wa Akumade Choroi Ch. 185
- Ano shima no Uminesou (Página Colorida) Ch. 20
- Kaijin Fugeki Ch. 80
- Mayonaka Heart Tune Ch. 119
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 102
- Sentai Daishikkaku Ch. 219
- Lilim Holic Ch. 05
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 241
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 225
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 46
- Suruga Meteor Ch. 63
- Yowayowa Sensei Ch. 170
- Zero to Hyaku Ch. 27
- Yumene Connect Ch. 82
- Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 12
Ausências: Kakkou no linazuke Ch. 299, Gachiakuta Ch. 169, Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 50, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Apesar de ser uma edição com um novo mangá, a capa fica para uma idol. A abertura dos mangás é do novato Sensen Senki, mangá de fantasia sombria e batalha feita pela dupla A-10 (história) e Kawasaki Ryuuga (arte). O primeiro é um artista experiente que publicou Aka no Grimoire, outra série de fantasia, recentemente na Bessatsu Shonen Magazine e Ryuuga trabalhou de assistente em Gachiakuta, com uma arte que remete de imediato à obra.
O capítulo 1 começa introduzindo o leitor ao mundo da história. Estamos no país de Toua que foi recentemente derrotado numa guerra, com seu povo vivendo agora numa cidade com muros gigantes a contornando e intensa observação por guardas inimigos, que oprimem a população e os forçam ao trabalho pesado.
O protagonista é Raika, um jovem que sofre bullying pelas ações de seu pai na guerra. Esse é o primeiro mistério da história, que é cheia deles, já que não sabemos exatamente o que aconteceu, mas Raika confia no seu pai e continua sua vida ajudando o povo de Toua o máximo possível.

Nisso somos apresentados ao “sistema de poder” do mundo, que envolve usar talismãs para controlar os corpos dos mortos. A cidade usa o cadáver de pessoas para ajudar com trabalho braçal. Raika pensa por um momento se é estranho, mas acredita ser o lógico a se fazer.
Na segunda metade do capítulo temos o evento que começará a história de vingança do mangá. O rei invasor pede para que a população de Toua se alinhe e corta a cabeça de quase todos com um golpe, sobrando apenas crianças, baixas demais para serem atingidas, e Raika, que desviou de última hora. Os corpos da, agora morta, população de Toua é usada para criar monstros que atacam o nosso protagonista e os demais jovens ainda vivos.
O herói então escapa com as crianças dos monstros, mas ao se deparar com um penhasco é forçado a usar um talismã em si mesmo. Ele cai e continua correndo com o poder de “zumbi” dele. Será que Raika morreu? É um dos outros mistérios. O capítulo termina com um homem de terno, completamente anacrônico ao mundo mais de fantasia que vimos, jogando um Game Boy.
É bastante coisa para um primeiro capítulo, mas os leitores parecem ter gostado principalmente desses ganchos da história, muitos falando do Game Boy depois de terem lido um capítulo todo que parecia demonstrar uma sociedade mais antiga. Vários também gostaram de ser mais uma história séria de batalha na Magazine, que possui dificuldade para achar hits que não sejam comédias românticas ou tenham elementos de ecchi.
Foi uma receção positiva, mas que, em volume, está muito próxima da recepção inicial de Ura Tokyo, outro battle shonen recente e que, por enquanto, parece estar sofrendo para conquistar maior popularidade.
Porém não dá para cravar já o destino de Sensen Senki, se a história continuar interessante, pode ser que novos leitores cheguem com os elogios feitos nas redes sociais. Leitores de Gachiakuta também podem se interessar pelo mangá por alguns elementos parecidos, como a arte e a atitude do protagonista, que é um bom garoto, mas busca vingança.
Estranhamente, o título não veio no K-Manga. Bola fora, acredito que poderia ser bem recebido com o público estrangeiro. De qualquer forma, continuo minha campanha para trazerem a revista inteira. Por favor.
A vice liderança da edição foi para Blue Lock que está acelerando em promoções com o começo da Copa do Mundo. A próxima edição da revista terá uma CAPA (sim, capa) para o mangá. Falaremos um pouco mais do pilar da próxima vez então, mas por enquanto ressaltarei que o backlog da série ainda não está vendendo, com a maioria dos volumes no Shoseki sendo os seis últimos.
Fechando o pódio, SeitoAna está com destaque pelo importante capítulo, que aproxima dois personagens e deixa os leitores sedentos por mais. Continuamos na sala de espera para uma data do anime do sucesso.

Apesar da boa posição (quarto), Banjou no Orion não celebra muito seu centésimo capítulo. A página colorida é aquela protocolar que é a mesma do novo volume, que está sendo promovido aqui. É ok porque o autor precisa de seu descanso, mas poderiam ter feito alguma campanha maior, talvez.
A única promoção meio diferente é a recomendação do Kojima Yoshio, um comediante famoso do Japão. O tom dele é bem único, mais semelhante a esses personagens de programas de comédia popular do que um manzai. É uma recomendação inesperada, mas talvez seja a editora tentando promover o mangá mais para fora de sua bolha.
Kanokari é o quinto lugar em mais um capítulo que traz essa combinação inesperada de personagens, que podem ser o desafio final da obra. O anime já está para começar o arco da casa compartilhada que cobriria a próxima temporada praticamente inteira, então há a possibilidade disso ser anunciado também quando o anime acabar (embora possam pausar por um tempo, igual entre as temporadas 3 e 4).
A batalha atual parece estar finalmente chegando ao fim em Shangri-la Frontier, sexto colocado da revista. Como já falei antes, o ritmo das lutas não ser apressado em relação à novel mostra o tanto que a revista confia e depende da continuidade de ShanFro por muitos anos.
A sétima posição fica para Kanan-sama, que já perdeu boa parte do boost da semana anterior na Amazon, mas ainda tem posições decentes para seus volumes. O anime está para terminar no seu melhor momento, podendo voltar a crescer com os novos fãs continuando a acompanhar pelo mangá.

Em oitavo lugar, Uminesou ganha uma página colorida promovendo um novo PV da obra no canal da Magazine, com um rap cantado por Suzushiro Sayumi, uma das seiyuu mais populares e onipresentes do momento. Só nessa temporada ela é voz de mais de sete personagens diferentes, incluindo Jeanne em Kanan-sama.
O mangá em si não precisou de muito para vender bem, batendo os 20 mil físicos mensais logo de cara, mas o seu crescimento pode continuar com mais marketing e, talvez, prêmios. A Magazine não tem sido muito nomeada recentemente porém, mesmo com sucessos como Kaijin Fugeki e Yaergnacht. É ver se o Seo Kouji consegue furar esse bloqueio.
Falando nele… Kaijin Fugeki é o nono da vez. Mais um capítulo bem recebido, nada muito mais a se falar.
A décima posição vai para Mayonaka Heart Tune que continua sendo uma das obras mais ativas no multimedia da Magazine. Embora o anime não tenha recebido um investimento imenso em si, a IP MayoTune está sempre com páginas atualizadas e novos produtos.
É uma forma de monetização importante no mercado moderno, que teve as vendas de volumes reduzidas por questões econômicas. Claro, tudo ainda depende da obra agradar parte do público o suficiente para terem interesse na franquia, algo que o mangá consegue, sempre com grande volume de elogios pela sua base leitora.
Décimo primeiro da TOC, Ao no Miburo chega ao clássico assassinato de Itou, que muitos podem conhecer pelo arco de Gintama. Na história real, os eventos não foram tão bonitos assim, então devemos ter mais algumas semanas de violência na série, que fica cada vez mais sangrenta e menos idealista.
Décimo segundo na edição, Sentai Daishikkaku poderia ser uma das opções de mangá para acabar e abrir espaço na revista para os novos mangás, mas defnitivamente não tem como a história acabar nos próximos capítulos considerando o conteúdo desse. Como os leitores regulares devem saber, a Magazine não apressará Negi para terminar a obra e mais revelações e mudanças continuam acontecendo nesse arco final, como se ainda fosse a fase de montar os dominós antes de derrubá-los.
Lilim Holic é o décimo terceiro lugar, ainda com números decentes para os capítulos na Magazine Pocket. O mangá também ter se estabilizado como um desses com 14 a 15 páginas semanais, o que faz sentido considerando que sua autora não estava trabalhando numa publicação semanal recentemente. Se as vendas forem boas, é possível esperar também que ela receba breaks regulares, como os outros hits.
E voltamos às batalhas no décimo quarto colocado, Mokushiroku no Yonkishi. É mais um a NÃO se considerar quando falamos do que pode acabar cedo, com o mundo da obra tendo ainda muita lenha para queimar com tudo que já foi introduzido até agora e os desenvolvimentos das lendas arturianas, que inspiram esse universo.
Mudança no status quo em Kuroiwa Medaka, nosso décimo quinto do grid? Pelo visto, sim. Os leitores estão agradecendo e era algo que a autora precisava fazer para energizar o mangá novamente, que estava numa queda gradual de interesse popular.
O grande desastre está para começar em Dream Jumbo Girl, décimo sexto da edição. Era um evento que já havia sido mencionado antes, mas que não acredito que é algo que guie o mangá para uma conclusão, sendo foco apenas desse arco. O mangá ainda recebe grande promoção e tem um autor de muito renome, apesar das vendas abaixo do esperado.
No décimo sétimo lugar, Yowayowa Sensei também tem seu anime chegando perto do fim, mas vejo as chances de uma segunda temporada como decentes, ainda mais com a grande recepção pelo público nicho otaku. O mangá não explodiu no físico, mas teve decente performance no digital e sua história ainda deverá durar ao menos mais um ano.
Antepenúltimo, Zero to Hyaku tem grande chance de acabar nos próximos capítulos. Por leaks sabemos que uma série nova de Kamijyo Akimine (Samurai Deeper Kyo, Juushin no Katana, etc) está para chegar nas próximas edições e aumenta as possibilidades de alguma série se concluir.
Zero to Hyaku se aproxima dos 30 capítulos, aonde acabam a maioria dos cancelados, além de ter vendido pouco em seu segundo volume, chamado de crucial para a sobrevivência do mangá pelo autor. Alia-se a isso uma TOC regularmente baixa e a história tratando a partida em andamento como um momento de grande clímax para todos os personagens e está pintado o cenário de um possível final. O próximo capítulo deve deixar a situação mais clara.
Penúltimo, Yumene Connect não corre risco apesar de baixas colocações. Pode ser um caso simplesmente da obra ser ecchi demais para aparecer tanto lá para frente, ainda mais com as vendas mais modestas.
Já falei isso outras vezes, mas o mangá supera todos os limites do ecchi esperado para uma revista shonen moderna e o capítulo da semana de novo causou reações dos leitores ao contornar de novo a censura. Pode crescer com um anime que tenha o mesmo teor.
Fechando a edição, Ura Tokyo está com um desempenho ruim na TOC e a situação online não parece ser a de um mangá popular, mas ainda terá sua chance com o volume 1. A situação do gênero battle está cada vez mais complicada nas páginas da Magazine e o seditores PRECISAM conseguir contornar isso. Iremos para o terceiro novo battle manga em poucos meses e será uma batalha entre eles para ver quem consegue sobreviver.
E é isso essa semana. Falarei mais da nova série no próximo artigo quando tiver mais informações. Até lá.
