Bom dia, boa tarde ou boa noite para todos. Menos para os fãs de KaguraBachi; esses, eu quero mais é que vão tomar um copo de água. Sério, vocês precisam se hidratar, porque aquele mangá está pegando fogo! Ah, não sabe do que estou falando? Dê uma olhada na nova análise da revista Shonen Jump, escrita pelo meu chefe, Leonardo Nicolin.
Mas, indo direto ao ponto: sim, você não leu o título errado, a Jump SQUARE está de volta ao site! Desta vez, a coluna será escrita por mim, Hilbert Jun, e espero poder mostrar a vocês um pouco mais dessa revista maravilhosa.
Matéria Escrita por: Hilbert Jun
TOC JUMP SQUARE #7 (04/06/2026)
1 – Higan no Hotaru c01 (Nova Série, Página Colorida de Abertura)
2 – Kemono Jihen c111
3 – Gag Manga Biyori GB c215-216
4 – Rabbit Chaser c02 (Página colorida)
5 – Ao no Kai c05
6 – 3-nen Z-gumi Ginpachi-sensei c07 (Página colorida)
7 – Maoujou Sideways c23-24
8 – Rurouni Kenshin: The Hokkaido Arc #066
9 – New Prince of Tennis c471-472-473 (Página colorida)
10 – Houkago no Oujisama c207
11 – Moriarty the Patriot c95
12 – World Trigger c262
13 – Kono Oto Tomare! c153 (Página colorida)
14 – Odaroku c03
15 – Dark Gathering c81
16 – Phantom Busters c32
17 – Akanabe-sensei wa Tereshirazu c67-68 (Página colorida)
18 – Iroha no Mon c14
19 – Kawaisugi Crisis c161-162
20 – Mashiro-kun no Hokou Atelier c13 (Página Colorida)
21 – Ame to Umi c20
Mangás ausentes: Blue Exorcist (Hiato), Seraph of the End: Vampire Reign (Pausa), Gokurakugai (Pausa)
Prévia da próxima edição:
Jump SQ. #08 (03/07/2026):
Capa: Ao no Exorcist c167
Página Colorida: Lay-by Day c01 (74 páginas, Nova Série de Oono Kouji), Dark Gathering c82; Iroha no Mon c15; Maoujou Sideway c25; Higan no Hotaru c02; Iwamoto-senpai no Suisen (Capítulo Especial da Ultra Jump)
Antes de irmos direto para a análise, preciso explicar resumidamente a situação da revista. Este ano tem sido marcante, com grandes despedidas e também novidades. Inclusive, estamos no meio de uma grande leva: não um, nem dois mangás, mas seis! Tenha em mente que esta é uma revista mensal, então metade das suas edições terá uma estreia este ano; bem, na verdade até mais, porém falo disso mais tarde.
Abrindo a revista, temos o estreante e terceiro mangá da leva de seis, intitulado Higan no Hotaru, um mangá de exorcismo (?) nada revolucionário, mas, ao mesmo tempo, muito simpático. Aposta em um protagonista bem sereno enquanto apresenta um bom primeiro capítulo, bem fluido, que gira em torno de dar o… mostrando que, às vezes, amar é deixar ir e que, ao mesmo tempo, não tenta enfiar muita informação goela abaixo do leitor logo de cara. Honestamente, acho que foi a estreia da revista que mais gostei este ano, então, boa sorte para o autor.
A medalha de prata deste mês ficou com Kemono Jihen, que foi capa da revista na edição passada e continua recebendo destaque nesta nova edição. O mangá vende atualmente pouco mais de 40 mil exemplares por volume, apenas fisicamente, o que são números ótimos dentro da SQ. Para quem não conhece, Kemono Jihen acompanha a história de um menino que vive isolado em um vilarejo rural. A sua vida muda quando um detetive de Tóquio, especializado em ocultismo, chega ao local para investigar misteriosas mortes de animais. A série já ganhou uma adaptação em anime que, infelizmente, não chamou muita atenção na época de lançamento, mas que ainda pode retornar um dia.
Fechando o pódio temos o mangá de comédia nonsense Masuda Kousuke Gekijou Gag Manga Biyori, que eu vou abreviar apenas para Gag Manga Biyori a partir de hoje. E, honestamente, é um mangá que existe. Existe há mais tempo que eu, na verdade, sendo publicado desde antes dessa revista nascer também, porém não o subestime, pois ele já passou da marca de 7 milhões de cópias vendidas. Se você gosta desse tipo de humor, recomendo conferir por sua conta e risco.
O novato Rabbit Chaser vem na quarta posição com uma color que mostra bem o que seu segundo capítulo tem a oferecer e, cara, esse mangá é um espetáculo de entretenimento, pois ele tem tudo! Tem lutinha, tem protagonista se transformando, tem momentos ecchis absurdos, tem drama pessoal sobre aceitar quem você é. Esse mangá é um prato cheio e você deve estar pensando agora: “Hum, então você acha esse mangá bom, redator?”. E a resposta é não. Pelo menos por enquanto. Até o momento, Rabbit Chaser é um mangá escrito com vontade e com uma arte interessante, mas que tropeça na escrita, ao menos nesse primeiro momento para mim, mas que ao mesmo tempo tem espaço para se tornar uma grande história. Aliás, sobre a história, bem, digamos que quando a mãe do protagonista assistiu Crepúsculo, ela torceu mais para o Jacob. Vou explicar melhor na próxima edição.
A quinta posição ficou para o novato mais velho deste ano. Ao no Kai foi um mangá que estreou sozinho dois meses antes da leva de seis deste ano e que provavelmente também é o mangá que mais acumulou páginas coloridas; sério, este é o primeiro capítulo desde sua estreia que ele não recebeu uma color. A história mistura ação e espionagem enquanto acompanha um adolescente chamado Ao, que enfrenta problemas constantes enquanto frequenta o ensino médio.
Um mangá bastante casual até o momento que pode ir de divertido a intenso, dependendo do capítulo da vez. O mangá é roteirizado por Ryousuke Takeuchi, o mesmo de Yuukoku no Moriarty, e desenhado por Masaru Miyokawa, que já tinha se aventurado na Jump Semanal com o não tão bem-sucedido ST&RS. Dito tudo isso, o primeiro volume do mangá foi lançado em maio e vendeu pouco mais de mil unidades, ao menos fisicamente, entretanto acredito que o mangá deva viver bastante ainda.
Gintama: 3-nen Z-gumi Ginpachi-sensei vem dar as caras logo em seguida. O mangá não é nada mais do que uma adaptação da light novel spin-off de Gintama que se passa em uma realidade alternativa onde os personagens vivem uma vida escolar comum — bem, para os padrões de Gintama, ao menos.
Indo para outra comédia, agora temos os dois novos capítulos de Maoujou Sideways, que até o momento segue firme na revista. O mangá acompanha dois ajudantes completamente opostos a serviço do Rei Demônio deste mundo. Enquanto um é um jovem promissor e dedicado, o outro é um preguiçoso despreocupado, e a gente vai vendo o dia a dia deles no castelo. O primeiro volume não teve vendas muito boas pelo que vi, então está em risco.
A continuação Rurouni Kenshin: The Hokkaido Arc vem na oitava posição. O mangá apresenta boas vendas; fora isso, não tenho muito o que dizer. Se você gostou da obra original, dê uma olhada nessa continuação, afinal, esse mangá é feito para tirar dinheiro de fã nostálgico.
Logo abaixo encontramos outra continuação de um mangá da Jump Semanal, desta vez Shin Tennis no Ouji-sama (New Prince of Tennis) aparece lançando três capítulos de uma única vez enquanto caminha para seu grande encerramento natural, que ocorrerá no capítulo 479. Ou seja, restam apenas mais seis capítulos para serem publicados. Aliás, o mangá foi a capa dessa edição e recebeu várias artes lindas, ao menos na edição da revista que é a que tenho acesso, já que eu definitivamente compro ela de forma totalmente legalizada, hein.
Caso você não conheça a obra, esse mangá acompanha Ryoma Echizen, que é um jovem prodígio estupidamente talentoso do tênis que venceu quatro campeonatos consecutivos, mas vive à sombra de seu pai, um ex-jogador profissional. Ao se mudar para o Japão e entrar na prestigiada Academia Seishun (Seigaku), ele surpreende os veteranos e rapidamente conquista seu lugar na equipe titular, lutando para alcançar o Torneio Nacional, se é que me entendem. Se você gosta de mangás de esportes, pode ter certeza que vai adorar este aqui.
Coladinho ali embaixo, temos Houkago no Oujisama, que, para quem não conhece, é um mangá spin-off de comédia 4-koma de Shin Tennis no Ouji-sama. Eu gostaria de argumentar que esse é um dos maiores luxos que qualquer mangá poderia ter, reservado para poucos, principalmente quando o spin-off é publicado na mesma revista que o material principal. Acho que o último que vi ter essa regalia foi Kaguya-sama, lá na revista vizinha.
A seguir, temos Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot), que é um sucesso estável da revista e acompanha James Moriarty, o principal antagonista das histórias de Sherlock Holmes, enquanto ele e seu grupo de capangas executam diversos planos. O mangá recentemente recebeu uma adaptação teatral bem-sucedida no Japão.
World Trigger casualmente aparece em seguida com mais um capítulo. A série, mesmo não sendo originalmente da revista, hoje é um dos maiores sucessos publicados nela, com mais de 15 milhões de cópias vendidas. Além disso, foi anunciado um reboot de sua adaptação em anime, que irá receber um evento a partir de agosto no Japão.
Aparecendo como uma fofa página colorida, chegamos ao grande sucesso musical Kono Oto Tomare!, que conta com mais de 8 milhões de cópias vendidas. Para quem não conhece, a história acompanha Takezo, o último membro restante do clube de koto (um tradicional instrumento de cordas japonês) de sua escola. Para salvar o clube do fechamento, ele precisa recrutar novos membros e acaba lidando com um grupo improvável, incluindo um delinquente e uma jovem prodígio, enquanto almejam competir no campeonato nacional.
Enquanto isso, vocês se lembram da leva de seis que tenho comentado? Bem, chegamos no mangá que a iniciou. Odaroku chega com seu terceiro capítulo nesta edição. O mangá apresenta autoria de Strike Tanaka, que foi a pessoa responsável pelo sucesso Servamp, que acumulou um total de 24 volumes na revista Monthly Comic Gene, sendo, durante quase toda a sua publicação, o maior sucesso da revista. Agora, a respeito de Odaroku, o mangá é simples, mas, ao mesmo tempo, complicado de se explicar devido aos poucos capítulos. Mas, resumindo bastante, a história acompanha dois criminosos que, devido a circunstâncias, acabam se unindo e são capazes de usar poderes.
E então, o mangá de terror Dark Gathering enfim aparece em décimo quinto com seu capítulo 81. O mangá atualmente conta com mais de 2,5 milhões de cópias vendidas, muitas destas vendidas após sua adaptação em anime que, felizmente, colocou o mangá em destaque. Em geral, Dark Gathering acompanha Keitaro Gentoga, um estudante universitário com o dom de atrair espíritos e uma profunda aversão ao sobrenatural. Para superar seu isolamento social, ele aceita um emprego como tutor da criança prodígio Yayoi Houzuki. O que ele não sabe é que ela é uma médium poderosa, obcecada em capturar fantasmas perigosos para encontrar o espírito responsável pelo desaparecimento de sua mãe.
Descendo mais um degrau, encontramos Phantom Busters, que, até então, é um dos maiores sucessos da revista nesta década, já tendo ultrapassado a marca de um milhão de cópias vendidas. O mangá se concentra em um clube escolar paranormal formado por quatro garotos bastante diferentes uns dos outros, mas que se tornam amigos enquanto resolvem problemas paranormais.
A próxima página colorida da edição da revista ficou a cargo de Akanabe-sensei wa Tereshirazu, que publicou dois capítulos nesta edição, o que é algo bem recorrente, aliás. O volume 5 do mangá foi lançado em junho de 2026. As vendas detalhadas de volumes compilados indicam que os lançamentos recentes venderam em torno de 2.500 cópias em seus primeiros sete dias no mercado, o que pode parecer pouco, entretanto, é mais do que suficiente para o mangá continuar vivendo na revista atualmente. O mangá tem como protagonista um garoto que trabalha como assistente de sua mangaká favorita, Akanabe Akira. Um dia, sua admiração se transforma gradualmente em amor, e ele descobre que os dois estão apaixonados um pelo outro. No entanto, Akanabe-sensei não só expressa seus sentimentos abertamente, como também não tem vergonha de elogiá-lo sem parar.
Na décima oitava colocação, encontramos Iroha no Mon, que se tornou o mangá mais bem-sucedido lançado no ano passado e que comemorou seu aniversário de um ano na revista com página colorida na edição passada. Para explicar o mangá, irei parafrasear uma parte do review do site ObscureManga a respeito da obra, que diz: “Homens atraentes empunham espadas para proteger o clã Tokugawa em uma mistura de cultura moderna e histórica — a premissa pode ser familiar, mas esta obra mais recente é, no mínimo, bem executada”. Iroha no Mon é uma obra que sabe muito bem quem é seu público e tenta atingi-lo do melhor modo possível, com um belo e interessante elenco de personagens e uma história cativante apresentada com muito estilo.
Abrindo a reta final da revista, surge Kawaisugi Crisis, mangá de comédia sobre uma investigadora alienígena que chega à Terra para preparar sua destruição. Entretanto, ao chegar aqui, se depara com animais adoráveis, como gatos, e ela entra em choque cultural, ficando obcecada pela fofura deles e mudando seus planos de invasão. O mangá é um daqueles casos onde a obra não alcança números grandes em vendas, mas ainda assim vende bem o suficiente para continuar sem problemas na revista.
Em antepenúltimo, encontramos o aniversariante do mês: Mashiro-kun no Hokou Atelier completa um aninho de vida com uma bela página colorida. Sinceramente, não achei que o mangá fosse tão longe, mas esse aniversário basicamente garante a vida dele, no mínimo, até o final do ano. O mangá cobre a cota harém da revista, sendo uma história divertida sobre um aluno do primeiro ano de uma prestigiada escola de artes que, embora tenha um excelente gosto estético e ame o que faz, possui habilidades práticas tão terríveis que corre o risco de ser expulso. Para evitar a expulsão, ele é colocado em aulas de recuperação sob a tutela de colegas talentosas.
E, por fim, fechando a revista, temos o mangá musical Ame to Umi, que já teve seu cancelamento/encerramento anunciado no início do mês passado. O mangá ao todo terá quatro volumes no total, restando agora apenas mais dois capítulos a serem publicados. O mangá conta a história de um garoto e uma garota que faziam parte da mesma banda marcial no ensino fundamental, mas quase não interagiam naquela época. Porém, como novatos do ensino médio, tudo muda quando um deles se aproxima do outro no início do ano letivo.
E com isso, fechamos esta edição da revista. Ficou faltando comentar algumas coisas, mas, como estou escrevendo isso com pressa, vou deixar para a próxima edição. Vejo vocês mês que vem. Adeus!







