O resultado da primeira semana de vendas de Uminesou, será que os leitores de Megami Café seguiram o autor em sua nova empreitada? Voto de confiança em Yumene Connect. E mais uma série curta buscando seu espaço. Tudo isso e mais na nossa análise da Weekly Shonen Magazine, a segunda maior revista shonen do Japão. Começando pela TOC:
- Yumene Connect (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 75
- Kaijin Fugeki Ch. 74
- Yowayowa Sensei Ch. 163
- Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 169
- Ano shima no Uminesou (Página Colorida) Ch. 14
- Blue Lock Ch. 343
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 179
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 262
- Zero to Hyaku Ch. 20
- Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 05
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 218
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 234
- Mayonaka Heart Tune Ch. 113
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 95
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 43
- Gachiakuta Ch. 165
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 40
- Sentai Daishikkaku Ch. 213
- Guilty Library (Nova Mini Série de Heigawa Hirosuke) Ch. 01
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 421
- Suruga Meteor Ch. 56
- Banjou no Orion Ch. 95
- Heavy Sister (Oneshot)
- Omae ga Yattandaro! (Capítulo Especial da Bessatsu Shonen Magazine)
Ausências: Kakkou no linazuke Ch. 293, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Depois de duas edições seguidas com mangás na capa, voltamos à normalidade de ter uma idol estampando a revista. Entretanto a linha ecchi continua abrindo os quadrinhos novamente, dessa vez com as primeiras páginas coloridas para Yumene Connect.
O destaque chega sem motivo muito aparente, sem nenhum anúncio ou sequer novo volume saindo. Então ele possui primariamente duas intenções: a primeira, é demonstrar aos leitores que, apesar da obra figura na parte debaixo da TOC com frequência, não está sendo considerada para o cancelamento. Os leitores são atentos a isso, com receio de apoiar séries prestes a serem canceladas, então é um sinal verde para eles.
A segunda intenção é de promover o terceiro ecchi da revista para os fãs de Yowayowa Sensei e Kanan-sama. Estão todos no mesmo gênero, mas a dupla mais velha está em voga por causa de seus anime e os editores resolveram completar o trio em três semanas deixando claro: se você gosta de um deles, leia os outros dois.
Yumene Connect, que é uma espécie de To Love-ru moderno, puxa mais para o lado da comédia cheia de fanservice que seus “irmãos” da revista, um pouco mais focados no romance. Mas é óbvio que todos apelam para o mesmo nicho de leitores, apesar de suas diferenças.
Com 75 capítulos, o mangá está chegando na centena, quando um anúncio de anime se torna ainda mais provável. Apesar das vendas não serem explosivas no físico, Yumene Connect firmou espaço pelo digital e continuará recebendo apoio editorial, ainda mais com a dificuldade de achar novas obras de sucesso.
O vice líder da vez é Kaijin Fugeki, outro mangá por volta da casa dos 75 capítulos. Ser um battle shonen capaz de vender mais de 10 mil cópias ao mês está se tornando algo raro até para a Shonen Jump, então a série ganha cada vez mais importância para o futuro da revista, que sofre horrores para achar algum battle shonen que não falhe imediatamente em conseguir interesse dos leitores.
Fechando o pódio, Yowayowa Sensei fica perto do topo após ter fechado a edição passada, mostrando a rotação da revista. Obviamente o destaque é por estar com seu anime em exibição, com o segundo episódio lançado essa semana.
Sem boost em vendas físicas, o mangá recebeu um certo destaque para seu público nicho pela falta de censura na animação. Não é tão comum hoje em dia e Yowayowa Sensei não tem praticamente nenhuma, agradando assim oas fãs mais fervorosos do ecchi.
Já pelo lado digital dá para ver um boost decente na Amazon, com todos os volumes bem acima do seu padrão. O volume 1 inclusive está praticamente no top 100 de mangá shonen da Amazon no momento que escrevo, acima até do volume novo que saiu essa semana que passou. De momento é um resultado decente, dentro da média, mas nada absurdo — o foco da franquia provavelmente será nos produtos.
O quarto lugar é de Seitokai ni mo Ana wa aru que vira e mexe viraliza no twitter, com uma animação de fã do mangá ganhando mais de 30 mil likes em apenas alguns dias. Existe alguma coisa que faz com que os otaku japoneses adorem qualquer tipo de conteúdo da comédia, que ganhará ainda mais destaque quando seu anime chegar eventualmente (está em produção, mas sem data).

Quinta posição com página colorida para promover o primeiro de Uminesou. A comédia romântica mais nova de Seo Kouji, de vários hits como Fuuka, Megami no Café Terrace, etc, já está disponível nas livrarias japonesas e assim temos nossas primeiras respostas sobre o desempenho da obra.
Podemos dizer que foi um resultado bem positivo, com os primeiros dias da obra ficando um pouco abaixo de Kanokari e duelando (às vezes vencendo) Kakkou no Iinazuke. Não quer dizer que o mangá venderá iguais a esses num mês, mas esses números implicam um resultado acima das 10 mil cópias vendidas.
Curiosamente, o volume está bem aquém do volume novo de Yowayowa Sensei na Amazon, quase o oposto dos resultados na Shoseki. Dá para imaginar que o público de Seo Kouji seja mais velho e mais habituado com comprar mangá fisicamente; também é bem provável que vários dos leitores do volume sejam novos, daqueles que não acompanham a revista, mas viram o mangá em destaque em alguma loja.
De qualquer forma, mesmo se não fosse um mangá de um veterano, o resultado já daria segurança de continuidade para o mangá, que pode se estabelecer na lineup, sucedendo bem a Megami Café cujos atores promoveram o novo mangá na revista essa semana — os editores estão preocupados em manter essa transição de leitores para a série inédita.
Em sexto lugar, Blue Lock continua com o foco na grande partida. Ao destacar os volumes, os editores focaram na chegada do filme live action e não na nova temporada do anime. Razões óbvias, já que o filme pode trazer uma nova gaama de fãs e o marketing do anime em si parece estar esperando, dando mais tempo ao filme como destaque.
Kanan-sama fica na sétima posição na TOC, novamente na primeira metade para receber seu destaque mais comum com a adaptação em exibição. Mesmo caso das vendas físicas, aonde seu novo volume teve uma performance bem similar ao novo de Yowayowa Sensei, já na Amazon o mangá ficou um pouco mais abaixo que sua série irmã.
Entretanto, Kanan-sama está com um desempenho muito mais forte com o público ocidental, figurando em listas dos melhores da temporada, enquanto Yowayowa Sensei tem seu destaque maior no Japão. É um caso curioso por ver as pequenas diferenças em gostos de público ou foco; um lado prefere a maior qualidade de produção de Kanan, mas o outro dá mais destaque à falta de censura de Yowayowa.
Na oitava colocação vemos Shangri-la Frontier, que teve volume novo lançado junto de Blue Lock para fazer a dobradinha nos rankings de vendas, sendo os dois mangás que mais vendem da Shonen Magazine e entre os maiores do mercado inteiro.
Contrariando minha expectativa, os editores sobem Zero to Hyaku novamente, agora para a nona posição. É sinal de que a spokon de basquete disputará a permanência com Suruga Meteor? Acho um cenário complicado e os números não parecem estar crescendo no momento. Ainda é candidato ao próximo cancelamento, mas a distância para uma nova leva ainda pode estar dando uma chance. Além disso, o capítulo apresentou um time rival e pode ter sido motivo de maior destaque editorial.
Décima posição para Ura Tokyo. Seu novo capítulo teve um pequeno crescimento de comentários em relação ao anterior, mas ainda com números baixos. A parte mais difícil de lançar um mangá novo atualmente é chamar a atenção para ganhar a primeira chance, não é mais aquilo do primeiro capítulo agradar, mas sim sequer ser lido.
Ura Tokyo precisará das campanhas promocionais da Magazine Pocket e de seu volume 1 para tentar o crescimento necessário para sobreviver.
Já o décimo primeiro é Kuroiwa Medaka, que entregou um capítulo. Sério, não tem muito o que falar além do fato do K-Manga estar colocando as barras pretas de censura em quase todo capítulo agora, infelizmente.
Mokushiroku no Yonkishi é o décimo segundo colocado em mais um capítulo que fecha a apresentação dos novos vilões, com dicas fortes de quem são. Além disso, na próxima semana o mangá ganhará as primeiras páginas coloridas para celebrar o novo arco. Sendo uma das principais obras da Magazine, é mais do que normal ganhar a abertura da revista de vez em quando.
Mayonaka Heart Tune vai terminando mais uma rodada de foco em Rikka, sendo o décimo terceiro do grid. Continua entre as principais romcoms da Shonen Magazine e da Magapoke, aonde fica sempre no bolo das romcom já adaptadas em anime. As contas da obra continuam todas bem ativas ainda, com muitos parabéns pelo aniversário da Nene nessa semana.
Mais um que segue a normalidade é Ao no Miburo, num protocolar décimo quarto lugar. Seu novo volume foi lançado e ficou atrás de Kanan e Yowayowa nos primeiros dias, algo até esperado já que falamos de obras num patamar parecido. Sem crescer e sem cair muito também.
Entrando em fase de batalha, Yaergnacht é o décimo quinto da TOC. O autor tira alguns breaks e não tem tantas páginas coloridas, implicando que a produção de um capítulo toma um tempo maior para ele. Não é incomum considerando que suas séries anteriores não tinham o número de cenas de ação que Yaergnacht possui.
Gachiakuta entrega mais um capítulo artisticamente impressionante. A décima sexta colocação é parte do seu normal na revista, aonde aparece mais vezes perto do fim por questões de ritmo de leitura e outros fatores que não temos acesso.
Décimo sétimo da vez, Dream Jumbo Girl entrega um capítulo engraçado, mas que é compreensível ser menos prioritário na semana. Apesar das vendas não crescerem muito, a obra não corre riscos e ganha páginas coloridas com frequência.
Sentai Daishikkaku continua colocando peças no tabuleiro desse complexo arco, deixando difícil qualquer previsão do rumo que tomará e quando pode terminar. De qualquer forma, será mais comum vê-lo para o fim, como a décima oitava posição de agora.

Apesar da falta de página colorida, resolvi colocar a arte de abertura da nova série mini que estreou nessa semana: Guilty Library. O motivo é que o curto mangá imediatamente teve uma ótima recepção, assim como outras mini recentes como Janome-san.
O autor postou o capítulo 1 no Twitter e recebeu mais de 27 mil likes e 3 milhões de visualizações em uma semana. Além disso encorajou esse pessoal a votar no mangá na revista ou na Magapoke, implicando que pode ser um daqueles casos de um curta virar uma publicação longa de fato.
A história é bem simples, com uma garota falando para a amiga que a biblioteca parece um local aonde “cenas yuri” aconteçam. A outra não entende bem e o resto do capítulo é a outra garota provocando a outra e um clima de relação entre as duas nasce.
Muitas contas de yuri, incluindo sites especializados, promoveram e elogiaram o capítulo. Alguns estão surpresos da Magazine publicar um yuri, mas a revista preza pela liberdade dos autores e a variedade de suas obras, com o recent Yashou no Kito tendo diversas cenas BL no seu final. Portanto, faz sentido e é possível que seja publicado caso os editores queiram.
Porém esse sucesso das séries curtas deixam ainda mais estranho o caso da dificuldade dos novatos embalarem enquanto tantos curtas em seguida tiveram recepções mais fortes nas redes e na Magapoke. Pode ser o caso das premissas mais casuais estarem atingindo um público maior, mas a Magazine não pode abdicar de procurar battle também. É uma complicação que os editores precisarão resolver enquanto procuram saber quando introduzir esses autores promissores dos curtas.
Vigésimo, Kanojo, Okarishimasu não teve uma semana de tanto destaque no mangá ou anime. Os editores devem focar em dar mais destaque em sintonia com capítulos mais importantes da adaptação.
Suruga Meteor cai do nada para o vigésimo primeiro posto e deixa uma pulga atrás da orelha. O mangá é muito promovido, vai bem na Magapoke e tem seus fãs entre os leitores da revista, porém as vendas ainda são baixas e se a TOC cair, pode ser um sinal negativo. Por enquanto fica como um caso único de uma semana, mas é para ficar de olho na frequência desses resultados.
Fechando as obras regulares, Banjou no Orion é o antepenúltimo, acima de dois capítulos especiais. É um capítulo muito bom inclusive, mas essas questões de rotação implicam em estadias rápidas pelo fundão. Nada demais.
Bom, por hoje é só. Continuo na leitura semanal da revista inteira e acompanhando seus anime também, então fico grato com qualquer um que leia esses artigos. Até a próxima.
