O aniversário de Kuroiwa Medaka, diversas disputas na Shoseki com os dados de vendas e a recepção do segundo capítulo de Lilim Holic, a nova série. Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior revista shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine:
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 222
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 266
- Suruga Meteor Ch. 60
- Yowayowa Sensei Ch. 167
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen (Página Colorida) Ch. 99
- Lilim Holic Ch. 02
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 183
- Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro (Página Colorida) Ch. 09
- Kakkou no linazuke Ch. 296
- Gachiakuta Ch. 167 – 1
- Maido ni Erohon Mitsuketa (Oneshot)
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 425
- Blue Lock Ch. 346
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 47
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 43
- Mayonaka Heart Tune (Página Colorida) Ch. 117
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 238
- Banjou no Orion Ch. 99
- Ano shima no Uminesou Ch. 18
- Kaijin Fugeki Ch. 77
- Sentai Daishikkaku Ch. 216
- Zero to Hyaku Ch. 24
- Yumene Connect Ch. 79
Ausências: Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 172, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Uma idol estampa a capa, mas as primeiras páginas coloridas vão para Kuroiwa Medaka, celebrando seu quinto aniversário. Quase que praticamente respondendo aos comentários que faço aqui no site, eles também pedem apoio para o sexto ano e que ainda teremos mais aventuras com Mona e Medaka.
A revista também apresentou mais novidades da segunda temporada do anime, com imagens novas, incluindo um key visual. FIca bem claro que a produção está parecida com o primeiro cour, portanto quem esperava algo mais elevado, é melhor ter expectativas mais realistas.
O mangá é uma daquelas romcom que vai perdendo vendas ao longo do tempo pela sua grande duração, mas ainda tem números decentes para o mercado, com seu último volume vendendo pouco mais de 13 mil cópias.
Um fenômeno da Shoseki desse mês, que cobriu apenas três dias no seu primeiro ranking semanal, é o quanto certas séries ficaram coladas de outras. Kuroiwa Medaka ficou próximo de Mayonaka Heart Tune na maioria dos dias, mas em posições inferiores, vendendo por volta de 3700 cópias nas suas três primeiras datas, abaixo dos 3800 de MayoTune. A diferença deve crescer nas semanas seguintes, mas Medaka continua sendo uma obra relevante para a Magazine, ainda mais por seus resultados decentes na Magazine Pocket, então mais um ano de publicação não é surpresa já que a história deve acabar quando a autora decidir.
O vice é Shangri-la Frontier que, por causa das excelentes vendas físicas (acima dos 100 mil mensais), não falo muito sobre o desempenho digital igual as outras obras da revista. Não se enganem, Shangri-la Frontier é maior que quase todos os demais no digital também, com seus capítulos pagos na Magazine Pocket facilmente batendo 1700 comentários — isso que a maioria que paga não comenta, então podem ter certeza que o mangá tem um grupo ainda maior de leitores pagantes no semanal por meio da plataforma.
Fechando o pódio, Suruga Meteor vendeu pouco menos de mil cópias nos seus primeiros três dias no mercado para seu novo volume. Números que poderiam ser uma sentença de morte para a maioria das séries, mas aqui está Suruga Meteor quase no topo da edição.
O motivo eles deixam claro quando falam das votações internas da revista, eles encaram Suruga Meteor como um mangá tradicional, lido por revista (e agora em plataformas digitais), portanto suas vendas não estão impactando sua sobrevivência e apoio editorial.
No quarto lugar, Yowayowa Sensei que está recebendo classificações melhores durante a transmissão de seu anime. O capítulo da semana inclusive referenciou diretamente o episódio do anime, naquela sinergia clássica entre mídias que alguns autores fazem para tentar atrair esses novos fãs para o trabalho original. Os fortes números iniciais do boost da Amazon já caíram para um boost “normal” decente para um mangá mais de nicho.

Ao no Miburo é o quinto dessa TOC com uma página colorida celebrando 100 capítulos da fase Shinsengumi do mangá, apesar de ainda estarmos no 99. São eventos comuns de revista semanal, que precisa adiantar ou adiar celebrações baseado no calendário que eles tem lá internamente. Aqui até dando mais cedo já que temos um novo volume nas lojas (vendendo basicamente o mesmo de sempre)
O roteiro já está chegando à parte mais sombria da existência do Shinsengumi, que será destruído em poucos anos. O tanto que o autor dedicar para detalhar esses eventos determinará o quanto mais teremos do mangá. Por enquanto, não temos como avaliar, apesar de ser possível dizer que ele não enrola nas batalhas, preferindo um tom mais realista para os embates.
A sexta posiçao é de Lilim Holic, com seu segundo capítulo. É uma pequena situação que mostra a dinâmica do casal principal dentro da sala de aula, com os dois criando uma grande confusão interna entre o que querem e o que assumem que o outro está pensando. Rola um pequeno “duelo” mental para os personagens para alcançarem seus objetivos românticos.
É um pouco comparável com aquela dinâmica de Kaguya-sama, mas com personagens bem diferentes e um tipo de humor mais leve, além da inserção do elemento da sociedade em mudança como grande influência no comportamento dos personagens.
O capítulo recebeu ótimos números de engajamento novamente, superando com ele até os debuts de muitos outros novatos. É normal que exista grande queda do 1 para o 2 para todo novato, mas a base aqui está dando um sinal de solidez bem animador.
O próximo capítulo também receberá uma página colorida, daquelas já planejadas antes de qualquer recepção dos leitores, então não usem como prova de sucesso ainda. Mas mantenho a expectativa positiva para o futuro de Lilim Holic.
A sétima posição fica para Kanan-sama que, assim como Yowayowa Sensei, teve uma queda natural na Amazon. Os novos fãs já compraram seus volumes e os episódios mais a fundo nas séries não atraem tanta gente nova quanto os começos e finais de temporadas. Mas curiosamente, continua matendo uma distância de Yowayowa Sensei ali, vendendo menos que seu companheiro ecchi apesar do anime de maior qualidade de produção. São questões de apelo mesmo, apesar da proximidade das séries.

Ura Tokyo é o oitavo colocado com uma página colorida, provavelmente daquelas planejadas desde o começo. É um momento de foco em mostrar a ação da série e visuais interessantes, então os editores dão aquela forcinha para chamar atenção.
Os dois últimos capítulos tiveram um pequeno crescimento na Magapoke, mas ainda não está me convencendo muito até agora. A dificuldade para um battle shonen chamar atenção é real e Ura Tokyo precisará se sair “bem” nas vendas dos volumes para não correr risco logo.
A nona posição é de Kakkou no Iinazuke, em seu arco final e que deve ir aos poucos fechando suas pontas. Deve acabar até o fim do ano.
O décimo lugar é Gachiakuta com mais um lançamento de metade de capítulo. É entendível que a autora precise de tempo para seu trabalho e situações do tipo ocorram, é ver se o ritmo pode ficar mais estável a longo termo já que a história ainda tem muito a oferecer, além de ter números de vendas acima da média do mercado, batendo os 30 mil mensais por novo volume graças ao boost do anime.
Depois de um oneshot, Kanojo, Okarishimasu é o décimo segundo da edição. Nada de realmente inédito no sofrimento semanal do Kazuya, mas o anime teve um daqueles episódios destaque. Não ajuda nas vendas porque quem queria começar a ler, já começou nas temporadas anteriores e o mangá tem mais de 40 volumes.
Em décimo terceiro na TOC, mas quarto nas vendas de meio do ano da Oricon, temos o pilar Blue Lock. É um dos grandes exemplos que vendas mensais de um volume não dizem toda a história de um mangá.
Apesar de quedas graduais que levaram o mangá de 300 mil mensais por novo volume para 170 mil cópias, o mangá ainda vendeu 1.2 milhões de cópias físicas em 6 meses. Para quem vê os ranking totais isso é óbvio, mas muitos fãs de Blue Lock vão comprando os volumes ao longo do tempo, com vários sempre ranqueando na Shoseki diária e semanal.
Ou seja, Blue Lock é uma série tão grande que passou desses limites comuns que as demais séries lidam com, como ter a maioria de suas vendas em meses de lançamento apenas. Isso sem estar com anime em andamento, a vinda de uma nova temporada, o filme live action e o hype da Copa do Mundo podem ajudar Blue Lock a manter esse quarto lugar ou, quem sabe, melhorar sua posição no mercado ainda mais.
Kurotsuki no Yaergnacht, nosso décimo quarto colocado, é mais um em duelo nas tabelas de vendas, esse com Kaijin Fugeki. Apesar de ter vendido um pouco mais de 7 mil cópias em três dias, acima dos 6 mil e pouco de Kaijin Fugeki no período, as duas séries tem trocados posições nos ranking diários da Shoseki. É claro que eles devem bater os 20 mil volumes físicos ao mês, a dupla sendo as maiores promessas para o futuro do battle shonen na Weekly Shonen Magazine (sem ignorar o elemento harém de Yaergnacht).
Mais um embate entre o décimo quinto da TOC, Dream Jumbo Girl, e Yumene Connect. Os dois venderam por volta de 1750 cópias em três dias e depois ficaram trocando posições. Dream Jumbo vendeu menos no volume passado, mas deve ficar na frente agora — pela margem de erro, são obras que vendem basicamente o mesmo.
Apesar dos números modestos, Dream Jumbo Girl continua se banhando em páginas coloridas, com mais uma na próxima semana. É a celebração de dois anos sem as primeiras páginas coloridas, mas nada para desespero, já que o mangá ganhou algumas outras oportunidades sendo a abertura da revista. O apoio editorial é ainda visível.

Com página colorida promocional de volume inédito, Mayonaka Heart Tune dá as caras como décimo sexto. Como comentei acima, o mangá está se mantendo acima de Kuroiwa Medaka em vendas físicas graças ao resultado de seu anime. Não é uma questão de rivalidade, mas sim como uma forma de denotar que o anime teve um impacto positivo, diferente da outra obra.
Apesar das questões da produção, é inegável que o anime serviu para trazer mais foco para MayoTune e acertou em detalhes como o elenco de seiyuu. Um exemplo do poder de franquia é que foi lançado, nessa semana, um álbum com as músicas de Rikka — algo só possível com uma adaptação e que é uma outra forma de mídia para promover e gerar lucro com a série.
O mangá em si esteve em bom momento e soube manter o momentum decente.
Na décima sétima colocação, Mokushiroku no Yonkishi traz mais respostas para os fãs. A franquia continua ativa com jogos e tudo mais, mas faz falta o anúncio de mais projetos em anime. Poderia acontecer esse ano.
Banjou no Orion aparece como décimo oitavo dessa vez. O mangá baterá o centésimo capítulo sem página colorida, talvez venha na edição seguinte, mas o ideal mesmo era sua adaptação sendo anunciada para avançar de patamar.
Continuando com a sequência de posições baixas, Uminesou é décimo nono. Novamente, não tem a ver com a popularidade, já na mesma prateleira de vendas de Yaergnacht e Kaijin Fugeki, mas deve ser uma questão de ritmo de leitura ou até o caso do autor possivelmente entregar os capítulos mais tarde. Se o leitor tiver interesse num mangá novo, sem risco de cancelamento, essa é a melhor aposta.
Falando nessa obra, aqui está Kaijin Fugeki em vigésimo. Como falei já, está num nível alto para um mangá sem anime no mercado moderno. O novo arco está começando com uma recepção bem positiva por parte do público e pode melhorar ainda mais a trajetória do hit de Oh great. Na próxima edição, ganhará novamente as primeiras páginas em cores para uma merecida promoção.
Antepenúltimo, Sentai Daishikkaku vive aquela doçura de poder ditar seu próprio ritmo até o final.
A penúltima colocação mostra um cenário complicado para Zero to Hyaku que também vendeu menos de mil cópias nos seus primeiros dias de vendas para o segundo volume, abaixo de Suruga Meteor.
O mangá de basquete precisaria demonstrar um apoio editorial para dar sinais de sobrevivência, igual o de baseball, mas não está parecendo ser o caso. Suruga Meteor já tinha conseguido grandes recomendações logo nos primeiros volumes e páginas coloridas destacando seus votos, diferente do caso aqui.
É até possível que os resultados da segunda semana coloquem Zero to Hyaku acima de Suruga Meteor em vendas, mas os números são baixos e o mangá se torna o mais provável do cancelamento, ainda mais chegando perto da faixa dos 30 capítulos, quando ocorrem a maioria dos cancelamentos na Magazine.
Até existiu melhora no engajamento e vários elogios pelas qualidades técnicas da obra, mas a pintura até aqui é de outra spokon que teve dificuldade de ter apelo com um público fora da bolha.
Fechando a edição, Yumene Connect está entre os que menos vende e tem menos prioridade na TOC por isso. Portanto, posição esperada, mas ganha páginas coloridas o suficiente para não ser colocado como um mangá em risco imediato.
E estamos encerrando por aqui. Recomendo a leitura das TOCs recentes da Jump, escrita por mim, e o ótimo retorno da TOC da Sunday ao site. Até a próxima.
