Seitokai ni mo Ana wa Aru! exibe o primeiro episódio de seu anime e surpreende muitos com a qualidade da adaptação! Fairy Tail se despede depois de uma curta estadia, qual é o próximo passo de Mashima? E a confiança parece chegar de uma vez para um novato… Tudo isso e mais na nossa análise da Weekly Shonen Magazine, a segunda maior revista shonen do Japão. Começando pela TOC:
- Seitokai ni mo ana wa aru! (Capa e Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 186
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 281
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 239
- Blue Lock Ch. 363
- Ano shima no Uminesou Ch. 34
- KILLER+SITTER Ch. 14
- Fairy Tail Re: Fantasia (Página Colorida, FIM) Ch. 09
- Kakkou no linazuke Ch. 313
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 117
- Onryou Biyori Ch. 05
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 198
- Kaijin Fugeki Ch. 91
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 442
- Zero to Hyaku Ch. 41
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 255
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 62
- Suruga Meteor Ch. 77
- Zureta Kaishaku no Bokura Ch. 12
- Sensen Senki Ch. 15
- Yowayowa Sensei Ch. 184
- Gunyuu wo Tsuzuru Ch. 10
- Mayonaka Heart Tune Ch. 132
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 59
- Lilim Holic Ch. 17
- Sentai Daishikkaku Ch. 223
Ausências: Yumene Connect Ch. 95, Banjou no Orion Ch. 113, Gachiakuta Ch. 174, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Celebrando a estréia de seu anime, Seitokai ni mo Ana wa Aru! ganha a página colorida acima e uma raríssima capa para a Magazine. Quem acompanha sabe, mas a preferência dos editores é colocar modelos na capa, geralmente com um pequeno ensaio dentro da revista, para atrair um público a mais que não compraria apenas pelos mangás, então as capas de mangá só ocorrem em ocasiões especiais como essa.
Bom, o/a autor muchimaro usou a oportunidade para mostrar os dois lados de seu mangá. Na capa temos um tom mais de comédia e camaradagem com o conselho estudantil, o elenco principal da série, mas as primeiras páginas coloridas são usadas para o fanservice, que é presença constante na obra também.
E o anime começou muito bem. Os leitores daqui já sabiam que podiam ter expectativas altas pelos nomes atrelados ao projeto e o hype correspondeu: o primeiro episódio foi muito elogiado pela direção fora da caixinha, mas com uma beleza na animação e arte.
Os dois principais nomes do anime são Tatsuwa Naoyuki, diretor, e Imamura Ryou, o designer dos personagens e chefe da direção de animação. Ambos são figuras experientes e de qualidade da indústria a ponto de todo mundo esperar muito do anime apenas com essas presenças confirmadas. A dupla teve raízes na Shaft e trouxe um anime levemente inspirado no estilo característico do estúdio. O time de animadores também não deixou a desejar, trazendo muita gente que trabalhou em estúdios como o forte Bind para essa produção do estúdio Passione.
Alguns podem se perguntar como Seitokai ganhou uma das maiores produções do ano, mas é um mangá muito popular. A comédia venceu o Tsugi Manga de 2023 e foi um hit quase imediato com muita gente da indústria de anime e mangá nas redes sociais, com artes viralizando regularmente e vários produtos sendo anunciados antes mesmo do anime. Popularidade interna ajuda demais a conseguir um time eficiente, além do suporte da Aniplex, uma das produtoras mais fortes.
Bizarramente, o anime acabou não indo para a Crunchyroll fora do Japão. Outros stream mainstream podem ter restrições maiores ao ecchi do anime, mas o serviço da Sony é lar de outras obras sem censura como Haite Kudasai Takamine-san. Para o mercado americano, Seitokai está no OceanVeil, um stream mais nicho e dedicado ao anime ecchi, mesmo recebendo distribuição do braço internacional da Aniplex.
De qualquer forma, o mangá sempre foi muito mais popular no Japão e o anime terá mais efeito lá. Comédias são mais difíceis de vender já que muitos leitores se contentam apenas com a leitura semanal por revista ou aplicativo, mas com o anime existe a possibilidade de um boost de backlog com os novos fãs. Estaremos monitorando.
O pódio é concluído com Shangri-la Frontier que está em destaque por ser um battle popular e Kuroiwa Medaka que teve um capítulo mais fanservice que seu padrão e talvez os editores acharam que seria interessante de destacar para o público maior nessa semana com Seitokai na capa.
São seguidos de outro grande hit com Blue Lock em quarto lugar. Os editores andam jogando de forma mais segura e colocando ShanFro e Blue Lock quase sempre entre os primeiros mangás da edição. A impressão que tenho é que isso se intensificou desde que Fairy Tail voltou, então pode ser um teste de marketing.
A quinta posição fica para Uminesou que se firmou na revista com ótimas vendas e agora com a chance de consolidar ainda mais os leitores de Megami Café com uma de suas heroínas se tornando parte do elenco fixo da nova comédia romântica.
Altíssima colocação para Killer+Sitter em sexto lugar. O mangá vendeu mais de 1800 cópias na segunda semana e bateu as 5000 cópias físicas, o que garante ao menos a continuação do mangá por mais meses e pode ter agradado os editores suficientemente de início para promover o mangá mais. O volume 2 não cair em números será muito importante.

Com página colorida, Fairy Tail Re:Fantasia se despede da revista. Foi uma certa celebração para marcar o aniversário da importante série e o editorial deu o tratamento de luxo, sempre ali na frente e só ficando mais para trás agora já que não dava para colocar todas as páginas coloridas juntas na frente da revista.
Sem ter uma história muito complexa, o capítulo final do mangá garantiu sua relevância com fãs de Fairy Tail, além de ter gerado mais atenção para o lançamento das lojas da Magazine, contando com vários produtos do título.
Junto dessa conclusão tivemos a revelação da capa do volume físico, data de lançamento e os brindes. Nada muito inesperado, mas eles prometeram mais novidades ao longo do ano.
De interessante foi que o autor Hiro Mashima comentou na TOC que pretende voltar com um novo mangá na próxima vez. Ele havia comentado depois do fim de Edens Zero que o foco dele era criar uma nova história e retornar para a Magazine, já trabalhando nela. Tanto mangaka quanto editores devem estar louquinhos para essa volta, Mashima ainda não fez 50 anos e dá conta do ritmo semanal e seu nome sempre será bem vindo na line-up. Ficamos na torcida para 2027.
Na oitava posição, Kakkou no Iinazuke continua acelerando o ritmo da história e deixa no ar se ainda existe a possibilidade de acabar em 2026. Algo que pode influenciar ainda mais é o rumor que Hiiragi-san no Kyuuketsu Jijou, o mangá mensal da autora Yoshikawa Miki, estará anunciando um anime. Com isso é possível que ela dedique mais tempo para a outra obra que ainda tem potencial de crescimento com um anime, algo que já passou para Kakkou. Devemos ter a confirmação desse anime em breve.
Nono colocado, Ao no Miburo segue estável com destaque decente pelos editores.
Em décimo na TOC, Onryou Biyori teve o primeiro capítulo inédito em relação à mini publicação anterior. O problema é que esse capítulo já apareceu como um pago na Magazine Pocket, todos os gratuitos são os que estiveram lá por meses já e isso parece ter reduzido muito o movimento do mangá na plataforma.
Por enquanto, não acho que o plano funcionou e dependerá agora se os leitores da revista em si gostarão dos capítulos inéditos.
Do décimo primeiro ao décimo terceiro lugar temos Kanan-sama, Kaijin Fugeki e Kanojo, Okarishimasu. Todos tiveram desenvolvimentos relativamente importantes para suas histórias, mas não de grande clímax fazendo mais sentido na zona intermediária.
Notícias muito boas para Zero to Hyaku que além de figurar em décimo quarto, no meião da tabela, também anunciou que terá as primeiras páginas coloridas da próxima edição! Isso é apoio editorial enorme e significa que o mangá já pode ser considerado fora da zona de risco, ao menos por um longo tempo.
Está ficando claro que os editores estão permitindo que as spokon tenham uma colher de chá. Assim como Suruga Meteor, Zero to Hyaku possui vendas que significariam cancelamento para um battle ou romance, mas a crise do gênero esportivo está levando a Magazine a aceitar números menores para garantir a presença dessas obras na sua line-up. Falaremos mais disso no próximo artigo.
Na décima quinta posição, Mokushiroku no Yonkishi continua a construção narrativa do vilão atual da história. Não sei dizer se poderia ser o inimigo final já que as lendas arthurianas que inspiram a obra dão brecha para mais conflitos no futuro.
Kurotsuki no Yaergnacht em um capítulo slice of life fica mais para baixo, décimo sexto da edição. Suruga Meteor é outro em transição, com a história entre partidas. Está na zona de sempre com o décimo sétimo lugar no seu habitual intermediário-baixo.
Mais uma posição não muito animadora, mas não catastrófica para Zureboku, ficando na décima oitava colocação. O mangá continua não apresentando números animadores na Magapoke e redes sociais e talvez seja o caso de tentar mexer no status quo da obra vendo o que os leitores mais gostam até agora — provavelmente avançar o romance, embora contrarie o título do mangá que é sobre desentendimentos.
Apesar de ser apenas o décimo nono da TOC, Sensen Senki vendeu mais de 5 mil cópias em sua segunda semana de vendas e bateu os 20 mil volumes. Já ficou óbvio que os leitores estão gostando bastante do mangá, mas até agora isso não se refletiu num destaque maior dentro da revista.
Vigésimo da edição, Yowayowa Sensei continua avançando os arcos individuais dos personagens. Pode ser um indício de um final em 2027, assim como pode só ser a vontade da autora de sair um pouco da fórmula cotidiana. A conta do anime ainda está bem ativa e com novos produtos aliás, quem sabe o anúncio de uma segunda temporada ainda tenha chance de ocorrer em 2026?
Mais uma vez pouquíssimo destaque para Gunyuu wo Tsuzuru, em vigésimo primeiro lugar, o mangá mais fácil de desacreditar da revista. Não é nem por acharem ruim, mas poucos sequer dão uma chance para a leitura.
Por questão de rotação, Mayonaka Heart Tune é o vigésimo segundo da semana. Nada para assustar a série estabelecida que é das que mais anuncia acrílicos, eventos, programas e outras otaquices afins enquanto o autor calmamente intercala os arcos de cada heroína.
Antepenúltimo, Dream Jumbo Girl virou cliente fiel do fundão da Weekly Shonen Magazine. Deve ser reflexo da discrepância de sua popularidade no âmbito digital com os números fracos no físico. Pode ser o caso também com os leitores semanais da revista.
Lilim Holic continua com resultados muito bons na Magapoke, acima dos demais novatos na plataforma, inclusive Sensen Senki. Porém continua figurando entre as últimas séries em quase toda edição da revista. Pode não significar muito, mas o editorial fica devendo em promoção para a comédia romântica que vendeu ao menos o suficiente para um apoio mais similar ao de Killer+Sitter.
Fechando a edição temos Sentai Daishikkaku que pode estar sendo tratado de forma menos prioritária por um mix da queda de vendas do mangá, pelo fato de estar em seu arco final e pelo hiato frequente de seu autor. Não deve ser acelerado para sua conclusão, mas não deve receber muito destaque.
Na próxima edição… basquete! Até lá.
