Três Análises de TOC da Sunday esse ano? Estamos mais ativos que Kanehito Yamada e Tsukasa Abe esse ano. O quanto a revista mudou desde a última matéria?
TOC Weekly Shonen Sunday #46 (14/10/2026)
Ogami Tsumiki to Kinichijou c118 (Capa e Páginas Coloridas de Abertura)
02 – Utsuranain desu c116
03 – Major 2nd c337
04 – Shibuya Near Family c178
Fujiwara-kun Koukou Debut!! c3 (Página Colorida)
06 – Futari Bus c49
07 – Cosmograph c2
08 – Red Blue c211
09 – Maoujou de Oyasumi c455
Shippo to Gekirin c25 (Página Colorida)
11 – Kaiten no Albus c104
12 – Momose Akira no Hatsukoi Hatanchuu c101 (22 Páginas)
13 – Parashoppers c81 (22 Páginas)
14 – MAO c339
15 – Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi c221
16 – Silver Mountain c59
17 – Kaihen no Mahoutsukai c46 (26 Páginas e Finalização da Leva Atual de Capítulos)
Kagurai – Kagura and Raito c67 (Páginas Coloridas e Finalização da Série)
19 – Kamibiki no Monarch c22
20 – Tonikaku Kawaii c362
21 – Aozakura: Bouei Daigakukou Monogatari c388
22 – Kimi wa Akeboshi c23
23 – ¡Paradón! c31
24 – Mizu Polo c116
25– Musai no Shoukanshi c14
Ausentes: Detective Conan c1170, Sousou no Frieren (hiato), Magic Kaito (hiato), Ad Astra Per Aspera (hiato).
Quarta é dia de ler a Sunday, o que espero que vários além de mim já tenham feito, afinal é a melhor revista semanal para crianças lida por adultos de minha faixa etária. Quinta (só essa de hoje mesmo) é dia de analisar tudo que li e falar para vocês o estado dessa revista maravilhosa. Já podemos pedir música no fantástico? O que pensei ser um evento único quando escrevi a primeira vez, acabou acontecendo três vezes esse ano! Ok, vou pedir sim, quero que toquem Kyun, do grupo Hinatazaka46!

Página Colorida de Abertura de Ogami Tsumiki to Kinichijou
Na primeira posição da semana tivemos Ogami Tsumiki to Kinichijou, com uma página colorida dupla celebrando os três anos de serialização, tendo todos os amigos da escola prontos para pintar uma obra de arte. Além dessa color e da capa celebrando o clima de Dia das Bruxas com a melhor garota-lobo da atualidade, também temos outra página colorida mostrando o início do capítulo da semana. O capítulo em sua maior parte parecia que não traria nenhum avanço ao enredo, até que em suas últimas páginas nosso protagonista Yutaka Shinsou, que sempre buscava entender seus próprios sentimentos, percebe que todas as vezes que sentiu nervosismo, surpreso ou um aperto no coração junto a Tsumiki, aquele sentimento tinha um nome, era nada menos que o Kyun. Com exceção de Red Blue, que já teve uma adaptação em live-action, Ogami Tsumiki é a segunda série mais antiga da revista sem nenhuma adaptação. Acredito que temos chances de um anúncio até mesmo esse ano ainda, mas é mais provável que deixem para o ano que vem.
Em segundo lugar, Utsuranain desu segue em destaque na revista e nesse momento eu só queria saber porque esse sucesso ainda não possui uma tradução oficial pela VIZ Media. Nosso carismático elenco irá ajudar o presidente do conselho estudantil que vem tem problemas de sono, um Senpai modelo de dar inveja (literalmente) a Teruo Kusaka. Major 2nd aparece aqui pela primeira vez no ano, já que nas duas últimas análises estava em pausa, mas sem nada de destaque para se comentar da obra de lançamento quinzenal. Já Shibuya Near Family segue com suas críticas a sociedade e piadas metalinguísticas de sempre, na última vez que vi estavam dizendo que no ritmo atual nossa amada revista vai mudar de nome para Monthly Shonen Sunday.
Mais uma página colorida de Ogami Tsumiki to Kinichijou
Enquanto Fujiwara-kun Koukou Debut!! recebe uma página colorida protocolar pelo terceiro capítulo, Futari Bus ganha outra reimpressão novamente de novo mais uma vez enquanto eu estava piscando, o segundo lugar no Next Manga Awards 2026 não foi atoa. Cosmograph tem destaque aparecendo num pedaço da capa por conta de seu segunda capítulo, e sim é a segunda e última vez que cito nessa matéria um nome desconhecido. Deixarei para explicar sobre ele e Fujiwara-kun no final da matéria, junto das próximas estreias que estão por vir, tem até o autor de Komi-san no meio fazendo um retorno.
Seguindo temos Red Blue iniciando um novo arco, Kenshin Arc, aparentemente teremos vários capítulos focados no rival principal da obra, que quer ir com tudo contra o protagonista. Ainda tem muita lenha até chegar na luta entre os dois, mas me pergunto se isso não é um sinal de que a obra está se caminhando para que essa seja a última luta do nosso vermelho Kenshin Akazawa contra o nosso protagonista azul Aoba Suzuki. Já Maoujou de Oyasumi decidiu fazer uma sessão cineminha para todo mundo assistir Syar Wars, uma obra totalmente original de Sci-Fi espacial.
Shippo to Gekirin vem em seguida com uma nova página colorida para promover o lançamento do volume 2, a revista considera a obra um dos novos sucessos do ano na revista, ainda que o volume 1 tenha tido vendas físicas bem fracas, abaixo das 3.000 cópias, a história de fato parece bem escrita, então os editores devem insistir nela mais um pouco. Kaiten no Albus vem mostrando a história de um garoto que que busca seguir os passos do protagonista mas sem autoconfiança para tal, os outros personagens veem nele algo do herói Albus, e honestamente, eu também.
Página colorida de Fujiwara-kun Koukou Debut!!
Momose Akira no Hatsukoi Hatanchuu mostra no novo arco que nunca os protagonistas estiveram tão íntimos um do outro, só não se confessam logo porque a instrutora de natação, a mais nova personagem, proíbe o namoro em suas aulas!! Parashoppers, que ganhou páginas extras, continua com sua partida de basquete eletrizante (literalmente) que colocou até amigos uns contra os outros. Quem dera outra revista semanal fizesse um mangá de basquete tão bom assim, e esse nem de basquete é. Já em MAO vemos Rumiko Takahashi abusando de sua saúde de ferro e Nanoka se apresentando no circo enquanto em Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi o protagonista vai em um encontro com Sakura Yaotome num parque de diversões?
Silver Montain segue sendo o mangá sem anime que mais vende da revista, uma leitura baseada em uma história real, de um garoto que acreditava ter sido levado por um Tengu e voltou para contar a história. Já os fãs de Kaihen no Mahoutsukai temos a notícia triste de mais uma leva de capítulos sendo finalizada. O capítulo ganhou incríveis 26 páginas para finalizar esta leva, mas é isso, só vão degustar mais desse sucesso sazonal na primavera japonesa de 2027 quando florescer as cerejeiras. E se não bastasse esse “até breve” temos a seguir um “adeus” de fato com a finalização de uma série que me deixará saudades.
Com um total de 67 capítulos, Kagurai – Kagura and Raito se despediu nessa semana com uma página colorida. O encerramento da série não é nenhuma surpresa para quem acompanhava a história, que já dava esses sinais há muito tempo, a verdadeira surpresa se dá pela página colorida de uma série cancelada em menos de 100 capítulos, algo bem incomum que não me lembro de ver acontecer antes. É certo que a série sempre ganhou muitas páginas coloridas mesmo com a baixa recepção na revista devido a linda arte de Mashu Tarou e a facilidade em desenhar semanalmente que é desafio para muitos no mercado atual, mas no capítulo final dá a sensação de “não estamos tratando essa série como um fracasso, era planejado durar menos mesmo”, mesmo que não seja a sensação que tive como leitor.
Página Colorida de Shippo to Gekirin
Kamibiki no Monarch chega a 22 capítulos e com o lançamento do volume 2 para essa semana. O primeiro volume vendeu quase 4.000 cópias, o que para Sunday é aceitável, já que até o sucesso Parashoppers tem números nessa margem e conseguiu ser quarto colocado no Next Manga Awards desse ano. Tonikaku Kawaii nos leva até 1770, quando Tsukasa conversa sobre amor com a Rainha Austríaca Maria Teresa a caminho do casamento de sua filha Maria Antonieta, nada demais, ela só decide não comparecer e conversa nas ruas de Paris com uma criança chamada Robespierre, o resto é história. Assim também como é história, desta vez japonesa, os capítulos de Aozakura: Bouei Daigakukou Monogatari.
Kimi wa Akeboshi expande sua história mostrando um pouco do passado da protagonista que mesmo com miopia se recusava a usar seus marcantes óculos, mas para dirigir uma van não tem como evitar não é? Já ¡Paradón! pelo visto conseguiu sobreviver por todo esse ano e já chegou a 3 volumes. Acho que só uma revista semanal ainda não entendeu que o truque para um esporte sobreviver é simplesmente ser leniente e abaixar a barra para obras do tipo.
E falando em futebol vamos sair do campo e ir para as águas porque não só de fanservice vive Mizu Polo. Uma partida importante acaba de finalizar com um belíssimo gol da vitória e a plateia indo ao delírio! E para fechar temos Musai no Shoukanshi no último lugar mesmo tendo apenas 14 capítulos, cancelamento quase garantido. A última vez que uma série foi tão rápido para o fundo foi com Dragemis cujo primeiro volume não entrou um único dia sequer no Top500 da Shoseki, será que a projeção de Musai no Shoukanshi é tão ruim quanto? Só saberemos quando o volume 1 lançar no mês que vem.
Despedidas e Reencontros
Páginas coloridas do primeiro (a direita) e do último (a esquerda) capítulo de Kagurai – Kagura and Raito, lado a lado
Enquanto nos despedimos de Kagurai e Kaihen, a revista já se renovou com Fujiwara-kun Koukou Debut!! e Cosmograph, além de um One-shot do autor de Komi-san e uma nova série do autor de Ryuu to Ichigo que mal se despediu e já quis voltar. Mas Sunday é isso, a revista da saudade, nenhum autor aguenta ficar muito tempo longe
Começando com Fujiwara-kun Koukou Debut!!, o único que nunca lançou na revista semanal antes, mas já tem experiências dominicais. Matono Anji gosta de brincar com horror e era bem recebido tanto na Sunday Webry como na Shonen Sunday S. Aqui ele se adequa um pouco mais a algo de apelo global, adicionando romance mas sem abandonar os elementos de horror que são sua especialidade. A história é sobre a vida do garoto Fujiwara-kun, que se preocupa para que ocorra tudo bem ao iniciar o ensino médio, apesar de ter olhos bem peculiares. Mas o maior problema é que ele sem querer acabou se matriculando em um colégio só para yokais!
Já Cosmograph temos o retorno de Wakabi Asayama, autor do saudoso Last Karte. Quem acompanha a TOC a mais tempo lembra dos elogios que o escritor DNSS (que não está mais entre nós… pois está seguindo sua vida pessoal) dava a série de veterinária por quão bem escrito era. Agora o autor aposta em geografia e cartografia… vai gostar de temas únicos que não alcançam um apelo global, hein? Sempre no modo hard. Entretanto a escrita compensa e temos Leon, um jovem escravo, conhecendo Delmar, que se apresenta como um “estudioso do céu e da terra”. Ex-navegador em um navio de exploração, ele é um homem animado por uma obsessão desproporcional com a cartografia. Quando ele propõe a Leon para se tornar seu assistente, ele gradualmente se permite ser seduzido pelas alegrias da cartografia. A história de um jovem escravo que não possuía absolutamente nada, finalmente encontra uma ambição e começa a desenhar o mundo.
A recepção inicial de ambas até que estão positivas, com Fujiwara largando na frente, mas ambas são obras que, apesar de agradar bastante todo seu público leitor, ainda possuem o desafio de aumentar essa base para que possam viver tranquilamente na revista.

Página Colorida de Kagurai – Kagura and Raito, lado a lado
A próxima série é focada em fantasia medieval! Na “107ª Frente de Batalha”, os inimigos atacam noite e dia. Nesse ambiente brutal, ferimentos e baixas não passam de algo corriqueiro do dia a dia, mas uma bela comandante da Ordem dos Cavaleiros, marcada por suas cicatrizes de batalha, continua lutando totalmente sozinha pelo bem do povo e da nação! Dai-107 Majuu Sensen no Kishidan: Futoshi Odessey é um interessante one-shot que teremos na próxima edição da revista para quem sente falta da arte de Komi-san, e quem sabe uma série venha já no ano que vem?
Por fim, para a futura edição #49 temos o retorno de Mitsuharu Yanamoto, autor de Ryuu to Ichigo. Pouco sabemos de sua nova série até o momento, mas pela imagem promocional e descrição me parece um romance mais focado no drama que na comédia. Em Title Mitei, temos Alice que acredita que seu amigo de infância, Hayato, está destinado a salvá-la. Certo dia, Alice acaba entrando em uma tenda de adivinhação que apareceu de repente… Realmente é muito pouco para prever do que a obra irá tratar, para ser honesto, nem mesmo o título da obra é possível ter certeza, afinal Title Mitei significa “título a ser definido“. Se isso é mesmo o título da obra ou se ainda estão decidindo… só essa tenda de adivinhação para saber.
Agora sou eu que me despeço nessa noite estrelada junto a Kagura e Raito, bebam muita água, leiam bastante a Sunday e comentem sem parar na matéria. A terceira maior revista semanal está toda semana disponível para te entreter, ainda que nós redatores analisando a TOC não estejamos…





