O anime de Yumene Connect é apresentado, mas não ainda na revista. Como Seitokai ni mo Ana wa Aru se firma entre os maiores sucessos da temporada! Dois novatos se complicam logo no lançamento de seus primeiros volumes… Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior revista shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 283
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 241
- Blue Lock Ch. 364
- Ano shima no Uminesou Ch. 36
- Banjou no Orion Ch. 114
- Onryou Biyori Ch. 07
- Gunyuu wo Tsuzuru (Página Colorida) Ch. 12
- Kakkou no linazuke Ch. 315
- Sensen Senki Ch. 16
- Lilim Holic Ch. 19
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 257
- Zureta Kaishaku no Bokura (Página Colorida) Ch. 14
- Zero to Hyaku Ch. 43
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 444
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 119
- Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 188
- Yowayowa Sensei Ch. 186
- Mayonaka Heart Tune (Página Colorida) Ch. 133
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 60
- Kaijin Fugeki Ch. 93
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 200
- Yumene Connect Ch. 96
- Suruga Meteor Ch. 79
Ausências: KILLER+SITTER Ch. 16, Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 64, Sentai Daishikkaku Ch. 225, Gachiakuta Ch. 174, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Com uma idol na capa, os mangás começam com Shangri-la Frontier com uma página colorida. Já aconteceu algumas vezes da série ser a abertura da edição e não publicar uma ilustração em página dupla para as cores, então acredito que é uma limitação do artista, que já até entrega um nível alto demais de arte e com poucas paradas. Sem julgamentos aqui, se é melhor pra saúde dele, que seja assim.
A razão principal do destaque é para uma entrevista entres os autores da obra, Katarina e Ryusuke Fuji,e Bang Jun-hyuk, presidente da Netmarble, a desenvolvedora sul-coreana que está produzindo o game Shangri-la Frontier: The Seven Colossi para dispositivos mobile e PC.
Na conversa eles explicam um pouco do título que será free to play e é dos gêneros ação e aventura. O jogador poderá controlar até dois personagens, interagir com o mundo e o elenco do mangá, participar de batalhas que envolvem tanto ação quanto estratégia, e avançar por uma narrativa sobre derrotar os Sete Colossos que são dos principais adversários da história original.
Katarina diz que está feliz de ver uma história que ele fez baseada em games se tornar um game por si. E a presença do CEO dá uma moral para a entrevista já que a Netmarble é uma das maiores desenvolvedoras da Coréia do Sul.
Eles também publicaram nesse ano o game Nanatsu no Taizai Origins, então dá para ver uma conexão com a Kodansha. A Netmarble foca muito em jogos de franquias licenciadas, então o apelo de certas obras da Magazine no mercado asiático é uma fonte interessante para colaborações.
O game foi anunciado em 2023, mas ainda não tem data para o lançamento. Anteriormente, haviam falado apenas 2026, então deve sair entre o fim do ano e o começo de 2027 para o Japão, ainda mais agora que o período de marketing começou.
Como outros mobage de anime, não deve ser algo que vá bombar no país de origem do mangá, mas pode conquistar seu apelo em outros mercados asiáticos mais receptivos a títulos do tipo.
O vice é Kuroiwa Medaka que apesar da queda em vendas é sempre bem posicionado nos rankings da Magazine Pocket e pela TOC passa a impressão de também ser bem avaliado pelos leitores semanais da revista, mesmo que não seja algo visível para análises.
Completamos o pódio com Blue Lock, que publicou a segunda parte do capítulo da edição passada. Apesar do problema repentindo, as duas metades foram colocadas quase no topo da TOC, indicando que os editores podem ser lenientes com seu maior sucesso.
Uminesou conquista mais uma forte posição, sendo quarto da semana. É um dos maiores novos sucessos de uma revista shonen em 2026 e os editores o tratam como tal.
Apesar de ter sido “pulado” na fila do anime, o editorial dá mais um exemplo da confiança deles em Banjou no Orion ao colocá-lo como quinto da ordem de publicação.
Por ser um drama, o mangá ficou num certo limbo já que não tem as vendas para uma história mainstream, mas não é tão atraente ao público nicho otaku que compra vários produtos de gêneros como romcom. O anime deve vir, mas demorará um pouco mais que a média da Magazine moderna.
De Orion para Onryou Biyori, o sexto lugar. O mangá continua com uma recepção morna em número de comentários nas redes e na Magapoke, sendo que era bem popular quando era distribuído gratuitamente. É para se pensar em como a barreira de uma transação financeira influencia muito mais do que as pessoas pensam — esse comentário vai para todos aqueles que estão lendo um mangá de graça e reclamando do cancelamento por vendas baixas, pode ser o caso que o público até gosta, mas não o suficiente para a compra.

Uma das tragédias da semana, Gunyuu wo Tsuzuru ganhou página colorida, a segunda consecutiva, para promover seu volume inicial. E o mangá saiu, mas com um resultado Péssimo (P maiúsculo mesmo): em seu primeiro dia na Shoseki, ficou na 309a posição. Já no dia seguinte saiu do ranking. É extremamente provável que não vá ranquear no semanal, implicando venda abaixo dos 1000 volumes. É, não dá.
Nem no digital o mangá se salvou, foi até pior. Na Amazon não conseguiu entrar no ranking 10000 de mangá shonen assim que saiu. São os piores números para um lançamento da Magazine no ano, e por muito.
É triste porque nem acho o mangá ruim, porém ele nunca chamou a atenção dos leitores. Alguns problemas com a arte, como a falta de backgrounds, e o fato de ter sido lançado pouco após Sensen Senki, outra fantasia chinesa, podem ter sido alguns fatores que explicam o insucesso. Mas é claro que desde o começo os leitores não deram uma chance para a obra.
A única forma de salvação seria os editores ignorarem os leitores e continuarem publicando o mangá mesmo assim, mas não vejo razão para tal até aqui. Provavelmente será cancelado assim que precisarem da vaga.
O oitavo do grid é Kakkou no Iinazuke em um capítulo que inicia a “luta final”. Não é algo que eles falaram na revista em si, mas é a impressão que dá lendo. Isso significa que depois já devemos partir para saber qual das heroínas ficará com o protagonista Nagi e a conclusão da história.
Em nono lugar temos Sensen Senki que após seu grande sucesso em vendas pode começar a ser ranqueado melhor. O apoio da Kodansha fica claro quando o K-Manga decide lançar a publicação simultânea do mangá em inglês, tendo publicado todos os capítulos nessa semana que passou.
Como o habitual do serviço, a qualidade de tradução é muito boa, superior ao padrão do rival Mangaplus. O problema acaba sendo o sistema de compra de capítulos por moedas, que barra o público ocidental que não está acostumado a pagar dessa forma por mangá.
Uma assinatura digital faria mais sentido ao mercado se eles não pretendem mesmo desistir da idéia de capítulos novos pagos. De qualquer forma, nada a reclamar do trabalho do time de localização.
Mais um que sobe na semana é Lilim Holic, ficando em décimo. Similar a como comparam Sensen Senki com Gunyuu wo Tsuzuru, dá para ver Lilim como um mangá próximo em premissa a Zureboku; os dois sendo histórias sobre um garoto e uma garota otaku se apaixonando pelo gosto por mangá.
Lilim vendeu mais de 5 mil cópias e recebeu reimpressão, sendo o mais popular dos dois. Dessa forma, os editores devem dar prioridade ao mangá que poderá crescer no seu segundo volume se continuar bem recebido, como parece estar ainda pelos desempenho interessante na Magazine Pocket.
Na décima primeira posição, Mokushiroku no Yonkishi continua a batalha de titãs dentro de sua história. Os leitores parecem esperar um desfecho óbvio para a peleja, mas estão gostando da ação mesmo assim.

Com página(s) coloridas, Zureboku é a outra tragédia dos lançamentos da semana. Seu volume 1 ficou apenas na 115a posição em seu primeiro dia na Shoseki, 339a no segundo dia e sumiu no terceiro. É muito provável que fique de fora do ranking semanal se não se recuperar já no próximo dia. Mesmo se conseguir, é um número baixíssimo.
Como falei acima, acredito que uma das razões para o resultado fraco é a comparação direta com outra comédia romântica de premissa similar em Lilim Holic. O público preferiu o conceito aliado ao tema de diferenças sociais à execução de Zureboku mais focada na comédia dos desentendimentos entre os personagens.
A autora ouviu as opiniões e os capítulos mais recentes tiveram recepção melhor, mas os comentários negativos já no capítulo 2, que está no primeiro volume, podem ter sido sinal de que os leitores não dariam mais uma chance ao mangá que, apesar de tudo, acho uma leitura agradável. Mas essa é a vida de um mangaká, qualquer deslize no começo pode ser fatal.
Na décima terceira posição, Zero to Hyaku está em seu melhor momento na partida atual com um ritmo mais bem espaçado já que o machado parece ter ficado para trás e os editores estão dando mais apoio ao mangá. Seus números online não cresceram, mas pode estar agradando os leitores que compram a edição física.
Como perguntaram semana passada de Ahiru no Sora voltar… Não há sinal algum de uma volta. O autor praticamente sumiu da internet e nunca temos notícias sobre um retorno. Zero to Hyaku ativamente tenta apelar aos leitores órfãos de Ahiru no Sora já que é claramente uma das suas principais influências em como retrata o basquete como algo “cool”.
Décimo quarto lugar para um capítulo protocolar de começo de arco de Kanojo, Okarishimasu.
Ao no Miburo, o décimo quinto da TOC, continua dedicando vários capítulos à batalha contra o grupo de Ito e o Shinsengumi. O autor considera a importância dramática do acontecimento e não pretende correr com a narrativa justamente quando pode desenvolver o lado “cinza” dos conflitos políticos e sociais da época, com suas figuras históricas sendo discutidas até hoje pela população japones: “seriam heróis ou vilões? Será que dá para definir essas figuras assim?”
O grande sucesso do momento está na décima sexta colocação: Seitokai ni mo Ana wa Aru. O excelente anime está impulsionando os volumes com tudo; praticamente todos eles estão sempre ranqueando diariamente na Shoseki e o autor muchimaro já anunciou uma grande reimpressão com o mangá chegando a 3 milhões de cópias em circulação com 13 volumes, assim sendo um dos maiores sucessos shonen da década!
O mangá sempre foi popular, mas aliado a um dos anime mais populares de uma temporada, o Seitokai está voando e conquistando muitos novos fãs.
Há três estreantes em anime ranqueando praticamente todos os volumes. São eles Seitokai, Hotaru no Yomeiri e Kyouran Reijou Nia Liston. O Nicolin tinha me falado uns tempos atrás que o público moderno, no geral, costuma “boostar” de forma significativa apenas três novas séries por temporada de anime e pelo visto as escolhas já foram feitas pelo público.
Embora se tratem de obras muito diferentes, com Hotaru no Yomeiri sendo um romance mais voltado ao público feminino e Nia Liston uma história de reeencarnação com muita comédia, os três tem alguns aspectos similares. Primeiro, são obras que já tinham popularidade nas suas formas originais e uma boa recepção. Segundo é que ganharam adaptações com produção de alta qualidade, assim atraindo novos fãs.
Já falamos aqui no site, mas Animação Boa não significa Sucesso, assim como “Animação Ruim” não implica Fracasso. Mas uma grande produção é sempre um adendo que irá ajudar e num mercado cada vez mais difícil de se destacar, acaba sendo um investimento inteligente para editoras e comitês com confiança num mangá ou novel.
E, claro, existem também casos como Seitokai sendo extremamente popular com criadores japoneses. Obrigado, Komaro.
Continuando a TOC, temos Yowayowa Sensei em décimo sétimo lugar. Nada fora do anormal. O único ponto triste é que o anime de Yowasen realmente será consideravelmente menos bem produzido em relação ao dos outros mangá fanservice da revista já que Yumene está prometendo… Saberão mais abaixo.

Aqui temos a página colorida de três anos de Mayonaka Heart Tune. Apesar de já ter alguns aninhos, o mangá continua fresquinho sempre com novidades para falar sobre.
Na edição temos algumas informações da segunda temporada do anime, como seu lançamento em 2027 e as vozes das irmãs do Yamabuki. Riina será Koshimizu Ami, que é uma experiente seiyuu de excelente qualidade, e Mito será Hondo Kaede, uma das principais seiyuu da indústria moderna de anime. Como sempre, o anime de MayoTune se importa muito com as escolhas de voz e como se encaixam na narrativa, já que é justamente o tema da história.
As celebrações também tiveram novos produtos e um evento com as vozes das nossas heroínas principais. Apesar do anime não ser uma super produção em termos de animação, continua fazendo o certo em como manter uma franquia ativa com fas. Já o mangá continua na sua progressão habitual, sempre dando dicas para o futuro dos personagens e deixando os fãs especularem. Devemos ter mais alguns aniversários com esse grupo.
Posições protocolares da rotação para Dream Jumbo Girl e Kaijin Fugeki, respectivamente décimo nono e vigésimo lugar para a dupla. As obras são bem promovidas, mas não devem ter anime anunciado tão cedo, então menos prioridade é o esperado.
Na antepenúltima posição, Kanan-sama introduziu uma personagem nova recentemente e agora fez algumas mudanças para o status quo do mangá. Com a celebração de 200 capítulos na próxima edição, é possível que o mangá esteja preparando terreno para durar mais alguns anos e renovando a casa para não ficar repetitivo. Jogada inteligente.
Antepenúltimo, Yumene Connect nem esperou a próxima edição da revista para anunciar seu anime. Já postaram trailer direto no Youtube e as informações da produção. O vídeo teve a proeza de já ser restringido ao público adulto em poucas horas, seguindo exemplo do mangá que parece viver nos confins da TOC pela suas peripécias ecchi.
Vocês podem achar o trailer por aí que só não linkarei aqui porque não quero o Google punindo o SEO do site. De qualquer forma, é óbvio para quem vê: a produção parece excelente. Os designs foram traduzidos com perfeição ao anime e tanto a arte como animação já mostaram sua competência no pouco do teaser.
O estúdio encarregado é o Massket, que é relativamente novo, mas promissor. O melhor trabalho deles que assisti foi Saijaku Tamer, um isekai que possuia uma excelente direção de arte e uma direção que sabia extrair o melhor da obra focando na atmosfera mais emocional daquela história. Como a próxima matéria terá Yumene como a primeira página colorida, deixarei para falar do staff do anime lá, mas as escolhas entusiasmaram.
Prometendo superar o ecchi do mangá, o anime de Yumene Connect já está dando até um certo boost ao mangá que viu seu primeiro volume subir algumas milhares de posições na Amazon japonesa. Pois é!
Fechando a edição, Suruga Meteor. O mangá de baseball parece que perdeu certa prioridade entre os editores quando decidiram apoiar Zero to Hyaku, a outra spokon na publicação. De qualquer forma, não acho que seja um problema no momento, Gunyuu e Zureboku devem logo tomar o fundão para eles.
E o preview da próxima edição tem Gachiakuta… mas pelo visto era um erro? Até a próxima.
