O novo Gachiakuta? Brincando um pouco, mas Sensen Senki tem começo explosivo na Shoseki e dá pinta de ser o novo hit battle shonen da Magazine, entenda o porquê! Killer+Sitter também lança seu primeiro volume, mas ainda sem muita definição do futuro. Junto de Uminesou e Lilim Holic, como esses mangás podem moldar o futuro da segunda maior revista shonen do Japão? Começando nossa análise pela TOC:
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen (Primeiras Páginas Colorida) Ch. 115
- Fairy Tail Re: Fantasia Ch. 07
- Blue Lock Ch. 361
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 279
- Onryou Biyori Ch. 03
- KILLER+SITTER (Color Page) Ch. 12
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 237
- Banjou no Orion Ch. 111
- Kakkou no linazuke Ch. 311
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 57
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 196
- Sensen Senki (Página Colorida) Ch. 13
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 60
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 253
- Suruga Meteor Ch. 75
- Zureta Kaishoku no Bokura Ch. 10
- Ano shima no Uminesou (Página Colorida) Ch. 32
- Kaijin Fugeki Ch. 90
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 440
- Zero to Hyaku Ch. 39
- Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro Ch. 24
- Yowayowa Sensei Ch. 182
- Gunyuu wo Tsuzuru Ch. 08
- Yumene Connect Ch. 93
Ausências: Lilim Holic Ch. 16, Mayonaka Heart Tune Ch. 131, Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 185, Gachiakuta Ch. 174, Sentai Daishikkaku Ch. 222, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

A capa fica para uma modelo, mas as primeiras páginas coloridas vão para Ao no Miburo que está celebrando a enquete de popularidade de Melhores Momentos da história, além de promover o novo volume do mangá recém lançado para seus resultados habituais em ranking, que lhe garantem venda estáveis ali perto da casa das 9 mil cópias mensais.
Apesar da segunda parte da série, o Shinsengumi-hen, estar com 115 capítulos, seu total é de mais de 230 capítulos. Então já rolou muita coisa nesses anos de publicação de Miburo.
Falando da enquete, a maioria dos momentos mais votados são os emocionais, de muito choro e momentos chave das relações e desenvolvimentos pessoais dos personagens. Como podem ver, as batalhas ficaram abaixo, mostrando assim a diferença do público de Miburo para o de outras obras de samurai. A preferência pelo drama exemplifica bem o porquê da obra ter sido mais popular na TV, aonde um público mais casual que gosta de séries live action é mais presente.
É sempre importante para uma revista semanal ter variedade e Ao no Miburo é exemplo disso. Apesar de vendas não tão altas, apela para um público que não está tão interessado em romcoms ou battle shonen mais tipicamente e que poderia não ligar para nada da line-up sem ele.
As posições do segundo ao quarto lugar são mais óbvias, com a revista empilhando pilares: Fairy Tail Re:Fantasia que sempre aparece bem colocado por se tratar de um pilar histórico da Magazine e que é uma franquia ativa ainda para a Kodansha, Blue Lock que é o principal hit moderno e está com filme em exibição e Shangri-la Frontier, o segundo pilar, que receberá página colorida na próxima edição para falar de seu game em produção.
Às vezes eles pensam em distribuir mais os grandes sucessos pelas páginas, mas recentemente temos visto os hits mais na frente, talvez pela presença de Fairy Tail que pode atrair antigos fãs e eles querem interessar eles nos pilares atuais.
Em quinto lugar, Onryou Biyori com mais um capítulo que já havia sido publicado. A publicação mini anterior tinha ido até o capítulo 4, então nem semana que vem teremos conteúdo novo para os leitores. De certa forma isso reduz o impacto da estréia já que uma parte do público já leu e pode até não comentar desses capítulos, que naturalmente geraram menos engajamento do que quando foram publicados pela primeira vez.

Continuando com os novatos, temos Killer+Sitter na sexta colocação em um capítulo que envolve bem tanto o lado de ação quanto o emocional de cuidar de uma família, o mix dos dois fatores é o aspecto mais elogiado do mangá até o momento.
O volume 1 da comédia foi lançado e teve posições bem medianas nos rankings diários da Shoseki, abaixo de todas as séries estabelecidas, mas acima de séries como Suruga Meteor e Zero to Hyaku num comparativo (embora seja importante sempre lembrar que um mês pode diferir muito do outro). Por enquanto, penso que o mangá está na rota para vender de 3 a 5 mil unidades no mês.
Isso seria o suficiente para sobreviver? Se for mais perto dos 5, sim. Mais perto dos 3, complica. Apesar das spokon venderem menos, os editores parecem ter uma barra mais baixa com os mangás de esportes que os de ação, com Ura Tokyo sendo rapidamente cancelado antes mesmo dos trinta capítulos mesmo tendo vendido mais que a dupla Suruga/Zero no primeiro volume.
Parte disso também envolve a recepção com os leitores da revista, mas pela Magapoke a impressão que tenho é que Killer+Sitter tem uma popularidade morna; ninguém é contra, mas não chama muita atenção também. Então seu destino ficará mais claro com as vendas ao longo do mês.
Mais um trio nas posições de sete a nove, sendo obras que ocupam a parte mais mediana de importância no momento: Kuroiwa Medaka que apesar de quedas nas vendas, continua sempre figurando muito alto na Magapoke; Banjou no Orion sempre vendendo bem na mesma média acima das 10 mil cópias mensais e continua na espera de um anime e Kakkou no Iinazuke, que já vendeu acima das 100 mil cópias ao mês, mas hoje está na faixa acima dos 20 mil e pode acabar no fim desse ano.
Na décima colocação, temos Dream Jumbo Girl que foi nomeado para o Tsugi Manga, mas não chegou ao top 20. Não é um problema porque a nomeação em si tem seu valor, mas significa que não terá um boost em vendas. Os editores ao menos subiram o mangá bem na TOC, tirando-o do fundão essa semana para a conclusão de um arco.
Em décimo primeiro lugar, Kanan-sama que chegou numa fase similar a de Mayonaka Heart Tune de ser uma IP bem ativa entre temporadas, com vários produtos e novidades regularmente.

O assunto mesmo da semana é Sensen Senki, décimo segundo da TOC, que além de ganhar uma página colorida na revista, lançou seu primeiro volume e pegou PRIMEIRO lugar no ranking diário da Shoseki. Isso por si só já seria um resultado excelente para a Magazine, nem sucessos como Yaergnacht ou Kaijin Fugeki conseguem uma posição alta assim, porém há mais…
Antes mesmo do volume lançar, a Magazine já havia anunciado reimpressões já que o mangá teve os melhores números de pré-vendas para um debut nos últimos cinco anos. Isso ficou óbvio nos dias seguintes da Shoseki quando o mangá foi caindo pela falta de estoque nas lojas.
Precisamos falar do elefante na sala porém: scalpers. Logo que o volume foi lançado, rapidamente foram surgindo vários volumes em revenda por preços acima do marcado em sites como o Mercari. É um caso muito similar ao de Under Doctor na Jump que teve vendas incríveis logo nos seus primeiros dias pela atuação dos scalpers, mas que perdeu mais de 50% desses números no volume 2 quando seus compradores foram reduzidos a aqueles realmente interessados no mangá.
Vamos comparar para ver se esse será o mesmo caso de Sensen Senki? Primeiramente, três fatores centrais levaram os scalpers a focarem em Under Doctor: a tentativa de iniciar o mercado de scalping para o mangá, igual é feito com os TCGs e colecionáveis; a criação de uma conta no Twitter para Under Doctor, algo que implicava aos scalpers, que não acompanham a indústria, que o mangá poderia ser o novo hit battle shonen; e por fim, a recomendação de Kohei Horikoshi, autor de Boku no Hero Academia, com uma pequena ilustração que poderia ser revendida online.
Como o scalping não deu certo e o volume seguinte não tinha mais um item de Horikoshi, as vendas de Under Doctor caíram.
Sensen Senki deve ter atraído os scalpers pelo anúncio das reimpressões, por ser tratar de um battle shonen e pela recomendação (com arte) de Kei Urana, autora de Gachiakuta.
Entretanto é importante dizer que eu já havia comentado por semanas aqui no site que Sensen Senki estava com uma recepção muito boa e crescente por parte dos leitores, com muitos elogios ao roteiro, personagens e batalhas. E Gachiakuta embora seja popular, não é nem perto de tão mainstream quanto Hero Academia é no Japão. Então acredito que apesar dos scalpers, a popularidade natural de Sensen Senki já existia para AO MENOS ser suficiente para sua sobrevivência na Magazine.
Talvez precisemos mesmo do volume 2 para quantificar o quão popular Sensen Senki é, mas o resultado inicial é bem positivo e a atenção ao mangá aumento ainda mais. A conta do K-Manga até postou sobre ele, implicando que uma simulpub pode estar vindo para a obra — algo que eu acredito que já deveria ter existido desde o começo, é o tipo de título que agradaria muito os fãs de battle shonen mundo afora. Que toda sorte venha para o mangá que merece os louros até aqui.
Continuando a TOC, temos Kurotsuki no Yaergnacht em décimo terceiro lugar. O ritmo do mangá é acelerado e já teremos mais uma nova vilã. Isso às vezes me faz pensar o quão longa a história pode ser, mas espero que dure seus anos aí. A Magazine precisa.
O décimo quarto lugar é Mokushiroku no Yonkishi com volume novo e vendas na mesma faixa de sempre. Significa que as mudanças “polêmicas” de roteiro não impactaram o mangá e sua queda gradual é a de sempre que acontece com todo mangá longo.
Uma forte décima quinta colocação para Suruga Meteor para continuar marcando o apoio editorial que o mangá recebe.
Zureboku, o décimo sexto da edição, continua em uma situação não confortável pelo baixo engajamento na Magapoke e nas redes. Por ser uma romcom, o desempenho esperado é maior e até agora não tenho visto muitos sinais positivos.
O capítulo da semana foi ainda mais bem recebido que os anteriores, com foco na dupla principal, mas precisaria de uma grande crescente quando seu volume 1 sair para transformar os elogios em vendas.

Celebrando 100 mil cópias em circulação com 2 volumes, Uminesou é o décimo sétimo da edição e ganha uma página colorida, com também um anúncio de brindes de Megami Café, obra anterior do autor Seo Kouji.
A conexão entre os dois títulos foi essencial para Uminesou ser um sucesso de imediato, vendendo mais de 20 mil cópias num mês para seu primeiro volume. O volume 2 até deu uma queda, mas com a aparição direta dos personagens do mangá anterior na nova narrativa, acredito que os fãs antigos voltem e continuem apoiando Uminesou.
Assim dá para se formar uma base bem interessante de novos títulos para a Magazine no ano que incluem: Uminesou, Lilim Holic e Sensen Senki. Um veterano de sucesso e seguro, uma autora de sucesso que veio de outra revista (Lilim) e uma dupla de autores que ainda não tiveram um grande hit. Apesar dos problemas com as vendas do mercado, achar mais hits é essencial para construir uma identidade para os próximos anos e ao menos os editores estão conseguindo isso melhor esse ano.
Continuando com as posições dezoito e dezenove temos mais uma duplinha segura e abaixo apenas por uma questão de rotação e capítulos de transição com Kaijin Fugeki e Kanojo, Okarishimasu.
Na vigésima colocação, Zero to Hyaku continua tocando a bola. A TOC não é boa e as vendas ficam naquela zona de risco, mas pelo visto o mangá continua sem um fim anunciado. É difícil dizer no momento qual é o futuro de Zero to Hyaku, mas com o final de Ura Tokyo dá para ver que pode ter recebido mais chances dos editores para tentar se provar e crescer.
Falando nele, Ura Tokyo está aqui na vigésima primeira posição em seu penúltimo capítulo. Acaba no próximo.
Em antepenúltimo e último lugar temos dois ecchi que preenchem essa parte mais debaixo da revista com frequência, mas que recebem várias páginas coloridas para mostrar que não estão em risco, ao menos no momento. Yowayowa Sensei e Yumene Connect, esse segundo inclusive está no meio de um arco mais longo com temático de terror (com ecchi, obviamente).
Mas a penúltima posição é mais preocupate para Gunyuu wo Tsuzuru por ser um mangá novo que não está tendo um volume relevante de recepção. É o lançamento do ano com o menor número de comentários na Magapoke e nas redes, talvez por ter saído pouco depois de Sensen Senki com um setting parecido de aventura numa China medieval de fantasia.
Sua posição no fim da TOC já está parecendo ser resultado da recepção dos leitores e o mangá é candidato para substituir Ura Tokyo como candidato principal ao cancelamento.
Ficamos por aqui e na próxima edição teremos o review de Ura Tokyo. Até lá!
