A situação de Shangri-la Frontier para 2026… O retorno de Gachiakuta! Mayonaka Heart Tune encerra seu anime e já anuncia a segunda temporada! Kanan-sama faz crossovers com outros anime da revista. Tudo isso e mais na nossa análise da Weekly Shonen Magazine, a segunda maior revista shonen do Japão. Começando pela TOC:
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 260
- Ano shima no Uminesou Ch. 11
- Banjou no Orion Ch. 93
- Seitokai ni mo ana awa aru! Ch. 167
- Suruga Meteor (Página Colorida) Ch. 53
- Ura Tokyo Osoroshi Dokoro Ch .02
- Kaijin Fugeki Ch. 71
- Kakkou no linazuke Ch. 290
- Blue Lock Ch. 341
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 41
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 92
- Mayonaka Heart Tune Ch. 110
- Mokushiroku no Yonkishi Ch. 231
- Yowayowa Sensei (Página Colorida) Ch. 160
- Zero to Hyaku Ch. 18
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 418
- Sentai Daishikkaku Ch. 210
- Yumene Connect Ch. 72
- Kyuketsuki to Erufu wa kyo mo futsu ga Wakaranai (Oneshot)
- Fumi no Seito Kaicho to Boku (Oneshot)
- NO SILENT NIGHT (Oneshot)
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 37
- Gachiakuta Ch. 163
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 176
- Tatta Yonmoji (Oneshot)
Ausências: Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 216, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (Hiato)

Uma modelo estampa a capa, mas não é só ele que temos ensaios, com o primeiro mangá da edição, Shangri-la Frontier, recebendo apenas uma página colorida e dedicando as demais páginas em cor para fotos de modelos fazendo cosplay de Pencilgon, Oikatzo e Anri.
A revista traz a informação de que a terceira temporada do anime começará em Abril de 2027, um key visual e depois mostra os cosplays, realizados por modelos que participaram do Miss Magazine 2025, o concurso de gravure da revista.
Para quem não acompanha ou esqueceu, gravure é basicamente ensaios fotográficos. Revistas como a Shonen Magazine publicam vários, sendo a maioria de seus capas, para atrair um público mais casual que não apenas lê os mangás. Como já comentei antes até, já vi gente em lojas no Japão comprando revistas apenas pelas modelos — então é algo importante para a existência delas, ainda mais por ser um conteúdo que não vai para o aplicativo de mangá da Kodansha.
Continuando, as fotos em si são mais uma promoção para o booth de ShanFro no AnimeJapan, o evento de anime que ocorreu nesse final de semana que passou. Elas estiveram lá com as roupas dos personagens e tudo mais. É aquele investimento para o marketing.
Sim, o anime pode estar bem longe ainda, mas a franquia não pode ficar um ano inteiro sem se promover além do mangá, então a função da Kodansha e do comitê de produção será manter vivo o hype da série nesse período.
As outras duas temporadas vieram rápido e tiveram duas cours sem muita demora, mas a questão é que muito provavelmente o contrato já havia sido assinado para isso, com o estúdio tendo tempo para se preparar. A terceira temporada chega em reação ao sucesso da adaptação e, portanto, é normal demorar mais tempo para alcançar os níveis de qualidade esperados pelos fãs.
As vendas do mangá continuam fortes, então o papel de segundo pilar deve se manter firme em 2026 para Shangri-la Frontier.

O vice é Uminesou que recebe um grande destaque já que estamos próximos do lançamento de seu primeiro volume, que teve até a capa revelada — reusando uma das páginas coloridas da revista.
Com grandes chances de ser o maior sucesso da revista em 2026, é normal que Uminesou seja um dos mais promovidos do ano. Não que ache que vá explodir, mas comparando com os novatos chegando, a possibilidade de Uminesou vender acima dos 10K em uma semana já o colocam muito acima dos demais. A situação da indústria física é feia em números e o mesmo se reflete na Magazine.
Fechando o pódio, Banjou no Orion está hypando a narrativa, algo que os editores destacam. Além disso, Orion é uma das séries sem anime com mais promoção num todo. É questão de tempo até um grande anúncio.
O quarto lugar é de Seitokai ni mo ana wa aru que teve marketing também no AnimeJapan, mas sem nada de realmente novo apresentado. É uma grande promessa da revista, mas seu anime não está sendo acelerado, com um foco maior na produção pela expectativa alta para a animação devido aos nomes associados ao projeto. Os capítulos, claro, seguem normalmente.

Posição altíssima (a quinta) e página colorida para Suruga Meteor, que além disso ainda anuncia a recomendação oficial de seu próximo volume: Shigeno Shuuichi, autor do icônico Initial D!
O mangá vende apenas na casa dos 2~3 mil, mas os editores já ressaltaram que a votação da série é alta com os leitores semanais da revista, além de ter números decentes de seguidores e visualizações na Magapoke. Dito isso, ainda é inesperado o tanto de apoio que Suruga Meteor recebe.
Anteriormente, o mangá já havia sido recomendado por George Morikawa, de Hajime no Ippo, e Hiro Mashima, de Fairy Tail, Rave, Edens Zero. Nomes lendários da Weekly Shonen Magazine, agora com o adendo de Shigeno, que embora tenha publicado suas maiores obras na Young Magazine (seinen), é um dos nomes mais importantes e famosos da editora Kodansha.
Além das métricas já citadas, é difícil de não ver a aposta em Suruga Meteor como um desejo dos editores de ter um mangá de baseball na escalação da revista. É um gênero clássico e o esporte é o mais popular do país, então a obra tem um pé na frente de outros rivais com números similares, que é o caso de Zero to Hyaku, de basquete.
O segundo capítulo de Ura Tokyo fica com a sexta colocação. Nele somos apresentados ao mentor dos nossos protagonistas, uma figura moderna de professor excêntrico e que treinou o protagonista no passado.
É um capítulo mais para acostumar o leitor com os poderes e informar que, apesar de ter os cadeados com as super maldições, isso é um segredo e os heróis precisarão lutar sem abusar desses poderes para vencer. É uma forma de manter a escala das coisas na história.
O capítulo acaba comos personagens entrando na escola de uma vez, aonde devemos explorar um elenco secundário maior.
Em questão de recepção, foi positiva como o primeiro capítulo, mas ainda com um volume não tão alto de comentários. Continua naquela escala acima dos flops óbvios, mas o mangá precisa começar a furar mais a bolha nos próximos capítulos e/ou o lançamento do volume 1. A barra não está alta, então a torcida fica para Ura Tokyo dar certo e trazer mais um battle shonen tradicional para a lineup.
Sétimo lugar de Kaijin Fugeki durante o arco que está sendo considerado o melhor da obra até aqui, com o flashback acabando e trazendo uma clareza muito maior do mundo e personagens da série. Pode assim ter garantindo um interesse maior dos seus leitores. Fora isso, nada de anime nos tais anúncios que tinham promovido.
Kakkou no Iinazuke é o oitavo da vez em mais um capítulo dramático de seu arco final. Sem sinal das outras heroínas até agora, então ainda deve ter chão para rolar.
Nono da TOC, o ano fica para Blue Lock continuar seu reinado sozinho, com filme live action e nova temporada do anime vindo, além do hype da Copa do Mundo. A falta de anime para Shangri-la Frontier deixa ainda mais importante a manutenção da maior obra da Magazine, que fura a bolha de seus leitores de forma que nenhum outro mangá consegue.
O maior perigo são os sinais de que o artista está com algumas dificuldades recentemente, mas parece ser mais o caso do nível alto de detalhe das partidas, quase que sem espera entre uma e outra. Os editores precisarão balancear esse ritmo de trabalho para não perder o mangá em semanas importantes desse ano.
Yaergnacht, décimo do grid, volta com uma das vilãs apresentadas lá no começo da história. A reapresentação dela conta com uma das cenas de violência mais gráficas da revista desde que comecei a cobrir aqui no site. É inesperado considerando o quão leve a maioria dos capítulos é, com bastante comédia, mas essa quebra de expectativa e mistura de gêneros é um dos pontos fortes do gênero battle harem e algo que impede o mangá de cair em repetição.
Em mais um capítulo estilo livro de história, Ao no Miburo é o décimo primeiro da edição. Talvez sejam também os últimos momentos de mais leveza antes dos eventos históricos mais trágicos do Shinsengumi iniciarem em sequência.
Sem trégua para o décimo segundo colocado, Mayonaka Heart Tune. Seu anime acabou e imediatamente anunciou a segunda temporada, algo que já era esperado, mas que foi interessante de confirmar oficialmente direto. Sem data ainda, mas com um key visual.
Embora existam reclamações sobre a animação, é inegável que o projeto recebeu um grande investimento de marketing. O anime teve seu stage próprio no Anime Japan com todos os seiyuu e já anunciou um evento próprio para MayoTune em Julho, aonde provavelmente vamos receber atualizações e informações inéditas da segunda temporada.
Além disso a série teve um número grande de canções originais, implicando que venda de música é também um dos focos do projeto.
Falando em resultados… Elogios em sites estrangeiros podem indicar números decentes de streaming, algo importante para o mercado moderno. Além disso, o volume mais recente do mangá superou o mais recente de Kuroiwa Medaka em vendas nos rankings diários, mostrando um certo crescimento, assumindo que Medaka ainda faz de 14 a 15 mil em duas semanas. Não é um boost imenso, mas é decente e dá maior prioridade interna para o mangá entre as romcoms. Seria interessante ter um update na circulação para ter noção do quanto perdemos sem os números digitais.
Mokushiroku no Yonkishi, décimo terceiro lugar, parece ter acabado o arco? Achei que seria maior e até pensei que seria o final, mas lendo os comentários de leitores, existiam já expectativas de outros arcos após esse atual. No momento é esperar para ver o rumo que Nakaba levará a história. Além das vendas fortes e apelo global, o autor não parece ter problemas com o ritmo semanal, assim Mokushiroku no Yonkishi ficará até quando ele quiser.

Página colorida curiosa e décima quarta posição para Yowayowa Sensei, outro que chegará na temporada de anime de Abril.
Tenho impressão que quase sempre que o ecchi recebe cores, é um capítulo que Hiyori, a heroína titular, nem aparece. De qualquer forma, o papo mais aprofundado chega no próximo artigo já que Yowasen terá a honra de estampar a capa da Weekly Shonen Magazine.
O décimo quinto lugar é de Zero to Hyaku que já começa a figurar mais vezes nessa segunda metade da revista. A falta de prioridade em comparação com Suruga Meteor deixa a situação mais complicada para a spokon, que não vendeu bem também e possui um volume baixo de interações e comentários nas redes e aplicativos.
O mangá continua arrebentando na arte e a partida entre o primeiro e o segundo ano do clube será mais uma chance do autor demonstrar suas capacidades. Só me pergunto se isso é o suficiente, considerando a dificuldade do mangá de se sobressair com os leitores.
Rara posição mais abaixo de Kanojo, Okarishimasu, décimo sexto, mas é a rotação habitual da revista. Mais rara ainda é a aparição da Sumi, uma personagem que é promovida como uma das principais do mangá, mas aparece basicamente nunca.
O negócio da Sumi é que é bem possível da existência dela partir de expectativas do gênero, que precisa de várias heroínas de diferentes estilos e designs. Ela sempre está presente nas merch da franquia mesmo com papel mínimo na história.
O arco final de Sentai Daishikkaku, o nosso décimo sétimo, vai tomando uma forma. E é uma forma estranha de forma que o leitor não tem nem noção dos caminhos do roteiro. De certa forma, Negi Haruba está conseguindo repetir o imprevisível final de Gotoubun no Hanayome num gênero completamente diferente.
Regular no fundão, Yumene Connect é décimo oitavo. Parecer ser algo quase fixo já o mangá estar nessas áreas mais profundas da revista, provavelmente por ser o menos popular dos ecchi. Esse capítulo até achei que poderia ter uma recepção negativa por ter clones do protagonista interagindo com as heroínas, mas pelo visto ninguém ligou.
Depois de TRÊS oneshots, Dream Jumbo Girl aparece na vigésima segunda posição num capítulo que não poderia deixar mais claro que foi feito para a conclusão de um anime de doze episódios. É basicamente uma mini conclusão de tudo que rolou até aqui e conta com todas as personagens para um verdadeiro clímax.
O mangá continua, mas o autor Hiroyuki deixa bem claro que ele já cria suas séries pensando em futuras adaptações. Não é por acaso que todos os seus mangás recebem animações.
Antepenúltimo, Gachiakuta volta à revista depois de várias semanas fora em um mini hiato. Breaks são comuns na Magazine, mas vinham se tornando mais regulares em Gachiakuta que, como nesse capítulo, também entrega um menor número de páginas.
As razões são óbvias quando se vê a qualidade artística. Gachiakuta tem um estilo próprio, mas mesmo assim mantêm uma arte detalhada e rica em tudo, até em backgrounds e efeitos. É uma demonstração do perfeccionismo de Kei Urana.
O ideal seria que após o fim desse arco, o mangá consiga retomar um ritmo mais regular de publicação. É questão de esperar para ver.
E fora do mangá, mostraram um pouco do game da série. Pessoalmente, pareceu bem melhor que o padrão dos jogos 3D de anime, embora tenha percebido alguns fãs ocidentais decepcionados com o jogo. Meu padrão deve ser baixo já que não vi dessa forma, mais satisfeito de não ser outro arena fighter.
Acima apenas de um oneshot, Kanan-sama é curiosamente o penúltimo da vez. O anime já está para começar e o marketing da série não para um segundo, então ver o mangá fechando a revista mostra o quanto posições “atípicas” não importam muito na TOC da Magazine. O risco fica mais claro quando algum novato passa o tempo todo no fundão. Ou seja, nada de grave para Kanan.
De forma engraçada, o anime de Kanan está fazendo umas artes colaboração com outras romcom da Weekly Shonen Magazine. Já tivemos Nene, de Mayonaka Heart Tune, e Mona, de Kuroiwa Medaka. Acho que promoções crossover do tipo deveriam ser até mais comuns, já que dão mais identidade à revista e encorajam mais leitores a darem uma chance para as demais obras em andamento.
(e, sim, estou feliz que escolheram a Nene) Fora isso, é acompanhar o anime de Kanna e ver se ele traz algum boost. Estarei vendo.
Mas ficamos por aqui dessa vez. Não foram tantas novidades nessa semana, mas logo poderei ver Yowasen e Kanan animadas e comentar aqui, então nada para reclamar. Até a próxima.
