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Análise – TOC Weekly Shonen Magazine #16 (Ano 2026).

Lucca 24/03/2026

Conheça o novo mangá de batalha Ura Tokyo Osoroshi Dokoro! O que é e como foi a recepção do capítulo 1. Notícias vindo para séries como Shangri-la Frontier e Yowayowa Sensei. E o review de Idolatry, que está sendo transferido para a Magazine Pocket! Tudo isso e mais na nossa análise da segunda maior revista do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:

  1. Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro (Nova Série de KOJIRO, Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 01
  2. Kanojo, Okarishimasu Ch. 417
  3. Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 166
  4. Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai (Página Colorida) Ch. 215
  5. Blue Lock Ch. 340
  6. Kakkou no linazuke Ch. 289
  7. Mokushiroku no Yonkishi Ch. 230
  8. Dream ✰ Jumbo ✰ Girl (Color Page) Ch. 36
  9. Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 91
  10. Ano shima no Uminesou Ch. 10
  11. Zero to Hyaku Ch. 17
  12. Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 259
  13. Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 40
  14. Kaijin Fugeki Ch. 70
  15. Mayonaka Heart Tune (Página Colorida) Ch. 109
  16. Sentai Daishikkaku Ch. 209
  17. Banjou no Orion Ch. 92
  18. Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 175
  19. Idolatry Ch. 32 (Página Colorida, Transferido para Magazine Pocket)
  20. Suruga Meteor Ch. 52
  21. Yowayowa Sensei Ch. 159
  22. Yumene Connect Ch. 71

Ausências: Gachiakuta Ch. 164, Hajime no Ippo Ch. 1516, Ahiru no Sora Ch. 616 (hiato)

Yoko Shogenji

Apesar de termos um estreante, a capa vai para uma idol, afinal é a primeira série de um autor novato: Ura Tokyo no Osoroshi Dokoro. Algo como “Tokyo Escondida: Lugar Assustador”.

A história começa apresentando dois personagens: um garoto adentrando uma floresta cheia de espíritos, cuja lenda diz amaldiçoar quem adentrar seu território, e uma garota em uniforme escolar (Haruho Nanbu) abrindo uma passagem secreta no banheiro de um metrô, abrindo as portas para a Ura Tokyo.

O mangá explica a existência então de espíritos e exorcistas e essa cidade, debaixo da capital japonesa, é a sociedade secreta desses que lutam para proteger o mundo desses inimigos sobrenaturais. Existe uma caracterização grande do local, com lojas temáticas, “monstros” passando por aí, variações mágicas de elementos comuns de grandes cidades, etc.

Não demora muito para que Haruho dê de cara com o outro protagonista (aquele que invadiu a floresta), Kuroniwa Soma, que está sendo enganado por vendedores da cidade. Ele é apresentado como alguém meio atrapalhado, mas disposto a fazer o que é certo, entretanto sem demonstrar nenhum sinal de aptidão mágica.

Os dois acabam indo parar no mesmo trem, que está levando alunos para o exame de admissão da escola de Ura Tokyo. Ali temos apresentada a backstory de Haruho, que queria ser uma grande exorcista no futuro para ajudar os outros, mas que perdeu toda a fé em si ao descobrir o quão mais “poderosos” e competentes outros exorcistas são. Ela está visitando a cidade apenas para mentir para sua mãe, dizendo que tentou e não deu certo.

Some tenta convencê-la que a não desistir, com o mangá o mostrando como tímido e  de bom coração novamente, mesmo sem internalizar sua narração ou nos mostrar seus pensamentos.

Porém, o trem é atacado quando um poderoso espírito de tanuki invade, machucando pessoas lá. Haruho pensa em fugir, mas Soma avança contra o monstro. Ao ver alguém sem muitos poderes lutando, a heroína se inspira a proteger os demais. Bem típico de um battle shounen, em bom sentido.

A situação parece complicada até Soma jogar seu casaco fora e revelar um corpo cheio de cadeados, cada um relacionado a um espírito diferente e que o garoto pode ativar para lutar.

Com belas páginas, a batalha é facilmente dominada pelas maldições de Soma. E com a derrota do inimigo é feito o aviso de que todos ali haviam passado no exame para o ingresso na escola de exorcistas de Ura Tokyo, com os dois protagonistas elogiando as qualidades um do outro.

O capítulo termina com uma reunião de diretos e professores do colégio comentando sobre as qualidades necessárias para um exorcista, enquanto a dupla embarca junto do leitor nesse novo mundo.

Avaliando, é um capítulo competente no que faz e no que quer ser. Um battle mangá num mundo de fantasia, sem usar o setting urbano “real” tão comum nos últimos anos, com personagens fáceis de gostar, com ótimos designs e arte. Não é nada absurdamente inédito, mas executa os conceitos necessários para uma boa entrada no gênero.

O que mais me chamou a atenção foram os cenários e ambientação mesmo, já que não é fácil criar um mundo de ficção, com suas peculiaridades e designs próprios. Não dá para usar o distrito de Shibuya como ele é, por exemplo, o autor precisa criar seus próprios bairros e localidades.

KOJIRO, o autor, tentou emplacar battle mangá antes na Jump, mas foi para a Kodansha e recebeu a chance de trazer o gênero no seu estilo mais tradicional de volta com uma nova obra na Shonen Magazine.

A maioria dos comentários do capítulo 1 elogiaram justamente ser nesse estilo clássico e como querem que dê certo, já que a Magazine é uma revista shonen e os seus leitores também desejam ler alguns battle, não só romcoms — sim, existe esse receio entre os leitores japoneses também. Ura Tokyo demonstrou a capacidade de agradar esses leitores, aqueles que querem battle de fantasia, etc. Além disso, muita gente elogiou bastante os designs, principalmente da Haruho.

O volume dos comentários não foi dos mais altos, mas também ficou longe dos flops óbvios. Significa que o mangá ainda não furou sua bolha, mas terá chances de crescer com mais leitores com o tempo. O cenário, com várias séries acabando e duas spokon que vendem pouco, ajuda a dar uma chance maior de sobrevivência para o novato.

No Twitter, o número de seguidores está crescendo num ritmo acima do comum dos “newbies” da Magazine, o que até pode ser um sinal positivo se você ignorar que Idolatry também teve isso como boa métrica. Mas melhor ter do que não.

De qualquer forma, o cenário deverá ficar mais claro com mais capítulos, mas Ura Tokyo estar já disponível (e gratuito) no K-Manga, em inglês, mostra que os editores já viram algo na obra e deram um voto de confiança.

Para contrastar com uma série nova, o vice da vez é Kanojo, Okarishimasu, o mangá mais velho da edição. É de bom senso deixarem uma das principais obras logo em seguida, ainda mais quando o capítulo é algo tão raro: um momento de certa felicidade para os fãs da heroína-vilã Mami.

Fechando o pódio, outro grande hit com SeitoAna, em um capítulo feito sob medida para os volumes da Magazine, que tiram a censura da revista. O mangá varia entre a comédia “limpa” com esses capítulos mais ecchi com a maior naturalidade possível.

Em quarto lugar, Kuroiwa Medaka também recebe uma página colorida para promover seu novo volume, além de refrescar a mente do leitor de que uma segunda temporada de anime está em produção. Também é introduzida uma campanha promocional para ganhar uma assinatura da Amamiya Sora, que é voz da Asahi em Kuroiwa Medaka, mas também atua como várias personagens icônicas da revista, como Chizuru (Kanokari) e Elizabeth (Nanatsu no Taizai).

A recorrente lembrança do anime vindo é curiosa, mas faz certo sentido quando você considera que os editores querem impedir as habituais quedas de vendas de romcom duradouras. É muito difícil de rolar, mas eles querem manter o patamar de 20 mil cópias físicas e forte desempenho digital enquanto procuram novos sucessos para o futuro.

A quinta posição fica para Blue Lock em um capítulo curtinho de 10 páginas, que provavelmente o desenhista não conseguiu completar a tempo. Novamente um caso de problema com a entrega de capítulo do mangá, algo que não é incomum para uma obra de 340 capítulos. Veremos se os editores darão mais breaks para seu maior mangá ou se isso ainda é um receio deles.

Sexto no grid, Kakkou no Iinazuke trilha seu caminho pelo arco final de maneira clara. É uma conclusão com bem cara de conclusão, é até gratificante saber que a autora está terminando tudo nos seus termos sem apressar nada.

Mokushiroku no Yonkishi, o sétimo da TOC, novamente sabe como mexer com as expectativas e emoções de seus fãs. Meu único questionamento é se esse arco inteiro será focado nos personagens do predecessor e qual o papel dos protagonistas atuais para o resto da história.

Oitavo posto e página colorida consecutiva? Dream Jumbo Girl não tem nada para reclamar do excelente tratamento que recebe dos editores, que devem receber uma recepção bem positiva dos leitores da revista e digitais. O mangá pode não vender muito, mas a função de uma comédia muitas vezes é de agradar aqueles compradores semanais — caso que pode ser visto na Jump com obras como Roboco ou aqueles gag que ficam no final da edição.

Ao no Miburo, nono da vez, não está pisando no freio e a narrativa já está acelerando para a passagem do poder político do xogum para o imperador. É um capítulo cheio de falas, explicações e foco na política histórica.

Décimo lugar, Uminesou é ainda uma incógnita no sentido de sabermos o seu patamar de popularidade. Deve ser menos que Megami Café, mas acima dos novatos. Recepção sempre positiva pela comédia, mas o que queremos ver é o quanto fora da bolha dos fãs de Seo Kouji o mangá está atingindo — o volume 1 sai no dia 16 de Abril.

Zero to Hyaku desafia a gravidade da TOC e conquista um decente décimo primeiro lugar. As vendas baixas não implicaram em TOCs ruins, mas o status quo pós-Idolatry pode ser complicado para certas séries, sendo Zero to Hyaku um dos mais ameaçados.

A décima segunda colocação fica para Shangri-la Frontier, que anunciou a terceira temporada de seu anime para janeiro de 2027. Distante, hein? Tinha esperanças ainda de sair em Outubro desse ano já que eles andam promovendo transmissões das duas primeiras temporadas.

O desafio de ShanFro para 2026 está mais claro então: manter seu patamar. O sonho seria continuar acima das 100 mil cópias mensais físicas por volume, mas a falta de um anime no ano deixará essa tarefa mais difícil. Sem rodinhas, ShanFro vai ter que se segurar com “apenas” sua qualidade.

Camisa treze, Yaergnacht é um que ganhou o direito de contar sua história em seu ritmo, agora dedicando alguns capítulos para mais uma personagem que estava ficando um pouco para trás em termos de “ser levada a sério” na história.

O mangá ecchi também está naquele ponto de que ele possui popularidade necessária para produção de eventos e merch, mas não tem artes coloridas o suficiente para muita variedade. É um “problema” que percebo cada vez mais por causa dessas análises, séries sem anime não costumam permitir que outros artistas façam merch e outros, provavelmente para não causar confusão e tudo mais. Mesmo assim, Yaergnacht é novo demais para uma adaptação.

Essa matéria saiu tarde porque fiquei esperando possíveis notícias do décimo quarto colocado, Kaijin Fugeki. Não veio nenhuma, mas o capítulo da semana foi possivelmente o melhor da série inteira e vários leitores parecem estar contentes com o mangá recentemente, agora com uma direção mais clara da história após grandes revelações.

O décimo quinto da edição é Mayonaka Heart Tune que recebe a página colorida esperada na semana passada e que não veio pelo break repentino do autor Igarashi. Fico feliz que eles não “desistiram” de dar a cor.

O anime está perto do final, mas não devemos ficar muito tempo sem novidades. A série tem um stage no Anime Japan, o maior evento da mídia, no qual devemos receber novidades para segunda cour. Quando lança, possivelmente um teaser, etc.

A adaptação mesmo sem esbanjar valores imensos de produção, ainda teve uma recepção positiva, muito pela performance dos seiyuu. Acho improvável ver um boost no mangá em si, mas a performance nos streamings parece ter sido forte, ainda mais para o público estrangeiro, aonde podemos ver um desempenho bacana do anime em sites como o Anime Trending, que são cada vez mais reconhecidos pelos produtores japoneses.

Começando o Verdadeiro Arco Final, Sentai Daishikkaku é o décimo sexto colocado. O primeiro capítulo dessa “conclusão” parece estar colocando as peças no tabuleiro e não acelerando rumo â linha de chegada, a história ainda continuará no ritmo escolhido pelo autor Negi Haruba.

Banjou no Orion tem um capítulo um pouco mais morno, então recebe um destaque naturalmente menor dessa vez. Apenas décimo sétimo.

Mais alguns leitores tiveram uma impressão parecida com as que tenho nas últimas semanas de Kanan-sama, o nosso décimo oitavo, mas é basicamente como se o autor estivesse fazendo um tour pelos personagens que terão destaque na primeira temporada do anime que começa em Abril.

Dessa vez o foco foi na mãe de Kanan, que não devia receber um capítulo focado nela desde o arco do inferno, lá perto do começo do mangá. Essa idéia de sinergia entre as mídias está cada vez mais comum, mas é algo curioso em Kanan, que tinha arcos mais longos de vez em quando.

O mangá continua uma leitura agradável de qualquer forma e os leitores não parecem ter problema com o destaque maior para demais personagens fora da Kanan.

Idolatry ganha uma página colorida para celebrar sua despedida da revista rumo ao site e aplicativo digital Magazine Pocket. Deixarei a arte para o pequeno review abaixo que farei do mangá até aqui!

Antepenúltimo, Suruga Meteor tem uma moral com os editores e tudo mais, mas não seria surpresa virar uma presença mais regular numa zona de risco. E, bom, depois daquele papo todo que falei da derrota do Japão para a Venezuela, o país latino foi lá e ganhou o World Baseball Classic batendo os EUA na final em Miami, então o público japonês está pegando um pouco mais leve com seu time: “perdemos para os campeões”. Não deve influenciar em nada o mangá.

A penúltima colocação praticamente não importa para Yowayowa Sensei, que está naquele auê de quem vai ganhar anime no mês que vem.

Um novo teaser saiu e nele tivemos a informação de que a abertura será cantada pela Daoko, uma cantora que já alcançou altos níveis de mainstream no cenário japonês, tendo cantado o hit Uchiage Hanabi (700 milhões de visualizações) junto de Kenshi Yonezu. É uma informação surpreendente para um anime “nicho”, ainda mais considerando que a cantora raramente faz músicas para anime. Até o single vai ganhar uma arte com a professora Hiyori.

A possibilidade de uma música aleatoriamente explodir e ajudar um anime sempre existe. Não que a Daoko cantar uma música vá garantir um hit, mas acende uma chance mínima de esperança de mais gente conhecer a obra, quem sabe alguns gostem de ecchi e possam acompanhar?

Além disso, o anime também anunciou que passará normalmente na TV, com uma versão sem censura na TV fechada. O mangá não tem censura nos volumes, então os leitores já tinham essa expectativa e rolou. Acerto do staff.

Fechando a edição com outro ecchi, temos Yumene Connect. O mangá está recebendo várias posições baixas com frequência, mas ainda acho difícil que seja cancelado considerando que há vendas piores na revista e pouca chance de sucesso para novatos (igual em toda revista).

REVIEW: IDOLATRY

Desde que comecei a escrever sobre a Magazine no site percebi como a forma mais fácil de “identificar” um sucesso ou não era pelo número de comentários em redes sociais e sites, basicamente o “volume” de comentários mais até do que o conteúdo desses posts. Entretanto, Idolatry surgiu como um mangá que apesar desse forte volume, o mesmo não se viu em vendas ou na TOC. Explicar o mangá em si pode talvez ajudar a enxergar o porquê dessa contradição.

Para quem não conhece, Idolatry é a história de Junna. Ela é uma fã fanática de idol Fuwari, uma garota dedicada, mas que estava num grupo nicho que havia recém desbandado. Desesperada, Junna juntou informações online e conseguiu identificar que Fuwari seria parte de um reality show de idols. Nossa protagonista assim decide invadir a casa da produtora do programa, “forçando-a” a transformá-la na idol 101 do programa originalmente planejado para cem garotas — agora ela pode tentar ajudar Fuwari a vencer o programa por dentro.

Os dois elementos que mais chamaram atenção de imediato foram: 1. a exploração do conceito do que é ser idol e o que é ser fã, o autor divaga sobre a condição do amor de um fã para sua figura de admiração 2. os planos loucos de Junna que, no maior estilo Death Note, precisa tanto derrotar a concorrência de Fuwari quanto se manter na disputa, mesmo sem talento artístico, para proteger sua idol.

O mangá de fato entrega um mix entre os dois durante seus mais de 30 capítulos. Cada arco é um dos estágios do reality, com o risco de eliminação, e Junna precisa contornar esses desafios para sua missão. Entretanto, cada um deles também trabalha uma qualidade de idol que força com que a protagonista entenda melhor aqulo que sente, por meio disso o leitor também entende a razão dela ser tão obcecada com Fuwari.

Muitas obras de idol ao falar de relações parassociais focam exclusivamente no lado mais extremo negativo dele, como Oshi no Ko fez com o fã obcecado de Ai. Já outras preferem ignorar esse lado todo para manter uma idéia mais pristina da indústria que vendem ou fazem parte de. Idolatry não ignora, mas tem mais nuance ao tratar o tópico com maior entendimento.

A dupla que escreve e desenha o mangá é declaradamente fã de idols, principalmente as de anime, mangá e games, então a forma com que o tópico é abordado é uma que olha para dentro e não como se fosse alguém de fora tentando entender uma mentalidade que não faz parte.

Num arco, Junna precisa demonstrar mais amor próprio e confiança para vencer a prova. Só que a protagonista passou por dificuldades na escola para conseguir amigas, tendo assim a presença de Fuwari e o desejo de a apoiar ocupado esse espaço na vida dela. Não é colocado como algo exatamente saudável, mas como algo que existe — o mundo não é perfeito e um certo nível de escapismo acaba sendo importante para alguns.

Então, ao longo da história existe essa humanização de Junna, que é apresentada inicialmente quase como uma yandere maluca, sem ritmo e razão. Ao interagir com outras idols, ela até começa a ter sentimentos de remorso pelas suas artimanhas, já que elas acabam causando a eliminação dessas “sonhadoras”, semelhante ao começo da obra quando Fuwari perdeu seu grupo.

Junna regularmente recusa aceitar que está ficando mais molenga e internalmente força a imagem de “desajustada sem conexões pessoais”. Viver a imagem que ela criou é mais importante que entender que, aos poucos, ela está se tornando uma idol também e não apenas mais uma fã.

De alguma forma, acredito que essas questões podem ter causado o contraste grande entre recepção online e “da revista” para Idolatry. Enquanto muitos dos usuários da Magapoke elogiam o mangá constantemente pelo trabalho com os personagens e o comentário mais profundo sobre “idols” em um aspecto social, muitos outros leitores parece que queriam algo mais palpável, que precisa de menos bagagem para aproveitar. De certa forma, Oshi no Ko tendo um lado de mistério ajuda a aliviar a obra para quem não se interessa em idols em si.

Idolatry assim criou um grupo de leitores que adora o que está fazendo, mas se colocou num nicho de difícil entrada para os leitores de uma das maiores revistas do país. Já era pedra cantada aqui que o caso de Idolatry era o de uma transferência para o digital, aonde vai melhor.

Não é por acaso que Idolatry se tornou rapidamente uma das minhas leituras preferidas: é um mangá que traz um tópico que já me interessa, tratado de forma séria, com uma narrativa bem constrúida e cheia de reviravoltas, personagens marcantes e bela arte.

E eu não posso fazer conclusões finais dos temas da série porque o mangá não está sendo cancelado, mas sim passado para uma plataforma diferente. O que é mais intrigante é justamente que eu não sei nem para onde vai em termos narrativos, não por ser caótico, mas sim representativo dos sentimentos flutuantes de seus criadores.

Faz todo sentido a revista não manter séries que não estejam fazendo sucesso com seus leitores, mas até esse caso em si parece reforçar os conceitos de Idolatry. Podem não ser muitos, mas o apoio forte de um pequeno grupo de fãs foi o suficiente para impedir o cancelamento de um seus favoritos, que agora vive na Magapoke sem o risco constante como na revista principal. Os fãs foram figuras importantes para proteger seu favorito.

O que um leitor mais quer não é sucesso em vendas, mas que seu favorite continue cantando.

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