Mokushiroku no Yonkishi está mais para Nanatsu no Taizai essa semana, promovendo seu jogo. Será que pode ser um hit? Blue Lock recebe trailer e marketing reforçado para seu filme live action! Os projetos não param e os mangás também não na nossa análise da segunda maior revista shonen do Japão, a Weekly Shonen Magazine. Começando pela TOC:
- Mokushiroku no Yonkishi (Primeiras Páginas Coloridas) Ch. 224
- Mayonaka Heart Tune Ch. 104
- Gachiakuta Ch. 162.2
- Seitokai ni mo ana wa aru! Ch. 162
- Blue Lock Ch. 334
- Kurotsuki no Yaergnacht Ch. 35
- Zero to Hyaku Ch. 11
- Kanan sama wa Akumade Choroi Ch. 171
- Yumene Connect (Página Colorida) Ch. 67
- Sentai Daishikkaku Ch. 206
- Ano shima no Uminesou Ch. 04
- Shangri-La Frontier ~Kusoge Hunter, Kamige ni Idoman to su Ch. 253
- Kakkou no linazuke Ch. 283
- Banjou no Orion Ch. 87
- Kuroiwa Medaka ni Watashi no Kawaii ga Tsujinai Ch. 210
- Ao no Miburo: Shinsengumi hen Ch. 85
- Janome san wa Jashin desu (Série Curta) Ch. 02
- Yowayowa Sensei Ch. 153
- Kanojo, Okarishimasu Ch. 411
- BumBum!! (Oneshot)
- Miwaku no Ryugujo (Oneshot)
- Dream ✰ Jumbo ✰ Girl Ch. 31
- Idolatry Ch. 26
Ausências: Suruga Meteor Ch. 47, Kaijin Fugeki Ch. 67, Hajime no Ippo Ch. 1513

E vamos de idol na capa dessa semana. Mas para os mangás, quem está abrindo a edição em cores é Mokushiroku no Yonkishi em semana de muita homenagem ao clássico histórico da revista e seu predecessor direto, Nanatsu no Taizai.
A arte inicial é dos pecados, os protagonistas da série anterior, e todos os principais inimigos que os heróis enfrentaram lá. Cheia de nostalgia e um presentão para os fãs de longa data.
O capítulo em si é dedicado à luta aguardada desde o fim de Nanatsu no Taizai entre os personagens e os vilões da franquia. Nakaba fez questão de mostrar a força deles, sem diminuir os personagens. É uma balança difícil numa continuação direta, mas parece que ele está agradando os fãs.
E não é por acaso o timing de tudo isso, essa edição também vem com material promocional do jogo Nanatsu no Taizai Origin, promovido como um RPG Open world de grande escala. Produzido pela produtora sul coreana Netmarble e seu estúdio Netmarble F&C, o game foi anunciado mais de 4 anos atrás e será competidor direto de nomes como Genshin Impact e Arknights Endfield.
Enquanto o jogo contêm conteúdo de Mokushiroku no Yonkishi, o nome é da obra mais famosa da franquia: Nanatsu no Taizai. O capítulo então fazia mais sentido como uma forma de apelar para aqueles que são fãs do predecessor, talvez até os atraindo para a leitura de Mokushiroku.
Quanto ao game, alguns podem estar se perguntando se ele pode dar algum boost para o mangá no mercado japonês? É possível, mas serei sincero, acho improvável.
Não é pessimismo, mas olhando para o mercado japonês de games, dá para perceber empecilhos no caminho. Primeiramente, o game sairá para PS5, Steam e mobile. A plataforma principal dedicada de jogos no Japão é o Nintendo Switch, com o Switch 2 sendo um sucesso enorme de mercado em apenas um ano também. Isso significa que já é uma limitação.
“Mas e o mobile?” Ótima questão! O mercado mobile de games é imenso no país e supera o de consoles e PC. O problema é um já ressaltado por várias produtoras porém: está completamente saturado. Os usuários japoneses são cada vez mais reticentes de começar novos games e abandonar os que já jogam; se olhar os rankings do país, regularmente temos jogos de muitos anos no topo, como Monster Strike e Fate Grand/Order, que são também jogos mais simples e fáceis de serem jogados no metrô no caminho para escola ou trabalho.
Jogos mobile open world tem seu público também, obviamente, mas parece ser menos dominante que em outros países. E para fazer com que alguém troque seu jogo (como por exemplo, Genshin Impact) por outro, é muito difícil.
Não que vão desistir do Japão, no entanto, não é um problema imenso em si para Origins que ele não estoure lá. Feito na Coréia do Sul, o game tem um potencial maior de se dar bem em outros países asiáticos, que são muito importantes para o mercado dos jogos mobile, com um destaque imenso para a China e o sudoeste asiático. Existem jogos mobile para franquias como Naruto que basicamente existem com enorme sucesso graças a esses mercados.
Isso pode não significar um boost para o mangá, mas uma nova fonte de popularidade para a franquia, seus anime, etc. É ver como será a recepção do game, jogos mobile dependem demais disso e os baseados em anime não tem reputação tão boa. Nanatsu no Taizai Origins desafiará isso com uma produção mais robusta.

A vice liderança fica para Mayonaka Heart Tune em movimento óbvio de promoção num momento de anime em exibição, ainda mais com um episódio de destaque. O mangá corresponde com um ótimo capítulo também para a Nene. Vencemos, Nenefanáticos.
Um movimento interessante que percebi ao longo do tempo que escrevo aqui é como vários dos boosts na Shoseki acontecem da seguinte forma: o anime começa -> os volumes iniciais (1, 2, 3, etc…) começam a aparecer no ranking diário -> semanas passam e os volumes mais atuais (11, 12, 13, etc..) tomam o lugar desses nos rankings. O movimento é claro de gente que vai comprando mais do mangá com o tempo, assim ficando em dia.
Bom, enquanto Mayonaka Heart Tune não está aparecendo com sorte na Shoseki, deu para perceber um movimento similar nos rankings da Amazon. Nas primeiras semanas, os volumes iniciais estavam em rankings mais altos, mas agora os mais próximos do atual estão acima deles. Em menor escala (ou numa escala digital), o movimento está ocorrendo de forma parecida. Alguns leitores está conquistando com o anime.
Curiosamente, um dos mangá mais comprados pelas mesmas pessoas é Hima-ten, junto com as demais romcom da Magazine. O normal geralmente é só séries da revista, então pode implicar que alguns leitores fora da nossa bolha estejam indo atrás da obra graças ao anime.
Fechando o pódio, Gachiakuta volta para completar aquele capítulo de algumas semanas atrás de seis páginas. Inclusive é uma posição atípica bem alta para o mangá, talvez como forma de agradar os fãs?
Gachiakuta obviamente “deveria” aparecer mais para cima na TOC com frequência, mas não sabemos quando os manuscritos chegam e tudo mais.
Curiosamente, Gachiakuta é outro mangá com um jogo anunciado por uma produtora e estúdio da Coréia do Sul, a Com2uS. Não tem relação direta com o jogo de Nanatsu nem nada do tipo, mas talvez seja sinal de que a Kodansha está disposta mais colaborações internacionais para suas franquias. A Com2uS anunciou um foco em diversificar suas atividades para console e PC, assim podendo alcançar um público internacional, fazendo desse jogo uma oportunidade para as duas empresas considerando a popularidade de Gachiakuta nos mercados ocidentais.
Ainda devemos esperar uns anos para o game, mas o mangá deve durar por mais vários anos também.
O quarto lugar vai para um capítulo mais comportadinho de Seitokai ni mo Ana wa Aru. Uma das séries mais populares da revista, nada de anormal aparecer por aqui às vezes.
Blue Lock está em posição alta na edição, a quinta. E o filme live action ganhou um trailer agora com todos os atores principais revelados.
O filme é basicamente o que você espera dessas adaptações live action de anime, com roupas e designs fieis ao mangá original e efeitos para simular as loucuras do mangá. O maior trunfo é o elenco cheio de atores e celebridades com seus fãs, alguns deles tendo centenas de milhares de seguidores nas redes.
Não é surpresa para ninguém que grande parte do apelo de Blue Lock são o design de seus personagens, então além de ser fiel, ter conseguido atores atraentes era essencial e eles fizeram o dever de casa. Isso é algo também que pode atrair uma nova base de fãs para a franquia, já que nem todo mundo é leitor de mangá ou vê anime.
Chamados de “talentos”, muitas personalidades como atores e cantores tem um quê de idol mesmo sem ser, isso implica em fanbases que apoiarão todos os seus projetos. Um filme permite que a IP seja introduzida para esse pessoal.
A película chegará aos cinemas japoneses no dia primeiro de Agosto. É um pouco depois da Copa do Mundo, então continua a torcida por um desempenho decente da seleção japonesa no torneio para manter a febre do futebol na nação.
O sexto lugar é da estrela de 2025, Kurotsuki no Yaergnacht. Capítulo engraçado no qual as personagens fazem uma competição de natação. Geralmente eu não falo exatamente o que rola em cada capítulo, mas o contexto aqui ajuda a deixar claro para quem não acompanha o quanto esse mangá pula de lutas para situações aleatórias facilmente e é o que agrada seus leitores.
Recuperação na TOC para Zero to Hyaku, sendo sétimo. Preparação para o lançamento de seu volume 1? Ainda não ganhará aquela página colorida promocional, mas não deve demorar a chegar.
Na história estamos com um arco para recrutar um novo membro para o time. Muitos autores preferem fazer isso antes de qualquer partida, mas o autor de Zero to Hyaku deve ter percebido o tanto que isso mata spokons com frequência e deu uma partida para os protagonistas primeiros, invertendo a ordem das coisas. A tentativa está valendo.
Kanan-sama é o oitavo colocado em mais um capítulo das irmãs da protagonista título. Além disso, mais uma pausa na semana seguinte. Dá para imaginar que nonco (autor) esteja mais envolvido diretamente com a produção do anime, que está bem trabalhado pelos previews e imagens.

Com página colorida não ecchi, Yumene Connect é o nono lugar. Acho uma boa dar uma variada e demonstrar outros aspectos da arte assim, essa sendo uma color mais focada em ser fofa, já que celebra o Dia dos Namorados (e o novo volume da série).
A parte apimentada está na promoção dentro da revista que faz questão de ressaltar que a versão encadernada da obra não tem a mesma censura da que sai na Magazine. Os editores são mais atentos ao público ecchi do que suas rivais.
Décima posição para Sentai Daishikkaku com o final do flashback e a volta para a batalha dita como final. O mangá ainda receberá página colorida na edição seguinte pela sua enquete de popularidade. Não deve ser a final já que, pelo tempo de revista e a importância do autor, deve se despedir com páginas coloridas.
Uminesou entrega mais um capítulo de apresentação para outra das heroínas e já deixa claro que todo mundo do elenco principal está buscando “seu próprio tesouro”, assim criando narrativas diferentes para todos. Em décimo primeiro na TOC, o mangá está recebendo um tratamento normal por parte dos leitores que tratam a série como uma continuação da rotina segura e bem avaliada de Seo Kouji.
O décimo segundo lugar é Shangri-la Frontier em um capítulo que temos uma luta sem o protagonista Sunraku. Fãs gostam porque dá espaço para os secundários que sempre querem ver mais.
Estampado na capa da revista, “Kakkou no Iinazuke está no arco final” temos o nosso décimo terceiro colocado. A Magazine tem noção de que uma das suas principais séries está nos seus meses finais e essa chamada pode atrair aquele público que levou o mangá a vender 100 mil cópias mensais no começo, mas que foi aos poucos deixando de acompanhar a romcom.
Mas pelo rumo do roteiro e o ritmo, é capaz desse arco final chegar até a segunda metade do ano. Não é algo tão de imediato. Até lá a revista precisará achar mais obras que vendam ao menos 20 mil cópias mensais, mas a situação está difícil.
Um que pode chegar um dia nessa faixa é Banjou no Orion, logo em seguida como décimo quarto. O mangá provavelmente já vende acima disso com o digital na equação, mas existe a expectativa de crescimento se ganhar um anime ou drama.
Na décima quinta posição, Kuroiwa Medaka vai criando o cenário para um arco de viagem escolar, um clássico das romcom. E na localização ocidental temos mais um caso de censura bizarra e inconsistente: num quadro temos Asahi e Tomo censuradas numa praia imaginária, mas Mona aparece na mesma situação sem nenhuma barra preta a cobrindo. Como dito antes, detesto essas censuras e gostaria de ver a Kodansha criando uma forma de leitura por browser que não fizesse isso com a arte dos autores — até Kakkou no Iinazuke teve uma cena bizarra nessa edição, com o BRAÇO do Nagi censurado. Pois é.
O décimo sexto lugar é de Ao no Miburo que continua bombando com a audiência ajudada muito pelo excelente desempenho do anime de Conan, que passa logo em seguida e conseguiu desafiar até o clássico Sazae-san nos rankings recentes. Tem quem fale “ah, mas isso da ajuda de Conan..” como se não fosse algo inteligente por parte do comitê arranjar esse espaço para Ao no Miburo.
Quanto ao mangá, as artimanhas políticas continuam e o tom ainda é violento. Com o final de Nige Jouzu na Jump, tenho muito interesse em como Miburo lidará com seu final trágico, já que também é baseado na história real que não termina com um final feliz para o grupo dos nossos protagonistas.
A série curta Janome-san é a décima sétima da TOC. Considerando sua natureza, até que recebeu um número decente de comentários na Magazine Pocket, mas o que bizarramente viralizou foi uma mini tirinha do autor no Twitter, que recebeu mais de 25 mil likes. ???? Só SeitoAna consegue esses números na revista atual, então foi bem surpreendente e nem o autor parece ter entendido bem como rolou isso.
Como os que leram o artigo anterior sabem, o autor comentou que com uma recepção forte, eles iriam considerar a publicação de Janome-san como uma série completa, então é possível que isso tenha garantido a volta eventual do mangá.
Esse estilo de romcom de “menina-san”, com apenas uma garota e um garoto como foco principal, não tem aparecido muito aqui na Magazine, que foca mais em harém e ecchi. A impressão é que o último mais ou menos nesse estilo foi Ayumu, então Janome-san poderia chegar com esse diferencial para a line-up. Estaremos atentos.
Décima oitava colocação para Yowayowa Sensei que parece estar tratando o romance com mais seriedade de uns tempos para cá. O mangá tem mais de 150 capítulos, então não é surpresa que a autora queira evoluir as coisas e mudar um pouco do seu status quo enquanto o anime está por vir.
Kanojo, Okarishimasu é o décimo nono num capítulo que não era tão prioridade, mas ganhará as primeiras páginas coloridas da edição seguinte para promover a quinta temporada de sua animação, então é só a rotação habitual.
Depois de dois oneshots que devem existir por mais um break repetindo de Hajime no Ippo, temos Dream Jumbo Girl na penúltima posição por uma questão simples de… alguém precisa estar lá. Calhou de ser a comédia no momento, mas não é nada para preocupação considerando suas promoções frequentes, páginas coloridas e apoio editorial num todo.
Já Idolatry em último preocupa por ser algo frequente e não existirem obras vendendo menos ainda. No máximo, está no mesmo nível de Suruga Meteor, que possui mais apoio dos editores que querem uma spokon na linha. Dito isso, o autor recém anunciou que os volumes ganharão reprints, algo que deixa a situação ainda mais complexa. Veremos futuras TOCs.
E ficamos por aqui, ainda sonhando com um futuro melhor para as obras da revista. Esses textos servem também como forma de apresentar obras que possam atrair o interesse de novos leitores. Por enquanto é isso e até a próxima!
