
O anime de Mikadono entra em cena, revisão das novas estreias, novatos em perigo, anime pra MAO e Yofukashi no Uta de volta???
TOC Weekly Shonen Sunday #32 (07/07/2025)
Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi c167 (Capa e Página Colorida de Abertura)
02 – Silver Mountain c11
03 – Major 2nd c307
04 – Mizuporo c71
MAO c282 (Página Colorida)
06 – Yofukashi no Uta: Rakuen-hen c02
07 – Kaiten no Albus c56
08 – Maou-jou de Oyasumi c406
KaguRai: Kagura to Raito c07 (Página Colorida)
10 – Ryuu to Ichigo c247
11 – Ogami Tsumiki to Kinichijou c70
12 – Parashoppers c24
13 – Tonikaku Kawaii c316
Kaze o tsubasa de nagu you ni (One-shot)
15 – Momose Akira no Hatsukoi Hatanchuu c44
16 – Kakukamata c14
17 – Utsuranin desu c61
18 – Sora e… c25
19 – Vampire-Idol Tagiru c10
20 – Ichika Bachika c41
21 – Mamono no Kuni c22
22 – Strand c38
23 – Tokachi Hitoribocchi Nōen c361
Ausentes: Detective Conan, Red Blue, Shite no Hana: Nougakushi Haga Kotarou no Sakikata, Shibuya Near Family, Kaihen no Mahoutsukai (hiato), Aozakura: Bouei Daigakukou Monogatari (hiato), Sousou no Frieren (hiato) Magic Kaito (hiato), Ad Astra Per Aspera (hiato).
Saudações, queridos leitores. Sentiram minha falta??? Eu sei bem que sim, pergunta meramente retórica, fingindo uma educação que eu passo longe de ter. Estamos de volta para mais uma edição da nossa sempre estimada, grandiosa e benfazeja Weekly Shonen Sunday. Depois de longas 9 semanas sem uma única análise, retorno mais uma vez para enfeitar o domingão – segunda-feira, na verdade – de todos com uma das melhores revistas do mercado de quadrinhos japonês.
Estreias não foram comentadas, vendas não foram discutidas, encerramentos foram esquecidos e a recepção dos novatos, negligenciadas. O que resta é correr atrás do prejuízo e tentar restituir de pouco em pouco as informações relevantes que cercam nossa revista domingueira. Vamos para a TOC?
Página Colorida de Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi. – O anime começou!!!!
Tanto na capa quanto na primeira página colorida de abertura temos o glorioso Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi. Depois de tanta paciência, depois de tanta espera, depois de 2 anos sem a Sunday adaptar nada para anime, parece que finalmente chegou a hora da revolução.
Sou teimoso e rabugento demais para assistir animes, então não tenho nenhuma capacidade de opinar sobre a qualidade da sua produção, mas se não posso confiar em mim mesmo e não posso transmitir uma opinião que sequer tenho, ainda assim, possuo todos os recursos de um otaku médio tradicional, nada menos que a capacidade de vasculhar a internet em busca de opinião de desconhecidos, na tentativa de validar minhas crenças. Conclusões iniciais: o anime tá bom pra caramba, como nossa fé já previa.
O público geral vem curtindo a estreia, tanto a história quanto a qualidade da produção parecem estar satisfatórias e dignas da qualidade esperada pelos fãs de Mikadono. Saberemos mais pra frente o impacto do anime para as vendas do seu mangá, por enquanto, se você ainda não começou Mikadono, parece que começar pelo anime seja uma boa porta de entrada.
Na segunda posição temos Silver Mountain, uma das principais estreias do ano. O mangá segue a todo vapor, com uma boa recepção e com uma sequência bem agressiva de capítulos seguidos de pura porradaria. Seu primeiro volume não tem data de lançamento, mas pelo volume de comentários/curtidas por capítulo, as expectativas são animadoras e de boas vendas.
Depois dele encontramos o super veterano Major 2nd, que flertou no primeiro semestre do ano com um possível encerramento, onde seu criador Takuya Mitsuda informou estar: ‘’incerto sobre o que fazer com a história após o encerramento do arco atual’’. Bem, pelo andar da carruagem, se for acabar, não será esse ano.
Outro mangá de esporte aparece bem posicionado, Mizuporo. O mangá conquistou sua posição de respeito dentro da revista após sua estreia confusa e de baixas vendas. O que acontece é que hoje a história tem uma posição muito sólida como uma das comédias fixas da revista, enfrentando zero preocupação.
Página Colorida de MAO – Vai ter ou não vai ter anime também??
Com a segunda página colorida da edição temos a história da nossa matriarca Rumiko Takahashi, o bom e velho MAO. No começo do mês vazaram algumas informações sobre a produção de um anime para a série; hoje, dia 14 de Julho, tivemos a confirmação oficial dos rumores, o anime de MAO está realmente em produção. A espera acabou, nossa Rumiko segue vencendo.
Na sexta posição temos o breve retorno de um velho conhecido, Yofukashi no Uta: Rakuen-hen. Yofukashi deixou um buraco grosseiro na revista no começo do ano passado; a história figurava como uma das maiores referências comerciais da Sunday, um verdadeiro sucesso entre seus leitores. O retorno de Kotoyama, partindo do exato dia da sua despedida, sempre foi bastante aguardado. Tivemos uma breve migalha no final do ano passado com seu One-shot Minasoko, e agora, um novo flerte, com a sequência de Call of the Night.
Não sabemos a quantidade de capítulos planejados, sabemos somente que será uma serialização curta, não devendo ultrapassar a extensão de um volume. Já que não temos uma nova obra do autor, o público se contenta com um largo sorriso à volta de um velho conhecido.
Logo após avistamos Kaiten no Albus, um mangá que reconfigurou por completo seu status no ano de 2025. Albus iniciou sua serialização rodeado por incertezas e baixas vendas, mas viu ao longo dos meses um crescimento gradual verdadeiramente impressionante. O mangá que sofreu para ultrapassar as 5 mil cópias por volume consegue agora vender o dobro disso em 10 dias, uma reviravolta digna do herói do loop.
Maou-jou de Oyasumi é o próximo da fila, e como uma boa comédia infinita da Sunday, mesmo com tanto tempo sem análises, ainda consegue ficar sem nenhuma novidade relevante. Na nona posição temos mais um novato, desta vez estamos falando de KaguRai: Kagura to Raito. Finalmente, temos Kagurabachi em casa. Mashuu, seu autor, vem se desafiando com sua primeira publicação não pornográfica, já que o homem tem um histórico de respeito na arte erótica, apesar de nunca ter serializado nada como Kagurai na vida.
Página Colorida de KaguRai: Kagura to Raito
A série de aventura acompanha a samurai gigante e peituda, ao lado do seu aliado anão de uma raça estereotipada e racialmente perseguida. Os dois seguem lutando contra os malfeitores numa série de situações que questionam o valor da amizade de ambos.
O mangá teve uma estreia satisfatória, agradando boa parte dos leitores com sua arte e ritmo acelerado. Essa recepção vem amolecendo com o tempo, a série já não tem mais o mesmo volume de comentários nos capítulos recentes, e as críticas que recaem sobre a narrativa aumentaram em volume. Precisamos de mais tempo para definir o destino da história, mas por enquanto, a situação não é muito boa.
Depois dele temos outro velho conhecido, Ryuu to Ichigo, que segue na sua casualidade maluca e interminável de aliens, inteligências artificiais, animais e um pouco de Shogi no meio da bagunça toda. No centro da revista temos, naturalmente, uma peça central, Ogami Tsumiki to Kinichijou.
Ogami já consegue ultrapassar a marca das 25 mil cópias por volume, colocando a série entre as mais vendidas da revista. O talento de Ogami foi lapidado com muita paciência e carinho pelo editorial, que não deixou de acreditar por um único segundo na lobinha. Já podemos visualizar com bastante clareza esse merecido retorno.
Na décima segunda posição avistamos o favorito de muitos, Parashoppers. A série que nunca correu perigo de nada segue firme e forte no centro da revista, que apesar de não ser um sucesso comercial, garante-se com folga graças ao peso do nome de seu autor. Voltando a dar as caras após um curto hiato temos Tonikaku Kawaii, que segue no seu eterno marasmo romântico.
Capa da Weekly Shonen Sunday #29 – Glória máxima Momose Akira no Hatsukoi Hatanchuu.
O filho de Komi-san aparece na parte final da revista, estamos pensando exatamente no sucesso de Momose Akira no Hatsukoi Hatanchuu. A história no seu terceiro volume já conseguiu ultrapassar Mikadono em vendas, o alto volume de páginas coloridas prova todo o valor que a série representa para a revista e para o público que ama sua história. Sua capa na edição #29 confirma o potencial do mangá, que promete crescer muito mais.
Na décima sexta posição temos a nova comédia do excelente Yuuhei Kusakabe, Kakukamata. O autor de Shiroyama to Mita-san retorna após um breve ano de descanso, com mais uma comédia de dinâmica parecida com seu trabalho anterior. Kakukamata teve uma recepção super positiva, e segue com um volume de comentários positivos que ultrapassa em muito suas críticas. A série tem um alcance modesto, poucos são seus leitores, assim como foi o caso do seu trabalho anterior. Não promete vender bem, e sua sobrevivência irá depender unicamente do apoio editorial.
Depois dele temos meu queridinho Utsuranin desu, que aparece no fundo da TOC apenas para equilibrar a revista. O mangá também foi capa da Sunday na edição #28, um feito absurdamente impressionante, já que a revista apresenta uma enorme relutância para entregar a capa aos seus mangás novatos.
Capa da Weekly Shonen Sunday #28 – Glória máxima Utsuranin desu.
Chegando na parte final temos Sora e…, que segue totalmente esquecido e negligenciado pelo público geral, pouco interesse recai sobre o mangá, que segue intacto graças a moral de seu escritor. Vampire-Idol Tagiru carrega uma moral tão grande quanto, mas diferente de Sora e, esse daqui apresenta um público mais vocal, que parece se divertir bastante com a inventividade da história.
No fosso absoluto, podemos comentar esse triozinho em conjunto. Ichika Bachika, Mamono no Kuni e Strand, todos com a corda no pescoço. Ichika não foi cancelado somente por falta de oportunidades, assim como Strand, que faz hora extra com suas baixas vendas e recepção terrível. Já Mamono no Kuni vive uma esperança bastante delicada, mas existente. É aquele com as maiores chances de sobrevivência graças à baixa quantidade de capítulos e pelo número de leitores, que ultrapassa os outros dois. Agora, na possibilidade de uma nova leva de 3-4 mangás, como a Sunday vem entregando nos últimos tempos, é provável que os três sumam de mãos dadas.
Resquícios de edições anteriores + novidades de edições futuras.
Tatari e Te no geka, lembra deles? Foram encerrados, depois de muita luta, a casa caiu para ambos. RIP GUERREIRO TATARI.
Kaihen no Mahoutsukai entrou em mais um hiato de 3 meses. De praxe.
Detective Conan retorna na próxima edição, normal.
Sousou no Frieren também retorna, na edição #34. UM MILAGRE, ACABOU A FOLGA
Fim do report.
Encerramos por aqui. Engraçado como existe todo um universo conspirando contra a escrita dos textos da TOC, falo sério, chega ser assustador. 90% é vagabundagem minha, claro, mas tem uns 10% que só pode ser definido como azar cósmico, força de entidades poderosas que não controlo. Estou terminando de escrever o texto com uma febre absurda, com uma dor de cabeça tão grande que mais parece ter um rato dentro do meu cérebro, com uma picareta minerando meus miolos de maneira bem sadica. Posso me considerar o Michael Jordan no lendário Flu Game, só a Sunday mesmo.
Contudo, o infortúnio de um dia não apaga a negligência de mil outros e peço desculpas pela falta de sequência nas TOCs, como vocês e o site legitimamente merecem. Agradeço a paciência e agradeço a enorme bondade do magnânimo Nicolin que ainda não me demitiu por seila que motivo, deve ser pena, mas sou grato pela misericórdia dele e de todo mundo que ainda arranja um tempinho para ler os textos.
Eu não voltei para ficar. Até porque estou de férias e vou viajar, visitar minha mamãezinha que não vejo há sei lá, uns 6 meses, então, não esperem TOC antes do mês que vem, quando eu sair das férias e retornar pra casa. É isso, se eu não morrer ou for demitido do site, encontro vocês na próxima, que não sei bem quando será, mas uma hora acontece. Cuidem-se e adeus. Fui-me.
Arte fofinha do Gosho Aoyama, parabenizando o anime de Mikadono Sanshimai wa Angai, Choroi.