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Em uma semana no qual Ao no Hako lidera novamente, a Shonen Jump pega fogo pela briga para ver quem irá vender mais e quem será cancelado.
Weekly Shonen Jump Issue #14 (03/03/2025)
SAKAMOTO DAYS (Capa e Página Colorida de Abertura)
01 – Ao no Hako
02 – ONE PIECE
Shinobigoto (Página Colorida)
03 – Madan no Ichi
04 – Kagurabachi
EMBERS
Sensei Fukoku (Página Colorida; 47 Páginas; One-shot de Toba Yuuki)
05 – Boku to Roboco
Himaten (Página Colorida)
06 – Akane Banashi
B no Seisen
07 – Exorcist no Kiyoshi-kun
08 – Syd Craft no Saishuu Suiri
09 – WITCH WATCH
10 – Nigen Jouzu no Wakagimi
11 – Nue no Onmyouji
12 – Negai no Astro
13 – Kill Ao
14 – Choujun! Chojo-Senpai
Ruri Dragon (Somente Digital)
Ausente: Hunter x Hunter (Hiato)
Prévia da Weekly Shonen Jump #15
Capa e Página Colorida de Abertura: Ichi the Witch (Popularidade Explosiva; Novo Arco)
Página Colorida: Akane Banashi; Syd Craft no Saishuu Suiriy; Jiji no Lucifer (One-shot de Miyatake Tsubasa)
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Em primeiro lugar, tivemos Ao no Hako, que continua sendo a obra com mais primeiras colocações na revista em 2025. Metade das TOCs do ano foram com Ao no Hako conquistando a medalha de ouro. Comentando um pouco sobre a semana da série, Ao no Hako lançará mais um volume, no qual poderemos ver quanto venderá com o anime. O objetivo do mangá é alcançar 150 mil cópias em quatro semanas de vendas, um resultado totalmente possível. Esse desempenho colocaria a obra como o segundo mangá mais vendido da revista, perdendo apenas para One Piece.
Em segundo lugar, One Piece, que, no campeonato de apostas no Discord do Analyse It (que recomendo vocês visitarem), quase todo mundo apostou que teria capa nesta edição — bem, tirando o nosso companheiro Davis (que apostou em Madan no Ichi), todos erraram. Considerando já a próxima edição, fazem nove edições que One Piece não ganha uma página colorida de abertura e vinte edições que não recebe uma capa exclusiva.
A última vez que One Piece ficou tanto tempo sem ganhar uma capa foi entre a edição #49 de 2013 e #30 de 2014, mais de dez anos atrás, quando a revista passou 29 edições sem One Piece como capa exclusiva. Nesse período, a série recebeu várias páginas coloridas de abertura para capas em grupo (nas quais One Piece era o destaque), mas ficou um longo tempo sem uma capa exclusiva.
Essa mudança é interessante, pois nos últimos anos da gestão Nakano, One Piece estava ganhando capa a cada quatro a dez edições, sendo algo muito constante na revista. O Saito parece estar reduzindo claramente a carga de trabalho do Oda. Ainda é cedo para sabermos se essa marca de 29 edições de 2013-2014 será superada (provavelmente não), mas é estranho ver One Piece passar tanto tempo sem ser capa da revista.
Falando em capa, em terceiro lugar tivemos Madan no Ichi, que ganhará a capa da revista para comemorar sua popularidade explosiva e o início do novo arco. Além disso, a série terá cinco páginas coloridas, em vez das tradicionais três, indicando que os editores estão dispostos a promovê-la pesadamente. Entre aqueles sem anime na Line-Up atual, fica claro que os editores estão planejando transformar Kagurabachi e Madan no Ichi em pilares.
Sim, dependendo dos novos sucessos que surgirem nos próximos anos, esse plano pode acabar mudando, mas, por ora, esses são os dois mangás de maior destaque entre aqueles que ainda não receberam um anime.
Em quarto lugar, tivemos Kagurabachi, que, como já comentei, ao lado de Madan no Ichi, é um dos destaques da revista. Neste volume, a obra também busca superar a marca de 150 mil cópias e, quem sabe, ultrapassar Ruri Dragon, o mangá sem anime da Weekly Shonen Jump que mais vende no mercado atualmente. Vale lembrar que Ruri Dragon, diferentemente das demais obras, é lançado exclusivamente em formato digital e publicado simultaneamente na revista e na Jump+, estando presente em ambas as plataformas. Por conta dessa ausência no formato físico, não o citei entre os dois mangás de maior destaque dentro da revista.
Voltando a Kagurabachi, sua atmosfera mais sombria cria um clima bem diferente de Madan no Ichi, o que acaba sendo um ponto positivo. Eu acredito que os dois mangás se complementam e, juntos, podem agradar tanto aqueles que buscam obras mais dark quanto aqueles que preferem histórias mais light. É uma dupla dinâmica que funciona muito bem. Sozinhos, não são suficientes para reerguer a revista, mas representam um bom começo.
Terminando, Kagurabachi alcançou 1.9 milhões de cópias em circulação com apenas 6 volumes, uma quantidade espetacular. Uma média de 316 mil cópias por volume. Lembrando que cópias em circulação é quanto a série imprime de volumes e vende digitalmente, enquanto as vendas nos referidos somente a quanto uma série VENDEU no Ranking Oricon.
Em quinto lugar, tivemos Boku to Roboco, que, nos últimos meses, tem figurado constantemente na primeira parte da revista, demonstrando ser uma das comédias mais estáveis da publicação. Eu acredito que a Weekly Shonen Jump tem grandes expectativas para o filme da obra, que pode conquistar tanto as crianças quanto o público adolescente. Por isso, há um investimento maior em Boku to Roboco. É improvável que o mangá passe a vender mais de 50 mil cópias apenas por causa de um bom filme, mas é possível que se consolide no mercado como uma das principais comédias da nova geração.
Em sexto lugar, tivemos Akane Banashi, que continua estável, mas ainda sem um anime, infelizmente.
Em sétimo lugar, tivemos Exorcist no Kiyoshi-Kun, que busca aumentar suas vendas com o volume três, previsto para lançamento em maio. O mangá está prestes a completar um ano de publicação (daqui a três meses) e, mesmo recebendo boas colocações na TOC, tendo indicação do Oda e diversas páginas coloridas comemorando sua popularidade, não está conseguindo se destacar nas vendas. Entre o quarteto em risco (Choujun!, Kiyoshi, Himaten e Shinobigoto), é o que vende menos.
Talvez quem tenha maiores chances de melhora seja justamente Shinobigoto, cujo segundo volume, em pré-venda, está conseguindo competir com o quarto volume de Negai no Astro. No entanto, não posso estar muito otimista, pois Negai no Astro costuma ter um desempenho fraco nas pré-vendas, mas vende muito bem no lançamento (nas lojas). Por isso, mesmo com essa proximidade, pode ser que Shinobigoto tenha vendas similares ou apenas um pequeno aumento, sem ultrapassar Negai no Astro.
Em oitavo lugar, tivemos Syd Craft, cuja popularidade só poderá ser medida após o lançamento do primeiro volume, no dia 4 de abril. Até lá, não saberemos se as baixas posições da série indicam um apelo ecchi ou simplesmente uma baixa popularidade. O fato de estar recebendo mais uma página colorida é positivo, mas ainda não é uma garantia de sucesso, pois autores veteranos costumam ser promovidos mais do que os novatos. Em abril, entenderemos melhor a real situação da série.
Em nono lugar tivemos Witch Watch, que está se preparando para lançar o seu anime no começo de abril. O mangá tem como objetivo vender tão bem quanto Nigen Jouzu no Wakagimi (décimo colocado nesta TOC) vende atualmente, ou seja, entre 60 e 75 mil cópias por volume em um mês (Ranking Oricon-Shoseki). Caso consiga atingir essa marca, certamente estará em uma posição confortável para se manter na revista até seu encerramento natural, entre 2026 e 2028.
Em décimo lugar tivemos Nue no Onmyouji, que continua sempre em posições ruins, mas mantém uma certa estabilidade. Mesmo não sendo um ecchi, a série recebe o tratamento típico de um mangá desse gênero. Nue tem alguns elementos de fanservice, mas não podemos classificá-lo como um mangá ecchi, já que esse aspecto está presente em menos de 2% das páginas totais da obra. Mas o que significa esse “tratamento ecchi“?
Historicamente, na revista, as séries ecchi estão sempre no bottom, pois acabam sendo destinadas a um nicho muito específico. Esses mangás frequentemente ganham páginas coloridas, mas raramente recebem capas ou altas posições na TOC. Mas por que Nue recebe esse tipo de tratamento? Acredito que, por ser um mangá que aposta muito no quesito waifu, os editores o interpretam como uma obra mais de nicho, não lhe dando destaque na TOC.
Em décimo segundo lugar, Negai no Astro, que pode estar vendendo menos neste volume novamente. Como já expliquei acima, Negai no Astro tem pré-vendas mais fracas e vendas nas lojas mais fortes, então ainda há possibilidade de recuperação. O mais importante, no momento, é que a série consiga se estabilizar em vendas o mais rápido possível (em um mundo ideal, até mesmo aumentar, mas, por enquanto, a estabilização já seria um bom começo), já que está claramente na mira do cancelamento para este ano de 2025.
Em décimo terceiro lugar, Kill Ao está chegando ao fim, e em décimo quarto, Choujun! Chojo-Senpai, duas séries que têm grandes chances de encerrar na próxima leva. O roteiro de Kill Ao parece caminhar para sua conclusão, e Choujun! vem apresentando colocações bem decepcionantes. Nenhum cancelamento é certo por enquanto (não temos nenhum caso Hakutaku), mas essas duas obras estão no topo da lista de possíveis encerramentos na próxima leva.
TOP 5 Mangás com maiores chances de serem encerrados em abril-maio (do mais provável ao menos provável):
01. Kill Ao
02. Choujun! Chojo-Senpai
03. Negai no Astro
04. Nue no Onmyouji
05. Himaten
TOP 30 – MELHORES MANGÁS DE 2024
Então, pessoal, sobre o TOP 30 – Melhores Mangás de 2024, teremos uma mudança tanto no quadro deste ano quanto no formato anual em geral. Serei sincero: quando criei esse quadro em 2013, realmente gostava de classificar os mangás do melhor para o pior. Contudo, com o passar do tempo, fui, aos poucos, deixando de apreciar esse tipo de ranking. Como vocês podem ver, no Analyse It, quase não temos vídeos ou matérias com classificações (somente em casos raros), no máximo algumas listas.
O motivo dessa mudança de opinião é que, atualmente, quando leio um mangá por prazer, acabo gostando de várias séries por razões diferentes e percebendo qualidades distintas em cada obra. Diante disso, decidi alterar o quadro de forma definitiva: este ano, para comemorar os quatorze anos do Analyse It (em abril), trarei um artigo com uma lista de 14 MANGÁS QUE ESTÃO SE DESTACANDO ATUALMENTE, selecionando 14 títulos que, entre janeiro e março de 2024, entregaram arcos incríveis.
O TOP 30, porém, retornará em dezembro de 2025, quando a equipe do Analyse It e uma comissão de convidados (influenciadores, especialistas e leitores) elegerão seus mangás favoritos e escolherão os melhores do ano. Esse formato também tornará o Analyse It Awards mais estruturado e dinâmico. Será um TOP 30 mais articulado, diversificado e interessante, sem depender apenas da minha avaliação pessoal (algo que, nos últimos anos, vinha me incomodando).
Espero que vocês gostem da minha lista pessoal de “14 mangás que estão atualmente se destacando”, que sairá em abril, e apreciem esse novo formato do TOP 30, em dezembro.