
Após semanas sem nenhum mangá em posição de “cancelamento”, finalmente temos DOIS que estão nessa situação: Embers e B no Seisen. Vamos entender:
TOCWeekly Shounen Jump #19 (07/04/2025):
ONE PIECE c1145 (capa e páginas iniciais coloridas)
01 – Madan no Ichi c29
02 – SAKAMOTO DAYS c208
03 – Ao no Hako c191
Akane Banashi c153 (página central colorida)
04 – WITCH WATCH c197
05 – Nige Jouzu no Wakagimi c198
06 – Shinobigoto c28
07 – Boku to Roboco c228
Chikuwa Gaoka Koutou Gakkou Joureibu Tanjouhiwa (página central colorida, 47 páginas, one-shot de Oku Takuo, 8º participante do JUMP FUTURE PROJECT 2025
08 – Choujun! Choujou-senpai c57
09 – Himaten! c37
10 – Kagurabachi c74
11 – Kill Ao c96
12 – Exorcist no Kiyoshi-kun c39 (página central colorida)
13 – Syd Craft no Saishuu Suiri c19
14 – Nue no Onmyouji c93
15 – Negai no Astro c48
16 – B no Seisen c09
17 – Embers c10
Ausente: HUNTER×HUNTER c411 (hiatus)
Prévia da Weekly Shonen Jump #20 (07/04/2025):
Capa e páginas iniciais coloridas: Boku to Roboco c229
Páginas centrais coloridas: Himaten! c38; Madan no Ichi c30; Sara no Ue no Akuma (47 páginas, one-shot de Kaneko Tarou, 9º participante do JUMP FUTURE PROJECT 2025)
Páginas extras: Syd Craft no Saishuu Suiri c20 (23 páginas)
Extra: Boku to Roboco Side Story
Ausente: ONE PIECE c1146
Chegou o momento de mais uma TOC, e, como estão em um período de escassez de informações, vou dividir novamente a análise em duas partes. A primeira para comentar sobre as expectativas para o anime de Witch Watch, e também sobre a próxima leva de mangás, que deve estrear na edição #21 ou #24. Estamos muito próximos de ter de um a quatro títulos novos — e vou explicar qual é o caminho mais claro para o cancelamento.
Antes de falar sobre Witch Watch, gostaria de destacar Madan no Ichi, que continua liderando as primeiras colocações. Os editores estão priorizando três obras no topo da TOC: Ao no Hako, Madan no Ichi e Nige Jouzu no Wakagimi. Porém, acredito que a terceira opção aparecerá menos no primeiro lugar nos próximos meses, para dar ainda mais destaque a Madan no Ichi.
A obra da dupla Usazaki e Osamu é simplesmente um grande sucesso e tem chances de vender mais de 100 mil cópias por volume (em um mês no Oricon-Shoseki) antes mesmo de ganhar uma adaptação animada. Antes, isso era comum no mercado, mas hoje é raro, e geralmente indica um fenômeno. Não é certeza que o anime será um sucesso, pois depende de os editores entregarem uma produção precoce e de qualidade (e vimos que o departamento de expansão de mídias da Shonen Jump errou feio com Sakamoto Days). Mas, se acertarem nesses dois pontos, prevejo uma das séries líderes do mercado.
Falando diretamente sobre Witch Watch, o mangá ganhará sua adaptação para anime amanhã, e quais são as expectativas? O estúdio é bom, melhor que o de Sakamoto Days, e parece que a qualidade será alta, mas isso não deve transformar a obra em um líder de mercado. A série anterior do autor, SKET DANCE, é uma das comédias mais clássicas da revista, mas mesmo assim era um título de zona intermediária na TOC. Witch Watch deve seguir o mesmo caminho.
Em termos de vendas, é esperado que ultrapasse 50 mil cópias por mês, podendo chegar a 60 ou 80 mil, caso o anime tenha uma ótima recepção. Seria surpreendente superar essa marca: Não é impossível, mas a obra nunca demonstrou ter a mesma popularidade de Shangri-La Frontier. Um aumento para vender entre 50 e 80 mil já a deixaria segura, permitindo que o autor a encerrasse quando achasse melhor — provavelmente em 2026 ou 2027.
Mangás como Witch Watch, mesmo não sendo “salva-vidas”, são importantes para a estabilidade da revista. Ter obras intermediárias que agradam um público específico ajuda a diversificar o conteúdo, tornando a leitura mais variada. Sempre houve comédias de sucesso ao lado dos battle shounens. Vendiam mais? Geralmente não, mas dentro da revista tinham tanta importância quanto.
Por isso, títulos como Himaten, que pode vender um pouco mais ou menos que Kill Ao no próximo volume, também são relevantes. Atraem fãs de comédia romântica, ampliando o alcance da publicação. Algumas obras não existem para se tornar pilares (comédias, rom-coms, ecchis, dramas), mas sim para cativar diferentes nichos, aumentando as vendas no geral. Algumas acabam se tornando pilares, mas atualmente não é esse o objetivo. Se a revista só tivesse battle shounens, além de cansativa, teria um público mais limitado.
Sobre os cancelamentos, finalmente temos respostas: Parece que o Saito vai mesmo encerrar Embers e B no Seisen, provavelmente com dois volumes cada, totalizando entre 14 e 16 capítulos. A nova leva deve estrear na edição #21 ou #24, dependendo de como os editores decidirem dividi-la (lembrando que a edição dupla #22-23 não costuma lançar séries novas, exceto em raras ocasiões).
Se estrearem na #21, provavelmente ocuparão a vaga do one-shot, com uma obra de grande impacto (seja por qualidade ou por ser de um autor veterano), para depois lançar as outras duas nas edições #24 e #25. Se optarem por esperar depois da Golden Week (devido à edição dupla #22-23), teremos uma leva de um a quatro mangás nas edições #24, #25, #26 e talvez #27.
Quatro mangás? Sim, pois Choujun! Chojo-Senpai e Nue no Onmyouji não serão cancelados. Eu sempre disse que, mesmo sendo o mais próximo do cancelamento, Choujun! não tinha posições típicas de uma obra prestes a ser encerrada. Agora fica claro que o Saito estava esperando afundar Embers e B no Seisen para justificar essas posições.
Ainda há a possibilidade de um quarto título, caso os editores decidam cancelar Negai no Astro, Syd Craft ou ocupar a vaga reservada para Hunter x Hunter. No entanto, o cenário mais provável é uma leva de três mangás, substituindo o campeonato de one-shots (que ocupou o lugar de Hakutaku), Embers e B no Seisen, que tiveram uma péssima recepção.
Por fim, existe uma última hipótese: O Saito pode esperar até junho para cancelar Embers e B no Seisen, estreando apenas um mangá na edição #21 ou #24. Isso daria um “cancelamento mais justo” às duas obras. Porém, acho perda de tempo: As visualizações no J+ foram medíocres, e o público japonês não se engajou. Serão canceladas cedo ou tarde. Se já houver três bons autores prontos, é melhor cortar o mal pela raiz e lançar a nova leva ainda em abril ou maio.
Lançar novas séries é essencial para renovar o público e mantê-lo animado. Os leitores da Shonen Jump anseiam por novidades, e tivemos apenas três nos últimos sete meses, todos com resultados decepcionantes. Até Syd Craft vendeu mal no primeiro dia e tem tudo para ser cancelado — se não em maio, provavelmente em julho ou agosto. Só um milagre salvaria a série. Milagres acontecem, mas são raros, então o cancelamento é quase inevitável.
Espero uma leva de três mangás, liderada por um autor veterano para chamar atenção, seguida por dois novatos promissores. Quem sabe um deles seja um vencedor do GFC, já que estão todos desaparecidos.